12.5.17

3º Encontro Internacional de Desenho de Rua - Torres Vedras - Portugal

 arte @o centro 2017

Encontro Internacional

Intercâmbio: Portugal; Brasil e Espanha
 
 
13 de outubro a 3 de novembro 2017
 
 
Local: Vários locais do concelho de Torres Vedras
O "arte @o centro" é um evento cultural que tem como principais objetivos a dinamização do centro histórico da cidade e a valorização e promoção do património, através de um conjunto de atividades artísticas.
Este ano, tal como aconteceu nas últimas edições, as atividades estendem-se às freguesias rurais, dando a conhecer aos participantes, o seu património e as suas paisagens. Confere-se, deste modo, igualdade de oportunidades a todos os habitantes do município, possibilitando-lhes o contacto e a participação neste tipo de iniciativas.
As atividades previstas prevêem o intercâmbio cultural entre participantes, população e comerciantes locais, artistas convidados e artistas locais, crianças e adultos.
"arte @o centro 2017" ocorrerá, excecionalmente entre 13 de outubro e 3 de novembro, apresentando, a par das edições anteriores, um programa bastante ambicioso:
  • Exposições de alunos e artistas locais;
  • Coletivo Brasil 2017:Exposição; Residências e oficinas artísticas;
  • Desenhador Residente - "Viver no Centro Histórico"
  • 3º Encontro Internacional de Desenho de Rua.
Os processos criativos terão como conceitos a Utopia e a Distopia.
O 3º Encontro Internacional de Desenho de Rua ocorrerá entre os dias 13 e 15 de outubro, tendo como tema "a Vinha e o Vinho". A organização ficará, uma vez mais, a cargo da Cooperativa de Comunicação e Cultura. Será privilegiado o intercâmbio entre desenhadores de Portugal, Espanha e Brasil, países de origem dos formadores convidados. Durante o encontro estão previstas oficinas de desenho, tertúlias e apresentações de livros.
Os lugares a desenhar foram estrategicamente selecionados, tendo como ponto de partida o tema escolhido, "a Vinha e o Vinho": património industrial, quintas, adegas e vinhas.
Mais informação brevemente disponível.

(Fonte: http://www.cm-tvedras.pt/agenda/detalhes/71620/)

4.5.17

Largo de Santana


#68 Encontro Urban Sketchers Salvador


Croquizeiros: Leandro, Augusto, Alejandra, André, Nei e Pedro.


Fim de tarde no bairro do Rio Vermelho. Acarajé da Dinha, feira de artesanato, sorveteria Mondo, tradicionais bares, o movimento começa aumentar no Largo. Em um clima super agradável, os croquizeiros de Salvador avançam pela noite e desenham o movimento constante do bairro. 

Presença especial do sketcher Peu Melo!



Croqui da Igreja de Santana. Testando marcadores da Sinoart.



Sketchers no Rio Vermelho                                                                                                        Sorvete artesanal Mondo. Delicioso!



Croqui e aquarela André Lissonger


Nesse mesmo dia fui presenteada pelo André com um kit da Sinoart Marker, marcadores em tons de cinza. Acabei resolvendo testar no croqui e gostei do resultado. Os marcadores são bem leves e as duas pontas em uma única caneta facilita muito croquis em escalas distintas, sendo um lado mais fino com a ponta redonda para desenhos detalhados e o outro lado chanfrado para preenchimento de grandes áreas.


Marcadores Sinoart tons de cinza.

3.5.17

Sketch X Carros - O conflito

Desenhar ou não os carros da cena? Eis a questão. Eu mesmo convivo com esse conflito do mundo dos sketchers. Claro que podemos eliminá-los simplesmente, omití-los, fazer de conta que não estão ali. Se eles não são objeto de nosso desenho, vale tudo. Mas assim como os postes e fios, pessoas e o mobiliário urbano, eles podem ajudar a contar a história daquele momento.

Depois de passar raiva em alguns dos meus desenhos que foram por água abaixo depois de colocar um carro na paisagem, costumo torná-los invisíveis. Tem pouco tempo que obtive alguma harmonia entre arquitetura e veículos, apesar do insucesso ainda estar muito presente.

Há sketchers famosos por seus desenhos de veículos. O Flávio Ricardo, Fede Tessa, Fabien Denoel, Lapin, Jenny Adam, Nina Johansson, o falecido Florian Afflerbach e muitos outros que fazem isso parecer uma tarefa simples. Mas não é. Desenhos muito legais podem perder toda sua graça pela presença de um desenho de veículo que não está a altura do restante da cena.

Tenho buscado uma simplicação que me agrade, e nessa busca tenho envelhecido os carros, rs. Antes eu dizia que "todos os meus carros eram fuscas". Mas agora digo "todos meus carros são velhos". O Fabiano Vianna diz que só fica bonito no desenho aquilo que o design do costume já aprovou - um barco de pesca tradicional fica melhor do que uma lancha, um fusca antigo que um carro do último tipo. Então, seguindo essa lógica, envelheço os carros.

