No sábado, 23 de janeiro de 2016, aconteceu em São Paulo, juntamente com o 50º Sketchcrawl mundial, o 66º encontro de Urban Sketchers de São Paulo. Desenhamos, com tempo de aproximadamente 1 hora em cada um dos locais marcados, a Praça da Sé, Solar da Marquesa e Pátio do Colégio, nesta ordem. Abaixo a página que desenhei neste dia, uma sobreposição dos desenhos feitos nestes três locais.
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26.1.16
9.11.15
Sobre desenhos de carros
Carros, máquinas e veículos em geral fazem, sem dúvida, parte do cenário urbano. Quanto às instruções que se lê na página do Urban Sketchers Brasil do Facebook, há, quando se trata de algo móvel (pessoas, no caso) a recomendação de que estejam inseridas em um contexto. Pude perceber, depois de vários meses desenhando carros e máquinas, que há, na relação do objeto móvel com o contexto, diferentes possibilidades de arranjo e composição. Essas possibilidades dizem respeito à ênfase que se dá, ao se compor a página, ou ao objeto em si ou à presença do objeto.
Aqui um primeiro exemplo. Neste desenho, o objetivo foi mostrar primeiramente o trator. Na descrição que fiz do desenho, era possível entender que ele pertence a um pai de família, que utiliza o terreno em frente a sua casa para estacioná-lo. E que a vegetação desenhada ao redor foi plantada pelos moradores, uma vez que se trata de uma quadra inteira onde não pode haver edificações, por ser passagem de rede elétrica de alta tensão (em Santa Bárbara d'Oeste-SP).
Neste segundo desenho, também um trator. Mas a sua presença é que define a composição. Um conserto de rede de águas pluviais, terra esparramada na rua, um trabalhador com uma pá. Mais do que a rua, o que tornou essa cena objeto de interesse foi a presença do trator, alterando o que usualmente se vê nesta via (São Carlos- SP).
Aqui, um caso em que a presença do objeto (o fusca) foi o que despertou o interesse e determinou o recorte a ser feito no cenário. Essa pequena praça, que é formada pelo recuo alargado das edificações em relação à via curva para a qual dão frente, adquiriu uma descrição enriquecida pela presença das formas curvilíneas e polidas do veículo, em contraste com a retidão e opacidade das edificações em volta; bem como pela introdução de um elemento que explicita a escala. Não fosse este fusca estacionado, provavelmente não teria desenhado essa praça (São Carlos-SP).
Semelhante ao caso anterior. A luz do sol do final da tarde, atravessando um vão entre edifícios, ressaltava aqui também um contraste. A tríade de matrizes (azul, laranja escuro e verde) em formas orgânicas contrastando com a ortogonalidade e neutralidade de tons da pequena casa em reforma. Mais uma vez, não fosse a presença da caçamba de entulhos, esta esquina passaria despercebida (Santa Bárbara d'Oeste-SP).
Mais uma vez a presença do veículo como elemento de escala. O pequeno Celta à direita dá uma noção da largura da via, em conjunto com o espaço negativo sob a vegetação e as três aberturas (São Carlos-SP).
Aqui um primeiro exemplo. Neste desenho, o objetivo foi mostrar primeiramente o trator. Na descrição que fiz do desenho, era possível entender que ele pertence a um pai de família, que utiliza o terreno em frente a sua casa para estacioná-lo. E que a vegetação desenhada ao redor foi plantada pelos moradores, uma vez que se trata de uma quadra inteira onde não pode haver edificações, por ser passagem de rede elétrica de alta tensão (em Santa Bárbara d'Oeste-SP).
Neste segundo desenho, também um trator. Mas a sua presença é que define a composição. Um conserto de rede de águas pluviais, terra esparramada na rua, um trabalhador com uma pá. Mais do que a rua, o que tornou essa cena objeto de interesse foi a presença do trator, alterando o que usualmente se vê nesta via (São Carlos- SP).
Aqui, um caso em que a presença do objeto (o fusca) foi o que despertou o interesse e determinou o recorte a ser feito no cenário. Essa pequena praça, que é formada pelo recuo alargado das edificações em relação à via curva para a qual dão frente, adquiriu uma descrição enriquecida pela presença das formas curvilíneas e polidas do veículo, em contraste com a retidão e opacidade das edificações em volta; bem como pela introdução de um elemento que explicita a escala. Não fosse este fusca estacionado, provavelmente não teria desenhado essa praça (São Carlos-SP).
Semelhante ao caso anterior. A luz do sol do final da tarde, atravessando um vão entre edifícios, ressaltava aqui também um contraste. A tríade de matrizes (azul, laranja escuro e verde) em formas orgânicas contrastando com a ortogonalidade e neutralidade de tons da pequena casa em reforma. Mais uma vez, não fosse a presença da caçamba de entulhos, esta esquina passaria despercebida (Santa Bárbara d'Oeste-SP).
