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29.7.16

Diário de viagem #7 - Belo Horizonte, Ouro Preto e Tiradentes/MG

Na tentativa de recuperar o tempo perdido, me toquei de um pecado mortal: ainda não tinha postado nenhum dos meus desenhos da viagem a Minas do começo do ano.
O único problema é a concorrência, pois meu amigo e xará Fernando Simon acabou de postar os desenhos maravilhosos que fez seguindo a Estrada Real. Mas, vou encarar assim mesmo! kkkkkkk

A história dessa, que talvez tenha sido a melhor viagem da minha vida, começa no café da manhã do primeiro dia desse ano. Conversava com minha Shellinha (pra que não sabe é a Kelly, minha amiga, minha mina, minha namorada, também conhecida como esposa) sobre quando seria uma boa data para viajar. Falei de uma ideia que o bro Thiago Salcedo tinha me contado sobre uma aventura pelas cidades históricas de Minas. Boa ideia! Como só teríamos mais uma semana de recesso, a Shelly falou que a hora era agora. Falei que era loucura, pois as passagens encima da hora seriam caras demais. Ela foi fazer umas pesquisas de preço e.... bom, em resumo: às 20h30 do mesmo dia estávamos embarcando rumo a Belo Horizonte! Eita, loucura boa!!!!! kkkkkk

No espaço de uma semana, descobrimos as belezas de Belo Horizonte, Ouro Preto (a que mais gostei), Tiradentes e, pra fechar, Inhotim (Brumadinho).

Não tenho palavras pra descrever como gostei de tudo. Então, vamos aos desenhos:

Dia 01, Pampulha. Foi emocionante conferir de perto tanta arte num só lugar. Niemeyer, Portinari... Porém, de todos os desenhos da viagem, esse foi o único que não me agradou. Ficou bem fraquinho.... mas vale como registro!

Praça da Liberdade, ponto central de BH. Eu, cercado de construções inacreditáveis. Foi difícil escolher qual delas desenhar, mas foram essas aí! Nesse dia, nada de aquarela, apenas marcadores.

Chegando em Ouro Preto, desenhei e conheci o Museu da Inconfidência. No finalzinho, começou a chover, então deixei a cor pra depois. Pois é....

Parada estratégica pro almoço ainda em Ouro Preto. Não podia deixar de retratar minhas muié!

Aqui, provavelmente o meu sketch preferido de todos os tempos. Um dos momentos mais mágicos e tranquilos da minha vida, sozinho, curtindo o pôr do Sol de Ouro Preto. Quero voltar!

Pra fechar, um registro de Tiradentes, onde encontramos com a amiga e sketcher Debora Cicciola, e desenhamos juntos esse ponto aí. Delícia de manhã! Ainda rolou Inhotim, mas como só tínhamos uma única manhã, preferi olhar do que desenhar. Mas que fiquei na vontade, isso fiquei!

23.7.16

Caminhando pelas Geraes


Caminhando pelas Geraes

Uma semana para descanso, matar saudades, reflexão e desenho nas Gerais.

Me lembrei do poeta pantaneiro Manoel de Barros:

“Para entrar em estado de árvore é preciso
partir de um torpor animal de lagarto às
3 horas da tarde, no mês de agosto.
Em 2 anos a inércia e o mato vão crescer
em nossa boca.
Sofreremos alguma decomposição lírica até
o mato sair na voz.
Eu desenho o cheiro das árvores.”








Começando pela Vila Rica (Ouro Preto), procurei não me restringir somente ao centro histórico da cidade e assim tentei explorar outros cantos da cidade como a Igreja de Santa Efigenia, que foi construída por Chico Rei, onde somente escravos frequentavam. É impressionante a teatralidade de figuras na arte barroca, na qual ouro e sangue se misturam. Fiz o registro de detalhe de um retábulo nessa igreja e registros de fachadas de algumas das outras igrejas que visitei. Da mesma maneira, a geografia da região das Alterosas favorece este clima de “decomposição lírica” de Manoel de Barros, o que me inspirou a desenhar o cheiro das árvores quando visitei o Parque das Andorinhas, local afastado da cidade.




















