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31.12.12

Manhã Fria, Curitiba - PR

Fiz estes desenhos em julho numa viagem a Curitiba.
O largo da Ordem a noite se transformou num lugar cheio de bêbados e mendigos. Durante o dia é vazio e muito bom para fazer uns desenhos. Apesar do frio só é preciso tomar cuidado com umas poças de líquido amarelo pelo chão. Esta torre de uma igreja foi desenhada do outro lado da rua, sentado numa escadaria de pedra. Alguns turistas (Alemanha, Estados Unidos, Argentina) observando um cara estranho desenhando no caderninho.


 Ali perto fica o Solar do Barão. Excelente Centro Cultural com muitas exposições artísticas, oficinas de gravura, desenho e Gibiteca. Depois de ver as exposições fiz um registro dos azulejos deste casarão de 1883. Preciso voltar outro dia para desenhar a fachada, as escadarias e o piso de madeira e também os "afrescos" do teto. É muita coisa para um dia só.


 No Paço da liberdade quis aproveitar o sol para esquentar um pouco. Comecei a fazer uns rabiscos e uma enxurrada de perguntas veio de todos os lados. Daí percebi onde eu realmente estava. O local é cheio de prostitutas, desocupados e malucos.
- "Voce tá desenhando? Ontem um cara tava aqui filmando com o computador ... "
- "Tem cigarro?"
- "Porque voce tá desenhando?"
- "Faz frio aqui em Curitiba, né? Acho que vou descer para a praia."
- "É bonito aqui né?"
- "Não é mais fácil fotografar?"
 

(lápis 5B e um tiquinho de aquarela)
 USK Londrina no flickr

23.11.12

Veículos na Praia de Leste - Paraná

Não sou aficcionado por carros. Gosto mais de bicicletas.
Mas é inevitável. Eles são onipresentes nos cenários urbanos.
De modo que acabo desenhando um ou outro carro mais chamativo.
Geralmente os velhinhos.
Os dois primeiros fiz na Praia de Leste (litoral paranaense) semana passada.
A Kombi Pick-up estava me esperando na saída do trabalho aqui em Londrina.







2.11.12

Bike Sketch, Londrina - PR

Na beira do Lago Municipal surgiu um conteiner.
Depois veio a porta de correr, o telhado, a rampinha e janelas...
Minha curiosidade aumentando quando, finalmente depois de semanas, inaugurou a Bike in Box.
Boa iniciativa de aluguel de bikes por um preço baixo.



Aumentou muito o número de pessoas andando de bicicleta, se exercitando e se divertindo. 
Para fazer o registro fui até lá com minha velha Monark e um caderno.



(lápis, caneta roller e aquarela em caderno de folhas de papel manteiga reutilizadas)
(estas folhas são horríveis para escanear. enrugam e são muito transparentes)




26.9.12

Desenhando no Circo sem luz, Pinhais - PR


Fui no circo em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, e levei junto meu caderninho e uma caneta.
Lá dentro tinha dois seguranças para cada seis pessoas e o uso de máquinas fotográficas e filmadoras era proibido. Justo. O Flash poderia atrapalhar os artistas, principalmente os números mais perigosos que exigiam concentração. Acabei sendo a única pessoa a fazer registros do espetáculo.



Circo moderno, lona sem furos, nenhum animal maltratado e ar-condicionado.
Mas estava muito escuro. Muito. Desenhei praticamente as cegas.
O lado bom era que ninguém ficava bisbilhotando meu desenho. Nem eu mesmo.
Adicionei umas cores depois em casa.


(caneta roller barata e aquarela sobre Sketchbook 140 g)



5.8.12

Degradação Urbana em Londrina - PR

Aqui em Londrina existem alguns edifícios inacabados e abandonados a 20 anos mais ou menos (Encol?). Escolhi estes prédios como tema do "desafio das áreas degradadas" e saí ontem de manhã para desenhá-los.

Este primeiro desenho eu já estava querendo fazer a algum tempo. É bem geométrico e a estrutura surge do nada atrás das casas e arvores deste bairro tranquilo. Depois de dar uma volta a pé em torno da quadra para procurar um bom angulo voltei para o carro que eu tinha estacionado... exatamente no melhor lugar. Nunca tinha desenhado de dentro do carro por dois motivos: não acho seguro e Londrina é uma cidade muito quente. Sorte minha que ainda é inverno. Deixei a estrutura em branco de propósito porque na minha cabeça eu imagino estes prédios como os ossos da cidade.
 


Me desloquei até este outro esqueleto de concreto e fui fazer o reconhecimento da área. Tomei um enorme susto ao encontrar um cachorro preso numa viga na parte de dentro. Ele foi colocado lá por um vizinho para espantar os viciados em crack que utilizam o lugar a noite. Funcionou. O prédio estava deserto. Me instalei no confortável meio-fio do outro lado da rua para desenhar.

