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13.4.17

O mar e a cultura de Itapõa: a Praia da Rua K

O verão deste ano foi incrível. Dentre os eventos mais interessantes, foi o novo encontro na Praia da Rua K... no bairro de Itapoã. Muito sol, cerveja gelada, banhistas, embarcações, peixe fresco, muito samba de roda, e uma explosão incrível de sons, cheiros e cores.

Fiz alguns registros de marinhas, como sempre. Essas com embarcações e pessoas.


Vista do Farol de Itapoã desde a Praia da Rua K . Itapoã, Salvador/BA 

Praia da Rua K . Itapoã, Salvador/BA















Mas o momento mais marcante do dia foi mesmo o surpreendente encontro de um tradicional grupo de samba de roda de Itapoã... Alejandra Kirkwood, uma das administradoras dos Urban Sketchers Salvador, realizou um incrível registro e postou na página do grupo no facebook e no You Tube. Vejam se conseguem assitir:




Abraços, Lissonger


Flyer do evento com desenhos de André Lissonger e Joniel Franco

25.3.17

#4 Sketch Cova em Salvador/BA

É uma postagem com conteúdo antigo... mas é digna de registro. No episódio do Dia de Finados do ano passado (2016), os Urban Sketchers Salvador decidiram desenhar o Complexo Cemiterial de Baixa de Quintas (constituído de quatro cemitérios distintos, incluindo o judaico). Foi um encontro bastante interessante, em especial se tratando de um cemitério de larga escala urbana, mas de classe econômica mais humilde.

O acesso ao Cemitério se dá por uma praça bastante arborizada e arrematada com a capela principal... mas a ambiência das gavetas (em carneiras) reforça o carater fúnebre. Este foi o último desenho do dia:

Cemitério de Baixa de Quintas . Aguada com Payne,s Gray de aquarela Winsor & Newton

Mas desenhamos primeiro a região com as covas de sepulturas em terras na direção oeste e a velha ruína da Bolsa de Caridade... com o panorama da cidade ao fundo.




Flyer do evento



24.3.17

Conheça os correspondentes: André Alves, de Natal/RN

Durante o 32º USk Natal no Forte dos Reis Magos. Foto: Jota Clewton (2016)
Nascido e criado em Natal/RN, André Alves é arquiteto e urbanista pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), projetista da GA Arquitetura, professor na área de Representação Gráfica e Linguagem e co-coordenador do coletivo USk Natal.

Em meados da década de 90, surgiram as primeiras afinidades pelas artes plásticas a partir do convívio com alunos e professores do curso de artes da Fundação José Augusto, em Natal/RN, nas tardes de sexta-feira. Lá, eram experimentadas técnicas de escultura em argila e de desenho de observação.

Durante a adolescência e juventude continuou a busca por novas expressões artísticas, como Teatro e Música, contudo foi na Arquitetura que se estabeleceu e se encontrou, até os dias de hoje. Num misto de arte e técnica, concluiu o Mestrado na UFRN, onde também foi docente, consolidou um escritório de gestão e execução de projetos em Natal, e passou a utilizar o desenho não apenas como uma forma de percepção, mas também como instrumento de concepção e linguagem. 


Croquis de residência em Natal/RN com sistema construtivo pré-fabricado de concreto e contêiners (2013)

Em meados de 2014, passou a integrar à coordenação do grupo USk Natal, gerenciando as ações do grupo e fomentando a formação e participação de novos USkers na capital potiguar. Até o momento, o grupo ultrapassou a marca de 35 encontros, realizou 04 exposições artísticas dos trabalhos desenvolvidos pelos membros e se integrou a um projeto de extensão de desenhadores urbanos da UFRN.

Teatro Alberto Maranhão, de 1904 e estilo art-nouveau, localizado no bairro da Ribeira (2014)

Há uma maior inclinação e prática pelo desenho de traçado (seja grafite ou nanquim) em papéis de cores, texturas, dimensões e gramaturas diversas, mas de vez em quando os lápis aquareláveis são experimentados para o "molho" dos desenhos.


Complexo religioso franciscano em Olinda/PE. O cruzeiro anunciando a arquitetura barroca (2014)
Cartão-postal da cidade de Natal/RN: Morro do Careca, mas de uma maneira diferente que as fotografias (2015).