Parti em seguida para visitar o Jardim Botânico de Inhotim , mergulhando na diversidade de espécies e de galerias de arte contemporânea: o maior museu de arte a céu aberto que se conhece. Tantos estímulos visuais para registro gráfico num tempo desproporcional para a mão poder registrar tudo no papel.








19.2.16

SERRA DA CANASTRA- MG NO CARNAVAL


Desenhos de carnaval na Serra da Canastra ..

O primeiro, após caminhada e banho no lago com cachoeira no Poço das Orquídeas, desenho rápido nos 5 minutos que restava enquanto esperava pelo guia para a difícil volta a Säo Roque de Minas sob sol forte ..
O segundo fiz enquanto aguardava o ônibus para Säo Paulo na rodoviária de Piumhi/MG, as pessoas que ali "pousavam", esperavam por parentes, ou pelo önibus, como eu ..



24.11.15

Caderno de Desenhos de Viagens - Sabará/MG

A última visita à cidade de Sabará/MG foi bastante interessante. Em especial por ter conhecido e estar hospedado no antigo Solar Sepúlveda. Esta aparente "casa mal assombrada" oferece uma peculiar ambiência oitocentista, que reforçava o clima barroco da nossa viagem. Uma pena que não tive mais energia para desenhar a casa, mas não deixei de fazer uns três registros de partes desta interessante cidade. 



Igreja de Nossa Senhora do Ó . Sabará/MG

Mágica! Na sua ambiência. E majestosa no seu interior. Um dos meus "teatrinhos" barrocos prediletos. Um dos mais preciosos monumentos do Barroco brasileiro. É tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, juntamente com o Centro Histórico de Sabará e os conjuntos da Rua Direita.

ps.: "Nossa Senhora do Ó é um nome alternativo para Nossa Senhora da Expectação do Parto ou do Bom Parto. O nome "do Ó" surgiu do hábito de se cantar antífonas na véspera da comemoração do seu dia festivo, que iniciavam com uma exclamação ou suspiro, Oh!".




Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos; Sabará/MG

"Quem vê as ruínas da igreja não imagina o que há escondido por trás das grandes paredes de pedra sem reboco, a céu aberto. A obra, iniciada em 1768, foi abandonada com a abolição da escravatura, em 1888. A muralha, porém, protege uma antiga capela de taipa, de 1713".

Técnica: caneta hidrográfica de 0,1mm sobre papel 300gr/m2.
Tamanho: 9 X 26 cm.

André Lissonger

21.11.15

Caderno de Desenhos de Viagens - Congonhas/MG

A nossa última passagem por Congonhas/MG (antiga Congonhas do Campo), recentemente, foi bastante rápida. Mas o suficiente para alguns sketches em hidrográficas. Não tinha ainda desenhado o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, que sempre foi objeto de estudo nas minhas aulas sobre a arquitetura barroca brasileira, bem como com links para a arquitetura moderna brasileira... especial a de Oscar Niemeyer e o paisagismo de Burle Marx. Dessa vez, o desenho me ajudou a enxergar outros detalhes (em outros tempos, desapercebidos) da delicada implantação de cada uma das pequenas capelas que compõem o belíssimo Santuário.




André Lissonger   

17.11.15

Caderno de Desenhos de Viagens - Ouro Preto/MG



Praça Tiradentes. Esse breve croquis em hidrográficas foi feito sentado no alto do monumento central, em homenagem à Tiradentes. Daí a perspectiva com a linha do horizonte e ponto de fuga "por sobre as pessoas". Segundo a história, esse foi o local onde a cabeça do mártir da independência, Joaquim José da Silva Xavier, foi exposta. Compõem essa vista o Museu da Inconfidência (área central) e o casario. Desse lugar trago, hoje comigo, uma memória muito especial e de grande estima... ganhei uma belíssima aliança de presente de aniversário.





