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8.8.19

Diário de bordo. Ouro Preto, eu fui!


Ah, que beleza que foi! Uma semana inteira vivendo e respirando desenho e amizade em Minas Gerais. Essa experiência, do Encontro Nacional de Urban Sketchers, já se tonou uma tradição em nossas vidas. E dessas tradições boas, não das chatas! Um momento de parênteses nas nossas vidas, pra fazer tudo ter um pouco de sentido, né?

Bom, mas o fato é que, pela quarta vez, me encontrei com gente fantástica do Brasil todo e, numa comunhão de 300 sketchers, me deliciei com a beleza de Belo Horizonte e Ouro Preto.

Nos primeiros dias participei dos três primeiros workshops oficiais da história do Usk Brasil. Todos os parabéns possíveis à Ekaterina Churakova pelo empenho em tratar com a direção internacional e organizar tudo isso. Sei que não foi fácil. Os mestres Raro de Oliveira, Mateus Rosada e Kei Isogai deram um show. Foram dias de muito aprendizado e partilha.

Já em Ouro Preto o difícil mesmo foi decidir o que desenhar. Era beleza pra todos os lados que se olhava. Ao grande André Perdigão e todo o povo fantástico do Usk Ouro Preto e Usk Belo Horizonte, todos os parabéns. Foi um evento impecável.

Não é todo dia que se desenha uma cidade que é patrimônio histórico da humanidade. Com justiça. Que cidade linda!

Me esforcei para tentar captar um pouco dessa beleza toda e apresento aqui nos desenhos seguintes com pequenas legendas, apenas para contextualizar. Vamos a eles!

No primeiro dia, não fugi ao clichê: fui direto à Praça da Liberdade e fiz o Coreto com o edifício Niemeyer ao fundo. Domingo, praça cheia de gente. Uma alegria danada desenhar com o sol se pondo...


Workshop do Raro de Oliveira. Fomos para aruá desenhar o cotidiano. Apenas com duas cores. Chaga em mim um maluco e convoca sua horda e de companheiros. Impressionado, o figura fica repetindo incessantemente: “Duas cô, mano. O cara faz isso só com duas cô!!!”, no melhor sotaque mineires. Esperei ele se afastar e registrei a cena. Segundo o Raro, ele entendeu perfeitamente o espírito da aula! Kkkkkkkkk

Ainda na proposta das duas cores, mas agora com traço, registrei a entrada do tradicional Colégio Arnaldo

Já de tarde, no Mercado Central, não resisti aos encantos do Bar da Tia. Segundo alguns comentários, esse é um desenho do Raro. Então, acho que aprendi bem, né?

O louco do Mateu Rosada, depois de nos ensinar tudo sobre perspectiva, ponto de fuga e a técnica ninja do hang-loose, nos propôs um exercício simples: 180º da Praça da Liberdade. Todos acharam que ele estava brincando, mas era sério. Daí, deu no que deu!

Esses três desenhos foram feitos no sketchbook sanfonado da Hahnnemühle durante a aula do Kei Isogai. Foi muito bacana poder registrar toda àquela turma boa que estava aprendendo sobre o desenho de pessoas na composição de um sketch. Sem contar que nessa aula aprendo onde está a linha do horizonte. Mas não vou contar, não. É segredo, talkei?




Não poderia deixar de registar o local que abrigou os três workshops, o Hotel Ronaldo Fraga. Um local tão encantador tanto por fora quanto por dentro!

Nos dias em que saia do hotel para ir aos workshops, me encantei por essa casa. Consegui fazer o registro no último dia!

Primeiro dia de Encontro Nacional. A Praça Tiradentes é um verdadeiro marco. Não poderia ser em outro lugar. Desenhá-la já seria bom o suficiente, mas desenhá-la acompanhado de 300 sketchers foi fantástico!

