Mostrando postagens com marcador UskRJ. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador UskRJ. Mostrar todas as postagens

20.7.16

Conheça os Correspondentes: Francisco Leocádio, do Rio de Janeiro-RJ

Meu nome é Francisco Leocádio, nasci na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Sou formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro desde 1994. Atuei como Professor Substituto da cadeira de Expressão Gráfica na mesma faculdade em que me formei. Tenho boa experiência em Arquitetura de Interiores e Cenografia Teatral, também atuei na área do ensino técnico, sendo Instrutor no Curso de Design de Interiores do SENAC- Rio, onde lecionei disciplinas de Projeto, Iluminação, Materiais, CAD, Detalhamento e Desenho Técnico. Em 2015, eu concluí o Mestrado em Artes Cênicas da UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) onde tive a oportunidade de pesquisar a obra do cenógrafo e figurinista Colmar Diniz, orientado pela Professora Doutora Evelyn Lima , abordando o processo criativo deste artista a partir de seus croquis, que eram e são importantes ferramentas de criação, estudo e apresentação de seus projetos. Atualmente, além da Arquitetura e Cenografia, volto à vida acadêmica com aulas de Projeto no Istituto Europeo di Design (IED), no Rio de Janeiro.


 

Em toda a minha trajetória como estudante e depois como arquiteto e cenógrafo, entendo o croquis (ou sketch) como uma ferramenta poderosa no processo de criação e de registro das impressões do mundo, trazendo junto o prazer tátil que o ato de desenhar proporciona – uma degustação atenta ao fluxo intenso das cidades. Desenhar nos permite estar suspensos por alguns instantes da cena cotidiana, e voltarmos do transe com um registro muito particular e pessoal que o traço dá ao que o olho vê. 






Meus anos de faculdade foram atravessados por alguns mestres na arte da representação gráfica usada como interpretação do nosso entorno: Anísio Medeiros, cenógrafo e artista plástico, Roberto Houaiss, arquiteto, e Pedro Lessa, também arquiteto. Lessa, professor de História da Arquitetura, sempre defendeu a importância da prática do desenho no aprendizado da evolução e/ou desdobramentos dos signos construtivos. E assim, mesmo após minha formatura, o desenho à mão livre nunca foi descolado de minha prática profissional, nem sequer ameaçado pelo avanço das mídias digitais. Mas confesso que a atividade de observador da vida e da paisagem urbana ficou adormecida por algum tempo, até que me conectei ao grupo Urban Sketchers . Desde então, esse posto volta a ter espaço e vulto do tamanho que o prazer de desenhar proporciona. Evoé, desenhadores das cidades!






My name is Francisco Leocádio , and i was was born in Rio de Janeiro, where i currently live. I graduated from the Federal University of Rio de Janeiro in 1994, with a B.A. in Architeture and Urbanism. Later, I got a temporary teacher position at that same Architecture School, teaching Graphic Expression. With a large experience in Interior Designing and Set Designing, for a time I was working for the Interior Designing course at a technnical school in Rio (SENAC Rio), teaching Project, Light Designing and Technical Drawing. In, 2015, I concluded a M.A. in Perfoming Arts, supervised by Professor Evelyn Lima. The focus of my researches was Brazilian Set Designer Colmar Diniz and how sketching contributed to his work. Presently, besides being an Architect and a Set Designer, I work at the Rio’s branch of the Istituto Europeo di Design, teaching Interior Design Project.






Throughout my life as an undergraduate and later as architect and set designer, sketching has been, for me, a powerful tool during creative processes and the grasping of impressions of the visible world, yielding the joys of tactile experience afforded by the act of drawing – an attentive savouring of the intense city flow. Drawing put one in suspention for a moment, while a quite unique record of what is seen is produced.




At University, as an Architecture undergraduate, I have had great teachers – Anísio Medeiros, Roberto Houaiss and Pedro Lessa – who talked about the importance of hand sketching to an architect’s career. Since then, I have never left sketching out of my work, even during this digital media era. I confess, though, that the observer of the urban landscape and the everyday life was put to a stand-by until I connected with Urban Sketchers. Since then, I am back to action with lots of enjoyment! All Hail sketchers of life!!!!






Meus desenhos estão visitáveis em:

7.9.15

#2 SKETCHCRAWL USK BRASIL


Maratona Nacional de Desenhos juntamente com Portugal [SketchCrawl Torres Vedras].