Restaurante e Pizzaria Spaghetti. Rápidos desenhos feitos durante um bom pate papo, uma excelente pizza e ao som de Cat Stevens. Esse aconchegante lugar em Ouro Pretotrata-se do aproveitamento de um porão alto e um subsolo que se conecta ao fundo de um típico lote de influência da ocupação colonial portuguesa. Desníveis e penumbras, ótimo para a ambientação de uma cantina ou taverna à la italiana. Apertado, enquanto estreito, permite observar melhor os frequentadores... bem como alguns detalhes da ambiência.

Interior da Igreja de Nossa Senhora do Carmo


Esquerda: Eu e Alê Kirkwood . Direita: Entorno da Igreja de Nossa Senhora do Carmo  


Paisagem em Ouro Preto/MG



André Lissonger

Caderno de Desenhos de Viagens - Tiradentes/MG



A cidade de Tiradentes é de fato, um lugar belíssimo.

Acima, Chafariz São José de Botas . Abaixo, casario colonial da cidade.

Esquerda: sketch da Igreja de Sto. Antonio. Direita: Eu, Alejandra Kirkwood, e Bob Dylan.



Rua Resende Costa - Tiradentes/MG

Charmosa rua com casario colonial desta linda cidade. Aí concentram-se diversas lojas de artesanato, jóias, arte e antiguidades. Este desenho foi feito desde um restaurante do outro lado da praça arborizada, proporcionando a visada em panorama. Hidrográficas e aquarela sobre papel de 300gr/m2.


Acima, Capela dos Passos da Paixão . Abaixo, croquis do entorno da Igreja Matriz de Santo Antonio

André Lissonger

13.11.15

Caderno de Desenhos de Viagens - São João Del Rey/MG


Estudando as obras do barroco mineiro, e nessa oportunidade, as de Aleijadinho em São João Del Rey/MG, no entorno da Igreja de São Francisco de Assis. 

"A igreja, começada em 1774, é um dos principais marcos da arte colonial brasileira, tornando-se famosa pela beleza de sua arquitetura, pela riqueza de sua talha e pela participação nas obras do mestre Aleijadinho, autor do projeto, mais tarde modificado por Francisco Cerqueira. Devido à sua importância, a igreja foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) junto com todo o seu acervo".

Abaixo, à direita, o croquis em sépia é o suporto original do projeto atribuído ao Mestre Aleijadinho.


Croquizando e resenhando com Alejandra Kirkwood, estávamos estudando nichos, proporções e lendo o inventário das obras do Mestre Aleijadinho... fomos flagrados pelo paparazzi Andre Fraga (incluo mais fotos divulgadas no Instagram). Sendo que todos os sketches são em hidrográfica - 0,1mm e aquarela.

Entorno da Igreja de São Francisco de São João Del Rey . MG


5 rápidos sketches desde o interior da pizzaria em frente à Igreja de São Francisco  


29.9.15

Caderno de Desenhos de Viagens - Mário Campos/MG

Noturna na Encruzilhada em Mario Campos/MG

Pois é... parece estranho, mas é isso. Após um estafante mas maravilhoso dia em Inhotim, não conseguimos pousada em Brumadinho/MG. Nossa decisão em viagem de carro não era voltar à BH, mas seguir viagem em busca do barroco mineiro mais ao sul do Estado. Circulando pelo início da noite e meio frustrados, continuamos estrada até chegar à essa pequena cidade. Ao conseguirmos finalmente hospedagem, seguimos a tentar comer e beber alguma coisa... Em uma das poucas ruas, de um sábado às 20h da noite, quase nenhum estabelecimento estava aberto. E, o pior, em uma pizzaria não vendia cerveja e estava para fechar. E em um outro vizinho que tinha uma sinuca daquelas com o pano verde já estriado pelos tacos, não vendia cerveja e nenhuma cachaça. E ainda em um outro lugar tinha a propaganda de um maravilhoso macarrão na chapa, mas não vendia cerveja. Compramos dois (enormes), "para viagem", e saímos em busca de uma cerveja, ou melhor, se possível, de uma cachaça, pois o frio estava incomodando... Continuamos até a saída/entrada da cidade - uma encruzilhada - Rodovia/Ferrovia. Aí tinha uma lanchonete de empadas e, ainda bem, vendia cerveja (de uma marca de latão), mas não cachaça. Abrimos o macarrão na chapa, até tentamos, mas ambos viraram alimento... graças ao amigo Andre Fraga, para a população canina da cidade, ali mesmo na encruzilhada. Pedimos umas duas empadas... mas, também infelizmente, não estavam do nosso "exigente" gosto. "emoticon unsure"