Carros são elementos que trazem ao olhar a percepção da escala. Nunca me dou conta de quanto uma casa é mais alta que um carro, até que os desenhe. Aqui, os carros estacionados dão uma ideia de quão altas são as portas destas velhas edificações, no distrito de Joaquim Egídio. Também servem como registro da invasão de turistas motorizados nos finais de semana neste, que costuma ser extremamente tranquilo durante a semana.
Mais uma vez a presença do veículo como elemento de escala. O pequeno Celta à direita dá uma noção da largura da via, em conjunto com o espaço negativo sob a vegetação e as três aberturas (São Carlos-SP).
E, por fim, carros considerados em si mesmos são excelentes objetos para a prática de perspectivas. Nada parecia haver, neste trecho da rua, de interesse para um desenho. Mesmo este Opala não oferecia grande atrativo. A solução foi distorcê-los em uma perspectiva esférica, oferecendo uma forma diferente de olhar para algo corriqueiro. (São Carlos-SP)
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Flavio Ricardo,
Joaquim Egídio,
Santa Bárbara d'Oeste -SP,
São Carlos/SP,
Tratores. Carros
31.7.15
29.6.15
Encontro de Carros Antigos
Recentemente, a sede do clube União Agrícola Barbarense (time de futebol
de Santa Bárbara d'Oeste- SP) realizou um encontro de carros antigos.
Um tipo de evento que considero perfeito para desenhar. Raramente se
encontra modelos como o Chevrolet 1929 e a Caminhonete Chevrolet,
excelentes objetos para praticar o desenho grande-angular. Aqui mostro
as duas páginas que consegui desenhar, nas cinco horas e meia que
permaneci no evento.
21.5.15
Espaços públicos e privados
Prefiro fazer, sempre que possível, meus deslocamentos a pé. A percepção do ambiente construído, sem a mediação do automóvel, ou a velocidade aumentada de qualquer outro meio, é muito mais intensa para o pedestre.
Quando, ainda, o caminho é rotineiro e bem conhecido, procuro variar o percurso, buscando desvios e caminhos alternativos. Muitos dos desenhos que faço, principalmente nas cidades que frequento, repletas de paisagens habituais para mim,começam por um percurso deste tipo.
Nesta busca por percepções renovadas, sinto especial interesse por locais nos quais percebo uma ruptura do traçado urbano habitual. A rigidez com que são delimitados o espaço público, separado, sem transição, do espaço privado dos edifícios por muros ou grades, torna-se, nesses locais, um livre jogo de conceitos espaciais habitualmente estanques.
Nesta, que é uma das casas de um conjunto de três (Rua General Osório, em Santa Bárbara d'Oeste- SP), não há, como nas demais, muros separando-as da rua. Um escada dá acesso a um piso elevado, que serve como espaço de transição da casa para a rua. Enquanto desenhava, um funcionário do supermercado em frente saiu do depósito, subiu a escada à esquerda e alimentou, com verduras vencidas, as galinhas que são criadas na laje, sobre a garagem.
Percorrendo a Rua Osny Martins Cruz, me deparei, em seu trecho final, com uma rua sem saída. À esquerda, descobri um pequeno beco, bloqueando com elementos de aço a passagem de motocicletas. Durante as duas horas que levei para fazer este desenho, muitas pessoas utilizaram este beco como passagem.
Dias depois, voltei ao local e atravessei o beco, para desenhá-lo do outro lado. A impressão que se tem é a de, ao entrar no quintal de uma das casas, encontrar uma rua, repleta de crianças jogando bola, pulando corda ou amarelinha.
Há ainda este tipo de ocupação, sempre informal, com alguns melhoramentos (o mínimo necessário, acredito) trazidos pelo poder público. Em zonas limítrofes, quase sempre encontro pequenas praças arborizadas pelos moradores. Aqui, trata-se de uma rua sem saída (Rua Francisco Godoy de Camargo, em Santa Bárbara d'Oeste- SP), uma das últimas de um bairro interrompido pela Rodovia Luiz de Queiroz, que aparece ao fundo.
Quando, ainda, o caminho é rotineiro e bem conhecido, procuro variar o percurso, buscando desvios e caminhos alternativos. Muitos dos desenhos que faço, principalmente nas cidades que frequento, repletas de paisagens habituais para mim,começam por um percurso deste tipo.