O desenho passou a ser também uma forma de registro de viagem, em busca de arte, cultura, arquitetura e cidade, em que o espaço urbano, arquitetônico e a paisagem podem ser percebidos de uma forma mais intensa e detalhada. “Desenhar o mundo, um desenho de cada vez...”.


Edifício institucional do Governo de Santiago/Chile (2013)

Coliseu, Roma/Itália (2015)


Farol de Dona Maria Pia, Praia/Cabo Verde (2016)

Igreja da Companhia de Jesus, Cuzco/Peru (2016)


O ápice da atuação pelo Urban Sketchers foi a participação no 1º Encontro Nacional de Urban Sketchers do Brasil, em Curitiba, em Abril de 2016. Compartilhar o ato de desenhar com centenas de pessoas de todos os lugares do país é fascinante e indescritível (talvez desenhando dê para explicar melhor!).

 
Jardim Botânico, Curitiba/PR

Praça 29 de Maio, Curitiba/PR
Igreja do Rosário no Largo da ordem, Curtiba/PR

Que venha o 2º Encontro em São Paulo e que o mundo possa ser desenhado sempre por esses "aviciados" (gíria potiguar para pessoas que têm vício em algo), um desenho de cada vez...


Durante desenho da Igreja de São Miguel Arcanjo em Calheta, ilha de Santiago/Cabo Verde. Foto Sandro Azevedo (2016)



Sketches de São Paulo

Segue uma pequena coletânea de desenhos realizados em novembro de 2016. E isso aproveitando a oportunidade para rememorar os fantásticos momentos vividos, bem como celebrando um ritual de "esquente" para o #2 Encontro Nacional de Urban Sketchers Brasil... que acontecerá em setembro desse ano de 2017 nesta querida cidade.

O primeiro deles é sobre o SESC Pompéia, projeto e obra de autoria da arquiteta Lina Bo Bardi. Em uma bela manhã de mormaço incômodo trocando para tempo nublado, mas que foi, como sempre, uma grata surpresa ao revisitar este excelente capolavoro. O templo nublado ajudou para o registro do contraste de temperatura em aquarela. 




Outro momento bem bacana foi participar do encontro dos Urban Sketchers São Paulo é rever grandes amigos, bem como conhecer outros novos. Foi marcante o lugar e a situação comemorativa, festejada com traços, tintas e um delicioso bolo feito pelo Chef Bake off Brasil Ronaldo Kurita. 





Alguns retornos e visitas interessantes em outros locais também foram registrados... como a Praça das Artes, entorno do COPAN (no momento especial do café da manhã) e, em especial a Resid~encia Oscar Americano.




Após o encontro comemorativo dos USK São Paulo demos um giro no bairro da Liberdade, com um excelente almoço em companhia de integrantes dos USK Salvador (Alejandra Kirkwood, Antonio Carlos Brito, Leandro Melo) e do USK SP (como o próprio samurai gentleman Kurita e Irmgard Schanner). Ao término do almoço, no meu bar predileto da Liberdade, ilustrei uma cena de Kung Fu Fighting... que já se desenhava, com ilustres usuários do local nos olhando com caras de "bons amigos". :-)



E para não dizer que não falei das flores, ou melhor das frutas, dos produtos, dos sanduíches... ilustrei meu lanche matinal quando vou ao Mercado Municipal. Isso enquanto as ladies Alê e Luciana se aventuravam em um "safari" de compara pelas redondezas. Segue o registro do "lanchinho" que me lembra muito os meus locais preferidos e que me servem como ponte metafórico e gastronômica entre São Paulo e Salvador: a vista e o produto principal da Casa das Ostras.




30.10.16

Conheça os correspondentes: Eduardo Geraldes, de São Paulo-SP


Nascido e criado em São Paulo, as brincadeiras de desenhar sempre fizeram parte da infância, junto com o futebol no quintal de casa e as escapadas em carrinho de rolimã para descer as ladeiras da Vila Madalena, quando ainda era um bairro operário. Era lá onde ficava a escola estadual que fez parte da vida, no ensino fundamental e médio, que então eram ginasial e colegial.