Dia 2, Igreja do Pilar. Optei por desenhar apenas uma parte dela, pois queria registrar um pouco de toda aquela arquitetura colonial tão característica da região

Igreja Nossa Senhora de Conceição. Esse desenho eu fiz acompanhado das queridíssimas Alejandra Hernández e Ariane Borges, da janela do Restaurante Dirceu. Tratava-se de um quadro pronto, já com moldura. Não pude ignorar! Ah, e pra minha surpresa, encontrei lambrequins em plena Ouro Preto. É mole?

À noite, durante a confraternização, desenhei o trio Escritório do Choro, que nos brindava com um som de primeira. E olhe que eu não sou nenhum fã de choro... Esse foi um dos desenhos que mais gostei da viagem. Fiz de primeira, sem esboço, em uns 10 minutos!

Ninguém acredita, mas deu uma ventania danada quando estava desenhando a Igreja do Rosário, daí ela ficou assim. Não foi culpa minha, ok?

Tudo que é bom chega ao fim. Taí o desenho final da Igreja São Francisco. Um misto de alegria e tristeza por estar me despedindo de toda essa gente boa. Mas não tem nada. Rio 2020 já chega!

29.7.16

Diário de viagem #7 - Belo Horizonte, Ouro Preto e Tiradentes/MG

Na tentativa de recuperar o tempo perdido, me toquei de um pecado mortal: ainda não tinha postado nenhum dos meus desenhos da viagem a Minas do começo do ano.
O único problema é a concorrência, pois meu amigo e xará Fernando Simon acabou de postar os desenhos maravilhosos que fez seguindo a Estrada Real. Mas, vou encarar assim mesmo! kkkkkkk

A história dessa, que talvez tenha sido a melhor viagem da minha vida, começa no café da manhã do primeiro dia desse ano. Conversava com minha Shellinha (pra que não sabe é a Kelly, minha amiga, minha mina, minha namorada, também conhecida como esposa) sobre quando seria uma boa data para viajar. Falei de uma ideia que o bro Thiago Salcedo tinha me contado sobre uma aventura pelas cidades históricas de Minas. Boa ideia! Como só teríamos mais uma semana de recesso, a Shelly falou que a hora era agora. Falei que era loucura, pois as passagens encima da hora seriam caras demais. Ela foi fazer umas pesquisas de preço e.... bom, em resumo: às 20h30 do mesmo dia estávamos embarcando rumo a Belo Horizonte! Eita, loucura boa!!!!! kkkkkk

No espaço de uma semana, descobrimos as belezas de Belo Horizonte, Ouro Preto (a que mais gostei), Tiradentes e, pra fechar, Inhotim (Brumadinho).

Não tenho palavras pra descrever como gostei de tudo. Então, vamos aos desenhos:

Dia 01, Pampulha. Foi emocionante conferir de perto tanta arte num só lugar. Niemeyer, Portinari... Porém, de todos os desenhos da viagem, esse foi o único que não me agradou. Ficou bem fraquinho.... mas vale como registro!

Praça da Liberdade, ponto central de BH. Eu, cercado de construções inacreditáveis. Foi difícil escolher qual delas desenhar, mas foram essas aí! Nesse dia, nada de aquarela, apenas marcadores.

Chegando em Ouro Preto, desenhei e conheci o Museu da Inconfidência. No finalzinho, começou a chover, então deixei a cor pra depois. Pois é....

Parada estratégica pro almoço ainda em Ouro Preto. Não podia deixar de retratar minhas muié!

Aqui, provavelmente o meu sketch preferido de todos os tempos. Um dos momentos mais mágicos e tranquilos da minha vida, sozinho, curtindo o pôr do Sol de Ouro Preto. Quero voltar!

Pra fechar, um registro de Tiradentes, onde encontramos com a amiga e sketcher Debora Cicciola, e desenhamos juntos esse ponto aí. Delícia de manhã! Ainda rolou Inhotim, mas como só tínhamos uma única manhã, preferi olhar do que desenhar. Mas que fiquei na vontade, isso fiquei!