Nesta busca por percepções renovadas, sinto especial interesse por locais nos quais percebo uma ruptura do traçado urbano habitual. A rigidez com que são delimitados o espaço público, separado, sem transição, do espaço privado dos edifícios por muros ou grades, torna-se, nesses locais, um livre jogo de conceitos espaciais habitualmente estanques.
Nesta, que é uma das casas de um conjunto de três (Rua General Osório, em Santa Bárbara d'Oeste- SP), não há, como nas demais, muros separando-as da rua. Um escada dá acesso a um piso elevado, que serve como espaço de transição da casa para a rua. Enquanto desenhava, um funcionário do supermercado em frente saiu do depósito, subiu a escada à esquerda e alimentou, com verduras vencidas, as galinhas que são criadas na laje, sobre a garagem.
Percorrendo a Rua Osny Martins Cruz, me deparei, em seu trecho final, com uma rua sem saída. À esquerda, descobri um pequeno beco, bloqueando com elementos de aço a passagem de motocicletas. Durante as duas horas que levei para fazer este desenho, muitas pessoas utilizaram este beco como passagem.
Dias depois, voltei ao local e atravessei o beco, para desenhá-lo do outro lado. A impressão que se tem é a de, ao entrar no quintal de uma das casas, encontrar uma rua, repleta de crianças jogando bola, pulando corda ou amarelinha.
Há ainda este tipo de ocupação, sempre informal, com alguns melhoramentos (o mínimo necessário, acredito) trazidos pelo poder público. Em zonas limítrofes, quase sempre encontro pequenas praças arborizadas pelos moradores. Aqui, trata-se de uma rua sem saída (Rua Francisco Godoy de Camargo, em Santa Bárbara d'Oeste- SP), uma das últimas de um bairro interrompido pela Rodovia Luiz de Queiroz, que aparece ao fundo.
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4.3.15
Músicos em ação
Recentemente tenho encontrado grande prazer em desenhar músicos em ação. Um excelente tema, dadas as circunstâncias das apresentações, para aprimorar a velocidade, a capacidade de captar o movimento e a acuidade, necessária para tornar as personagens minimamente reconhecíveis.
Músicos tocando no bar Recanto do Poeta. Uma quinta-feira à noite, em São Carlos -SP;
Músicos tocando no bar Recanto do Poeta. Uma quinta-feira à noite, em São Carlos -SP;
Músicos veteranos tocando marchinhas no sábado de carnaval, na Praça Rio Branco, em Santa Bárbara d'Oeste -SP.
Show de MPB na Confraria São Sebastião. Uma quinta-feira à noite, em São Carlos -SP.
1.1.15
Férias em Santa Bárbara d'Oeste-SP
Durante as últimas semanas de dezembro estive em férias, que passei na casa dos meus pais, em Santa Bárbara d'Oeste. Nesse tempo procurei, através do desenho, redescobrir a cidade onde passei minha infância e adolescência. O olhar viciado, acostumado a procurar e a encontrar tudo aquilo que penso saber da cidade, sempre me dizia que nela não há nada de interessante. Aqui vão alguns dos registros dessa minha busca.
Esta é da parte mais antiga da cidade. Zona limítrofe, são as ruas finais da parte central. A declividade acentuada vem da proximidade com a várzea de um rio. A demolição de um muro nesta esquina revelou a intimidade até então escondida nesta edificação cujo uso não consigo identificar (uni ou multifamiliar?)
Seguindo caminhando à esquerda, esta mesma rua (João Batista Furlan) termina em uma curva que desce à Rua Inácio Antônio, que margeia a várzea. Olhando pra trás, vejo este interessante conjunto de casas. As entradas, acessos, a relação espaço público x privado são de uma inventividade tão grande que lamento não ter conseguido captar deste ângulo.
Avançando um pouco mais na periferia, me lembrei de registrar este encontro de duas avenidas que margeiam a ferrovia, sob a Rodovia Luiz de Queiroz. Só há espaço para um veículo por vez e, como a curva é extremamente acentuada, a visão é bloqueada pelo arrimo da ponte. Um semáforo controla a passagem dos veículos. Atravessar o sinal vermelho é correr o risco de uma batida frontal.
Colocar em evidência aquilo que passa desapercebido é uma das qualidades da atividade de desenhar. Aqui uma homenagem ao artista desconhecido que grafitou este muro, na Rua Leroy Bookalter.
O tempo chuvoso me obrigou a procurar um espaço protegido. No espaço de exposição do CEDOC da Fundação Romi registrei este trator Toro ano 1948.
As trocas, o trabalho, o espaço público e sua apropriação, o conceito do abrigo, seja ele uma árvore ou a lona de um carrinho de lanches. Todas estas ideias me vieram à mente depois deste desenho. Não sei dizer bem o porquê da escolha do objeto. Talvez estas ideias já estivessem latentes, esperando que fossem desenhadas.