Aí, sorvendo alguns goles de cerveja, e mais relaxados, Iniciei uma "urban" aguada que virou essa noturna da dita encruzilhada... Enfim, o ponto alto do momento foi a passagem de uma enorme composição de 140 vagões.

Então, aí é Black Lamp Winsor & Newton em bisnagas + algumas Unipin Mitsubish sobre papel de 300 gr/m2.

Noite em Mario Campos/MG


Amanhecer em Mario Campos/MG

Após a incrível saga "em busca da cerveja perdida", descrita no post anterior... nos restou, nessa viagem, o resto da noite para um bom descanso. Fácil, deitar e dormir "que nem pedra". Pois é ‪#‎sqn‬, pois a cidadezinha está situada à beira de uma importante via férrea para o escoamento de minério. O que na noite anterior tinha sido o ponto alto, a cinética imagem da passagem da composição de 140 vagões pela encruzilhada... (e pensei com meus botões, deve ser a última composição...) tornou-se um pesadelo ao longo da madrugada. Composições de análogo tamanho passeiam pelos trilhos de Mario Campos durante à madrugada... com altos avisos de buzina de trem. Pelo menos conseguimos contar umas cinco delas... Ao acordar pela manhã, muito sonolento, tive uma bela visão do território ferroviário e dos belos montes que compõem o seu hinterland. Para começar o dia, uma aquarela e uns breves exercícios de sfumatto sobre esta paisagem.

Amanhecer em Mario Campos/MG



Folha do sketchbook citado

Caderno de Desenhos de Viagens - Inhotim, Brumadinho/MG



Alejandra Kirkwood e André Lissonger: desenhando a Galeria Adriana Varejão

28.9.15

Caderno de Desenhos de Viagens - Lagoa da Pampulha, BH

Páginas de um sketchbook produzido em viagem, com papéis de tamanho A4 e gramatura 300gr/m2. Mais de duas dezenas de sketches em hidrográficas e aquarela com vistas externas e internas dos principais edifícios que compõem o conjunto projetado por Oscar Niemeyer na Lagoa da Pampulha (Belo Horizonte/MG).

Cassino da Pampulha . Atual Museu de Arte Moderna

Vistas feitas da Bias Fortes, e da Pampulha até a Igreja de São Francisco e o Cassino

André Lissonger, flagrado em descanso ativo... na Lagoa da Pampulha

Depois da Praça da Liberdade, um croquis da Casa do Baile


Alejandra Kirkwood e André Lissonger, na Casa do Baile

Casa do Baile

André Lissonger e Alejandra Kirkwood na Casa do Baile

Vista da Pampulha até o Cassino . Sketches da Igreja de São Francisco

Igreja de São Francisco da Pampulha

27.9.15

Caderno de Desenhos de Viagem - Belo Horizonte/MG

Uma breve passagem e alguns desenhos no Centro Administrativo de Minas Gerais (projeto e obra de autoria do Arquiteto Oscar Niemeyer) através do método da visão serial de Gordon Cullen. Utilizando hidrográficas e aquarelas sobre bloco de papel de 300gr/m2. Estudando composição arquitetônica em grande escala, estratégias de proporção, ritmo, claro-escuro, e outras noções aplicadas por Paolo Portoghesi no seu livro Roma Barroca.