23.7.16

Caminhando pelas Geraes


Caminhando pelas Geraes

Uma semana para descanso, matar saudades, reflexão e desenho nas Gerais.

Me lembrei do poeta pantaneiro Manoel de Barros:

“Para entrar em estado de árvore é preciso
partir de um torpor animal de lagarto às
3 horas da tarde, no mês de agosto.
Em 2 anos a inércia e o mato vão crescer
em nossa boca.
Sofreremos alguma decomposição lírica até
o mato sair na voz.
Eu desenho o cheiro das árvores.”








Começando pela Vila Rica (Ouro Preto), procurei não me restringir somente ao centro histórico da cidade e assim tentei explorar outros cantos da cidade como a Igreja de Santa Efigenia, que foi construída por Chico Rei, onde somente escravos frequentavam. É impressionante a teatralidade de figuras na arte barroca, na qual ouro e sangue se misturam. Fiz o registro de detalhe de um retábulo nessa igreja e registros de fachadas de algumas das outras igrejas que visitei. Da mesma maneira, a geografia da região das Alterosas favorece este clima de “decomposição lírica” de Manoel de Barros, o que me inspirou a desenhar o cheiro das árvores quando visitei o Parque das Andorinhas, local afastado da cidade.




















Parti em seguida para visitar o Jardim Botânico de Inhotim , mergulhando na diversidade de espécies e de galerias de arte contemporânea: o maior museu de arte a céu aberto que se conhece. Tantos estímulos visuais para registro gráfico num tempo desproporcional para a mão poder registrar tudo no papel.








17.11.15

Caderno de Desenhos de Viagens - Ouro Preto/MG



Praça Tiradentes. Esse breve croquis em hidrográficas foi feito sentado no alto do monumento central, em homenagem à Tiradentes. Daí a perspectiva com a linha do horizonte e ponto de fuga "por sobre as pessoas". Segundo a história, esse foi o local onde a cabeça do mártir da independência, Joaquim José da Silva Xavier, foi exposta. Compõem essa vista o Museu da Inconfidência (área central) e o casario. Desse lugar trago, hoje comigo, uma memória muito especial e de grande estima... ganhei uma belíssima aliança de presente de aniversário.





Restaurante e Pizzaria Spaghetti. Rápidos desenhos feitos durante um bom pate papo, uma excelente pizza e ao som de Cat Stevens. Esse aconchegante lugar em Ouro Pretotrata-se do aproveitamento de um porão alto e um subsolo que se conecta ao fundo de um típico lote de influência da ocupação colonial portuguesa. Desníveis e penumbras, ótimo para a ambientação de uma cantina ou taverna à la italiana. Apertado, enquanto estreito, permite observar melhor os frequentadores... bem como alguns detalhes da ambiência.

Interior da Igreja de Nossa Senhora do Carmo


Esquerda: Eu e Alê Kirkwood . Direita: Entorno da Igreja de Nossa Senhora do Carmo  


Paisagem em Ouro Preto/MG



André Lissonger

7.8.15

Em um moleskine A3

Já faz um tempo que ganhei um caderno moleskine tamanho A3 e tinha deixado ele um pouco de lado. Resolvi retomá-lo na última viagem que fiz às Minas Gerais e tenho desde então realizado mais de um registro por página, o que está dando um resultado bem bacana.

Apresento aqui três conjuntos de registros: o primeiro, da cidade de São João del Rei; o segundo, da cidade de Ouro Preto, e o terceiro, realizado durante o último encontro do grupo UrbanSketchers Natal, no final de julho de 2015.

A intenção é utiliza-lo para realizar registros seguindo a metodologia das "imagens seriais", definidas por Gordon Cullen, no seu livro "Paisagem Urbana".




29.7.13

Em Ouro Preto

Já que eu não fui pra Barcelona, tive que me contentar com Ouro Preto mesmo.
Lugar incrível....
beijos a todos
Juliana