E por fim, este antigo caminhão Mercedes-Benz. Sempre em frente à casa do proprietário, parece já fazer parte da rua.
Esta é da parte mais antiga da cidade. Zona limítrofe, são as ruas finais da parte central. A declividade acentuada vem da proximidade com a várzea de um rio. A demolição de um muro nesta esquina revelou a intimidade até então escondida nesta edificação cujo uso não consigo identificar (uni ou multifamiliar?)
Seguindo caminhando à esquerda, esta mesma rua (João Batista Furlan) termina em uma curva que desce à Rua Inácio Antônio, que margeia a várzea. Olhando pra trás, vejo este interessante conjunto de casas. As entradas, acessos, a relação espaço público x privado são de uma inventividade tão grande que lamento não ter conseguido captar deste ângulo.
Avançando um pouco mais na periferia, me lembrei de registrar este encontro de duas avenidas que margeiam a ferrovia, sob a Rodovia Luiz de Queiroz. Só há espaço para um veículo por vez e, como a curva é extremamente acentuada, a visão é bloqueada pelo arrimo da ponte. Um semáforo controla a passagem dos veículos. Atravessar o sinal vermelho é correr o risco de uma batida frontal.
Colocar em evidência aquilo que passa desapercebido é uma das qualidades da atividade de desenhar. Aqui uma homenagem ao artista desconhecido que grafitou este muro, na Rua Leroy Bookalter.
O tempo chuvoso me obrigou a procurar um espaço protegido. No espaço de exposição do CEDOC da Fundação Romi registrei este trator Toro ano 1948.
As trocas, o trabalho, o espaço público e sua apropriação, o conceito do abrigo, seja ele uma árvore ou a lona de um carrinho de lanches. Todas estas ideias me vieram à mente depois deste desenho. Não sei dizer bem o porquê da escolha do objeto. Talvez estas ideias já estivessem latentes, esperando que fossem desenhadas.
E por fim, este antigo caminhão Mercedes-Benz. Sempre em frente à casa do proprietário, parece já fazer parte da rua.
19.11.14
Encontros de Fotografia e Desenho Urbano de São Carlos -SP
Tentamos, de uns dias pra cá, pensar formas de promover a atividade de Urban Sketching em São Carlos. Nossa cidade tem, acredito, grandes possibilidades de formar grupos de desenho com encontros regulares. O principal motivo é a existência aqui de duas faculdades de arquitetura e urbanismo. Outro seria a presença de dois campus da USP e da sede da UFScar, o que faz com que a cidade, de porte médio, receba uma grande quantidade de jovens estudantes, quase sempre aberta a experiências desse tipo. Nossa primeira tentativa foi promover os Encontros de Fotografia e Desenho Urbano, em conjunto com o curso de fotografia da Fundação Pró-Memória de São Carlos. São encontros noturnos, com duração de duas a três horas e abertos a quem quiser participar. Posto aqui os desenhos que realizei nestes três primeiro encontros.
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| Ponto de ônibus da Avenida São Carlos. Desenho do primeiro encontro |
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| Rua Rafael de Abreu Sampaio Vidal. Segundo encontro. |
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| Escola Álvaro Guião, os amigos fotógrafos Dany Hladkyi e Renato Nishimura e o baterista da banda de jazz que tocava na Confraria onde terminamos o terceiro encontro. |
7.11.14
Conheça os Correspondentes: Flávio Ricardo, de São Carlos - SP
"Sou arquiteto e moro em São Carlos (SP) desde 2007.A primeira vez que fiz algo próximo a um urban sketch foi aos 14 anos. Ao ingressar no curso Técnico em Edificações, tive como uma das atividades iniciais da disciplina “Desenho Técnico”, sair para desenhar nas ruas próximas à escola, em Americana (SP). Um segundo contato com essa atividade foi justamente ao ingressar no curso de Arquitetura e Urbanismo.
Todo arquiteto, até onde eu sei, tem como primeira atividade o desenho de observação em ambiente urbano.
Depois que me formei, não sei bem por qual motivo, deixei de desenhar por alguns anos."
"Quando em 2010, descobri o Urban Sketchers, me senti motivado a voltar a desenhar.
Hoje posso dizer que, para mim, desenhar é como que uma obrigação. Não consigo imaginar melhor maneira de registrar locais, coisas ou eventos pelos quais eu passo sem que seja através do desenho.

Desenhando posso rememorar de forma muito mais intensa meu contato – aprofundado pela observação atenta que o desenho exige – com o mundo que me cerca."
Conheça mais do incrível trabalho do Flávio Ricardo, em sua Perfil no Flickr!!
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