Como quase nunca são elementos principais das minhas cenas, faço com um traço bem despojado, mais verticalizando, ou seja, deixo eles mais altos, comos carros antigos, e rodas menores meio aquadradadas (se existe essa palavra), como os desenhos das crianças. O restante vem de uma sombra horizontal no meio do carro para marcar a vinco da lataria. No máximo um detalhe na transparência do vidro, a placa, o formato do farol. Não acerto sempre, claro, mas desse jeito tenho conseguido escapar da praga do carro, ops, da maldição do carro que estraga o desenho.

Nesse primeiro de maio saí pra dar uma esticada e tentei fazer um desenho, que pelo tempo e a complexidade ficou uma M. Resolvi esconder esse resultado pífio com alguns estudos de carro e aí abaixo vai o resultado desse processo. Carrinhos modernos com jeitão de bem usados.





Vivendo a cidade. Caminhar, desenhar e aprender

Sábado especial de muito aprendizado.

Acompanhando a turma de Ateliê IV do André Lissonger, durante a visita ao terreno (estacionamento da Praça Castro Alves), resolvi registrar em croquis pontos relevantes da aula. Todos os sketchs foram feitos em pé enquanto caminhávamos no entorno da praça.




O ponto que chamou mais a minha atenção foi a lacuna que o tecido urbano apresenta, justificando a realização de um projeto que exercite a compreensão dos alunos sobre as consequências de uma edificação no entorno do lote e na paisagem da cidade.





Acima, fotos de Salvador antiga, cedidas pelo André de seu acervo pessoal. Em destaque são as edificações que existiam no lote. Desconheço a data da imagem em PB, porém a foto em sépia é de 1933.


Estava no Forte São Marcelo quando fiz essa foto. Em destaque o terreno estudado.

Vista atual para o lote


Após muita caminhada, sol e calor no Centro Antigo, seguimos viagem de volta para casa. Na companhia do André, resolvemos fazer uma pausa no restaurante Barravento para refrescar e aproveitar ainda mais a tarde de sábado.




1.5.17

Pelas Minas Gerais, abril de 2017

Estivemos nas Minas Gerais, para participar da quarta edição do Seminário Internacional da Academia de Escolas de Arquitetura e Urbanismo de Língua Portuguesa (AEAULP), intitulado "A Lìngua que Habitamos", que ocorreu dos dias 25 a 28 de abril, em Belo Horizonte e Inhotim. Nesses dias de encontro, consegui fazer alguns registros, antes e durante o evento. Alguns registros foram realizados nas próprias visitas guiadas, integrantes da programação do referido evento.



Chegamos um dia antes e resolvemos ir ao Santuário do Caraça, na região de Catas Altas, próximo à cidade de Santa Bárbara. O conjunto é de uma beleza imensurável. O meu objetivo na visita foi fazer registros para a utilização nas aulas da disciplina de "Intervenções em Áreas de Valor Patrimonial" (PPGAU-UFRN), visto que foi realizada uma intervenção em uma área que sofreu um incêndio, no final da década de 1960, e a intervenção procurou deixar evidente este momento, ao marcar de forma clara as inserções realizadas no volume do edifício arruinado, bem como estabelece uma articulação - física e visual - com a capela do conjunto.










Na quarta-feira, dia 26 de abril, foi dia de irmos a Inhotim. O evento possibilitou a realização de um percurso pela manhã e à tarde fomos brindados com duas excelentes conferências dos portugueses Gonçalo Byrne e João Nunes. Durante o percurso realizado pela manhã, fiz um breve registro da Galeria Adriana Varejão, um bom exemplo de inserção arquitetônica no parque.







No dia 27, quinta-feira, participamos de uma visita guiada pelo conjunto da Pampulha, organizada pelo professor Flávio Carsalade, que estava à frente da equipe que fez a proposição de inclusão do conjunto como Patrimônio Mundial (UNESCO). Durante a visita, fiz registros no estilo "sketch miojo", como intitula o grande Mestre sketcher André Lissonger. Em tempo: gosto muito deste tipo de "produto": ajuda a tentarmos sintetizar o objeto a ser registrado. Dos 6 desenhos desse conjunto, apenas o que fiz na parte interna do antigo cassino é que rendeu mais tempo. Aprovetei o momento em que o professor Flávio estava fazendo uma apresentação sobre a candidatura do conjunto à Patrimônio da Humanidade.










O interessante é que neste evento pude conciliar os objetivos: apresentar os artigos desenvolvidos - os três artigos apresentados tinham, direta e indiretamente a ver com a temática do desenho - e desenhar.






E nos intervalos entre as atividades, consegui também fazer registros de espaços da própria escola da UFMG, onde ocorreram as apresentações, e da Praça da Liberdade, visto que a referida práça se localiza em área bem próxima ao local onde ocorreram as conferências, na parte da manhã (O Banco de Desenvolvimento das Minas Gerais - BDMG).





Enfim .. não canso de dizer que estar nas Minas Gerais é sempre uma grande satisfação. E com desenho, então? Bom demais da conta, UAI!