(lápis, caneta roller, caneta nankin 0,1 e aquarela)

18.7.12

Curitiba dos sobrados

Manhã fria e chuvosa em Curitiba. Gradativamente as casas antigas com terrenos grandes e amplo quintal estão sendo substituídas por condomínios de sobrados amontoados, cada um com seu quadradinho de grama.. As vezes sobra uma ou outra árvore como esta araucária.


A pedido do amigo Clewton Nascimento desenhei também um imóvel que chama minha atenção pelo descaso de seus proprietários. Num bairro residencial que vem crescendo e melhorando nos últimos anos, este Ferro Velho surgiu onde antes tinha uma Videolocadora. Deixou a esquina com um aspecto de abandono.



28.6.12

Insetos Amarelos

Não tinha um terreno baldio aqui na esquina de casa? O cãozinho não respondeu. Só fez o que estava ali para fazer todas as manhãs: xixi. Ficaram os dois olhando o tapume metálico que cercava todo aquele terreno. No dia seguinte o cão percebe o movimento de um inseto gigante e amarelo do outro lado da cerca emitindo sons metálicos e hipnóticos, carregando coisas de um lado para o outro e organizando os movimentos de seus operários. O bípede olha as fotos meramente ilustrativas de propaganda do novo condomínio: dois ou três quartos com suíte, segurança, localização privilegiada, varanda com churrasqueira e vaga na garagem. Pronto. Sem perceber ele já está preso naquele sonho amarelo e o cãozinho percebe o sorriso disfarçado do inseto gigante que não para de trabalhar. Dia após dia o inseto segue empilhando e organizando os tijolos, barras de ferro e tem outros insetos que trazem o concreto de longe, já quase pronto. Tudo é urgente e o trabalho segue noite adentro. Repentinamente, da mesma forma como surgiu, o inseto desaparece e fica só o edifício concluído. Os novos proprietários trazem suas mudanças e se instalam confortavelmente. O cãozinho sabe que o inseto amarelo ainda está lá, escondido. Suas antenas são visíveis no topo do edifício e ele transporta as pessoas para cima e para baixo parando no andar certo e organizando os bípedes em seus apartamentos.


(desenho 1 - fast sketch com caneta tinteiro e aquarela em papel 180 g)
(desenho 2 - caneta roller, marcadores e um pouco de aquarela sobre caderno de desenho escolar ruim)

13.6.12

Domingo de Feira - Londrina, PR

Levei meu caderno para passear domingo de manhã na Feira no centro da cidade. Encontrei um bom lugar para sentar e desenhar em frente a este edifício. A parte espelhada refletia de forma quebrada um outro prédio.



Esta barraca de frutas resolvi desenhar com caneta tinteiro de uma forma mais solta e linear contornando os espaços vazios.





Tem sempre alguns músicos ou homens estátua na feira também. Este ai tocava e cantava baixo, não parecia muito preocupado com as moedas colocadas na caixinha. Acho que ele estava mais era passando o tempo e cantando porque gosta mesmo.




(Lápis, Caneta e Aquarela sobre caderno de desenho escolar)

23.5.12

De molho em casa

Confesso que não ando desenhando por estes dias. Comprei uma máquina fotográfica nova e ela precisa de cuidados. Quem precisou de cuidados semana passada fui eu também. Depois de uma apendicite fiquei estou de repouso. Desenhar lá fora nas ruas como? Lembrei então de uma idéia da Nina Johansson (USK Sweden) e estou fazendo Urban Sketchers Indoor:

Olho mágico na porta da frente (maldito sensor de luz que não me deixa desenhar)

Adoro esta bota. Leve e ao mesmo tempo forte o bastante.

9.5.12

Dia chuvoso no Aeroporto de Londrina

Acordei cedo no sábado para fazer uns desenhos, olhei pela janela e ... chuva. E agora? Desenhar meu tênis? minha bicicleta? um cafezinho com pão de queijo na padaria? de novo a vista da janela do meu apartamento? Daí tive a idéia de ir no Aeroporto que tem um enorme saguão com muitas possibilidades para desenhar protegido da chuva. Aproveitei também para testar umas canetas que eu não uso rotineiramente.
No primeiro desenho utilizei  uma tinteiro L. com ponta média e tinta azulzinha que veio de fábrica. Fui traçando as linhas da Torre de Comando enquanto um menino ficava brincando propositalmente próximo para, de vez em quando, espiar o desenho. Mas era tímido e não quis conversa apesar de acompanhar todo o trabalho. Muito boa a caneta mas quero acabar logo com esta tinta e colocar uma cor decente.



