10.11.19

Cidade Alta Desenhada

Ontem finalizamos as atividades do projeto de extensão CIDADE ALTA DESENHADA, uma ação organizada pelo Urban Sketchers Natal em parceria com o Departamento de Arquitetura da UFRN. Foram ao todo 05 encontros realizados nos meses de abril, junho, agosto, setembro e novembro deste ano, contando com uma média de 30 participantes por encontro.

O projeto de extensão seguiu o formato do seu antecessor, o RIBEIRA DESENHADA, ocorrido no ano de 2018, e constou das seguintes atividades: 1. Encontros USK Natal; 2. Rodas de conversa sobre patrimônio cultural; 3. Atração musical. Farei aqui uma breve síntese dos encontros, ilustrada por boa parte dos meus desenhos produzidos durante as referidas atividades.

O primeiro encontro ocorreu no Instituto Ludovicus - Câmara Cascudo, um importante espaço de documentação não só da figura de Cascudo, mas também da cidade do Natal de uma maneira geral. Fiz um desenho da vista da rua Câmara Cascudo, a partir do terraço do edifício do Instituto. As edificações em geral apresentam um aspecto de falta de conservação.

A roda de conversa contou com a presença de Daliana Cascudo - neta do ilustre -. o historiador Luciano Capistrano, e o professor George Dantas (Departamento de Arquitetura da UFRN), e o assunto em baila não poderia deixar de ser a obre e o legado de Cascudo. Nesse dia, a atração musical ocorreu na praça Padre João Maria, pois estava rolando o tradicional grupo "Choro do Caçuá", capitaneado pelo multi=instrumentista Carlinhos Zens.





O segundo encontro ocorreu dentro da programação do 1 Encontro Norte=Nordeste USK Brasil 2019, no início de junho, nas imediações da praça Padre João Maria. Sobre este encontro já fiz registro anterior, que pode ser acessado nesta mesma página.

O terceiro encontro ocorreu em agosto, tendo como local as imediações do Espaço Cultural Ruy Pereira, onde se localiza o tradicional Bar do Zé Reeira. Fiz registros da Avenida Rio Branco, importante polo comercial da cidade, e também da roda de samba puxada peço grupo "Samba da Esquina", que se apresentou no palco do referido bar, local onde correu também a roda de conversa sobre ações culturais na Cidade Alta, puxada pela arquiteta Andréa Costa, que também á professora do curso de Produção Cultural do IFRN, cuja sede se situa também na Avenida Rio Branco, vizinha ao Espaço Cultural Ruy Pereira.





O quarto encontro teve lugar no Espaço Cultural Balalaika, uma espécie de galeria e sebo, situado na rua Vigário Bartolomeu, rua em que morou o poeta modernista Jorge Fernandes, um dos temas da roda de conversa que teve como "puxadores", o jornalista Alexandre Gurgel (que falou sobre a obra do poeta), o dono do sebo, Severino Ramos, que falou sobre os sebos de Natal e sobre o Espaço Cultural Balalaika, A conversa ainda foi abrilhantada com a presença do professor Edrízio Fernandes (UFRN), que contribuiu com informações sobre a cena literária de Natal. O encontro ainda teve como atrações musicais o quarteto de Chorinho e Bruno 7 cordas; e o duo Eliana Pinheiro e Joka Costa, abrilhantando o evento com uma boa dose de jazz e MPB,





O quinto e último encontro ocorreu no sábado passado (9 de novembro), na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, tendo como tema de discussão a arquitetura religiosa no período colonial em Natal. A roda de conversa foi composta por mim e pelo professor Rubenilson Brazão Teixeira, também do DARQ UFRN. A conversa tratou de assuntos relacionados à história urbana e a morfologia / tipologia dos edifícios religiosos que formam o conjunto do sítio histórico da capital potiguar.

Na ocasião, fiz registros da igreja (externa e internamente) e também dos músicos que compuseram o duo de cordas que tocou uma série de 8 músicas sacras, finalizando com chave de ouro o evento e as atividades do projeto de extensão.






Por fim, agraço imensamente, em nome da coordenação do projeto de extensão, aos que de algum modo contribuirão para a realização e o êxito das atividades.  Em 2019 estamos programando mais uma edição, desta vez em outro bairro tradicional da cidade, o ALECRIM. E de antemão já fica o convite: 2020 será ano de desenhar e conversar sobre mais um espaço tradicional da cidade do NATAL.

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