Prezados Desenhistas de Rua conectados a esta comunidade, convidamos todos a nos unirmos no dia 12 de Setembro, independente de onde você esteja, a organizar e/ou participar em eventos de desenho de rua, com desenhos e postagens. Esse Evento, como é natural, será presencial em nossas cidades, bairros, ruas... e de postagem "on line" na nossa página no Facebook.

Se você gosta de desenhar e quiser participar... organize, convide, agregue, movimente, viaje, desenhe e poste aqui neste canal a sua produção. E caso não consiga organizar, participar de um evento, desenhar ou postar nesse mesmo dia, poste no dia anterior ou no seguinte. O importante é a sua participação.

Página do evento e cidades confirmadas: https://www.facebook.com/events/485039644993686/
Força Sempre aos USk Brasil e... vamos desenhar!



18.6.15

13º Encontro de Urban Sketchers Rio + SketchCrawl Coletivo Portugal+Brasil+Espanha

13º Encontro de Urban Sketchers Rio + SketchCrawl Coletivo Portugal+Brasil+Espanha

"Todas as linhas vão dar a Torres: Portugal, Brasil e Espanha"


Domingo de Sol, tive a maravilhosa companhia de minhã mãe e minha irmã para ir desenhar na Escadaria Selarón, que liga a Lapa à Santa Teresa. Lá uma grande quantidade de turistas já se encontravam presentes, tirando muitas fotos, selfies e procurando entre os milhares de azulejos os de suas terras natais. A surpresa, o encantamento e a felicidade eram contagiantes. Encontrei um excelente degrau na escadaria, que me daria ampla vista e uma "mesa" de apoio. Trabalhei com o nanquim e descobri que a perspectiva era bem mais complexa do que imaginei. Primeiramente porque tinha dezenas de pessoas andando, parando, sentando na escada, tirando fotos, me obrigando frequentemente a trocar de local de desenho. Isso fazia com que eu perdesse o "fio" do desenho e perdesse a noção do todo e dos pontos referênciais. Aconteceu tanto no nanquim quanto na aquarela. Segundo ponto é que a escadaria tem diversos trechos e patamares, que não são regulares, o que só descobri enquanto desenhava. Conforme o desenho tomava cor alguns passantes notaram minha presença e começou a surgir uma pequena multidão em volta. Ouvi alguns "This is very good", "You are very talented", "Beautiful", "Trés Biens" e muitos brasileiros, um inclusive que sugeriu que eu colocasse o desenho a venda por R$ 500. Respondi que era muito apegada aos originais e que de qualquer forma tinha outro desenho no verso. No espaço que sobrou resolvi fazer uma singela homenagem ao grande artista e ilustre carioca de coração, o chileno Selarón. Sua belíssima obra deixou um legado colorido de amor em nossos corações. Que ela pra sempre ilumine sorrisos no rosto de quem a veja e que ela sempre surpreenda quem a tenta desvendar.

Escadaria Selarón. Nanquim e Aquarela




Após o almoço tomamos coragem e subimos a escadaria e ladeira de Santa Teresa. Chegamos ao Parque das Ruínas (um pouco cansadas, confesso) e apreciamos uma interessante exposição e um delicioso café. Após breve descanso subimos a escadaria (mais uma! dá-lhe degrau!) e nos deslumbramos com o que considero minha vista preferida do Rio de Janeiro. Começando do centro da cidade é possível ver toda a entrada da Baía de Guanabara até o Pão de Açúcar. Niterói e a Serra do Mar emolduram esse cenário de sonhos. Após fazer um pequeno guia turístico e arquitetônico da cidade para minha mãe e irmã, apontando os prédios e locais principais da ciadde, me inspirei para fazer um panorama. Sou apaixonada pelo centro da cidade, então acabei automaticamente detalhando mais aquele ponto. Depois o cansaço e a demora foi batendo e começei a ser mais prática, definindo o skyline e pontos mais relevantes. O vento e a fineza da folha atrapalharam um pouco mais fiquei muito satisfeita com o resultado. Pena que não tenho conhecimentos suficientes de Photoshop para unir perfeitamente as folhas, mas espero um dia conseguir imprimir um painel com esse croquis para poder lembrar, quando quiser, essa vista fantástica. 

 Panorama Rio de Janeiro. Nanquim. Total de 6 folhas de caderno 80g