Como não era horário de pico nas Partidas e Chegadas pude ficar bem a vontade e achei um cantinho protegido da chuva com uma excelente vista para o pátio de manobras e hangar. Desenhei então algumas máquinas usando um conjunto de canetinhas S. com ponta de feltro (Point 88 fine 0,4).  Elas são bastante práticas para estes desenhos lineares de objetos com muitos detalhes.



27.4.12

Os Sertões do Tibagy

Tirei um dia de folga e fui passear na cidade de Tibagi que fica a 215 km de distancia daqui de Londrina. Até meados do século XVIII todo o interior do Paraná a oeste de Curitiba era conhecido como "Os Sertões do Tibagy" e nessa época a cidade fervilhava de aventureiros procurando diamantes e ouro. Hoje Tibagi é uma pacata cidade de 19 mil habitantes que vive da agricultura e do turismo de aventura. No centro da cidade existem vários prédios históricos muito próximos uns dos outros. Dá para fazer uma boa caminhada com paradas para desenhar. Não tive muito tempo para isto pois no nosso grupo haviam adolescentes impacientes. Mas até que saiu alguma coisa...

Escafandro utilizado para procurar ouro e diamantes dentro do rio. Museu Histórico de Tibagi.


Antiga e pequena caixa d´água que abasteceu a cidade até 1974


Detalhe da fachada da Biblioteca Pública. Antigamente era um grupo escolar.
 
[grafite 0,5 2B] [caneta rollerball] [caneta técnica 0,1] e [aquarela]


Mais fotos deste passeio (AQUI)

12.4.12

Carros de Comida

É interessante a cultura do lanche instalada aqui na cidade de Londrina. Existem carros de sanduíche, caldo de cana, espetinhos, sucos, água de côco, churros, sorvete, e muitos outros. Vai além do lanchinho apressado entre um compromisso e outro como existe nas outras cidades. Aqui as pessoas saem a noite para ir até um determinado bairro da cidade onde sabem que existe um destes carros que faz um tipo específico de comida.
Os veículos utilizados são um atrativo a parte: kombi, F75, monza, fiat 147, onibus antigo e todo tipo de adaptações em trailers e reboques. Eu gosto de desenhar carros e sempre que encontro um destes acabo fazendo um registro. Segue abaixo alguns deles. 








Mais Sketchs de Londrina AQUI

30.3.12

Torre da Telepar - Londrina, Paraná

Torre da extinta Telepar (empresa paranaense de telefonia) que fica pertinho da minha casa.  
Quando eu era bem pequeno achava que aquelas antenas ali no alto da torre eram tambores e faziam algum tipo de barulho. Hoje estas torres do sistema antigo de telefonia quase sumiram e só existem torres feias de celular espalhadas pela cidade, mas não fazem barulhos de tambor, só ruídos eletrônicos chatos.





 
Detalhe da Zabumba

Torre de Celular aqui do bairro. Bem menos interessante.

Mais Sketches de Londrina

15.3.12

Casarão da Av. Higienópolis - Londrina, Paraná

Este Casarão foi construído em 1947 pelo pioneiro Celso Garcia Cid, no apogeu do café.
"Ele queria, além de morar no alto, ter a casa mais notável da cidade, onde futuramente um governador de Estado não se pejasse de despachar ou um presidente da República não se vexasse de pernoitar..." (extraído do livro "O tempo do Seo Celso" de Domingos Pellegrini).
O Palacete dos Garcia realmente hospedou autoridades e políticos famosos, inclusive o ex-presidente Juscelino Kubitschek. Em 2011 foi tombado pelo Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e no local atualmente funciona uma agência bancária para correntistas exclusivo$. 

Fast Sketch do outro lado da rua (caneta rollerball e aquarela)


Detalhe da fachada (grafite, caneta nanquim fina e aquarela)

11.3.12

Conheça os Correspondentes: Londrina - Paraná < Alexander Lermen



"Meu nome é Alexander Lermen, moro em Londrina no Paraná e tenho 37 anos.
Sou um observador compulsivo e isto me dá uma memória visual interessante.
Já estudei desenho, aquarela, ilustração e fotografia. Nada muito formal e atualmente não exerço nenhuma atividade profissional relacionada.Quando crescer quero ser ilustrador científico. Sabe aquelas ilustrações super detalhistas que levam semanas para ficarem prontas? Isto!
Estou gostando de sair pela minha cidade ou em férias com meu caderninho retratando as cenas urbanas.
Espero aprender muito com os amigos Sketchers.
Um abraço."
Conheça o trabalho do Alexander em sua página no Flickr!.