O centro da cidade era um lugar especial. Muita gente, os edifícios imensos na perspectiva do moleque de 6 anos eram uma aventura nas caminhadas com meu pai, que por lá tinha um restaurante. “Isso é arquitetura”, dizia apontando para o edifício Copan, que mais tarde pude estudar no curso de arquitetura (FAU Mackenzie) de onde saí ainda nos anos 80.

Devidamente graduado, muita vontade e sonhos, em meio a uma crise econômica (mais uma!) que obrigava os recém arquitetos a encontrar alternativas e diversificar as atividades. Ao lado de pequenos projetos e da atividade docente , o desenho de ilustração e a execução de maquetes de arquitetura fizeram parte importante da vida durante mais de dez anos.



A possibilidade do mestrado e na sequência o doutoramento na USP e a carreira acadêmica não deixaram esquecer a paixão pelo traço, o desenho-desígnio-desejo, que agora encontrava eco nas aventuras teóricas, nas discussões sobre percepção ambiental, mapas mentais e trazem de volta Gordon Cullen, Kevin Lynch e o desenho como método de exploração do espaço urbano e da arquitetura… coisas que ficaram muito tempo por dizer, como dizia aquela musica, e que agora tinha a oportunidade de trazer com fundamento para as minhas aulas no curso de Arquitetura e Urbanismo…






E então era outubro de 2014 e a querida amiga Viviane Mendes me liga convidando pra uma manhã de desenho na FAU-USP com um grupo… um tal Urban Sketchers … ela não foi, mas la conheci o Eduardo Bajzec e o Fernando Simon, que veio de longe pro encontro. Gostei da brincadeira de desenferrujar os lápis, canetas e a velha aquarelinha Faber esquecida no fundo da gaveta…






E o que eu desconfiava ficou escancarado em Curitiba, nosso primeiro Encontro Nacional: um bando de trezentos apaixonados toma a cidade de lápis e pincéis em punho… cena inesquecível! Finalmente conheço pessoalmente aqueles que só existiam nas redes sociais e postagens de desenhos maravilhosos… os amigos agora são parte da vida e a paixão de desenhar diz que fica de vez! E a palavra é gratidão…
Então vamos desenhar, mostrando o mundo, um desenho de cada vez…

Edu Geraldes











25.9.16

Largo do Cruzeiro de São Francisco

Urban Sketching no Largo do Cruzeiro de São Francisco

A ocasião do episódio do #57 Encontro dos Croquizeiros Urbanos de Salvador (Urban Sketchers Salvador) nos permitiu concentrarmos a atenção, mais uma vez, às arquiteturas e à dinâmica urbana do Largo do Cruzeiro do São Francisco.

Esta área se configura com a mesma tipologia de ocupação colonial dos largos franciscanos... com a implantação da igreja de ordem primeira, um grande espaço quadrangular à sua frente... e um cruzeiro disposto em meio à este "pátio".

No caso, este o largo é delimitado com edificações coloniais e ecléticas, que fecham o enquadramento para a Igreja da Ordem Primeira do São Francisco. E, de extrema delicadeza... é possível encontrar, surpreendemente, uma fenda que nos arrebata com a visão da Ordem Terceira do São Francisco. esta sim, com um trabalho incrível de fachada (barroco plateresco). Motivo, é claro, de um desenho bastante complexo e temido por muitos sketchers.

Tivemos a oportunidade de desenhá-la em outro encontro, junto com o Mestre Jota Clewton... mas nunca a publicamos nesse veículo. Dessa vez seguem os desenhos lado a lado, um sketch mais "clássico ou tradicional' e outro "mais livre"... para a comparação dos leitores. O primeiro, integra a publicação Sketchers do Brasil... o segundo, realizado nesta última jornada que gerou esse post de hoje.



Estes sketches foram postados nas redes sociais da seguinte forma:

1. O da esquerda:

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco . Salvador/BA

Conclusão da obra: 2­2­ de junho de 1703

."É um expressivo exemplar da tradição barroca no país, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e foi uma das indicadas para a eleição das 7 Maravilhas do Brasil. A igreja faz parte de um dos principais conjuntos monumentais de Salvador, que inclui a Igreja e o Convento de São Francisco, que lhe ficam anexos. No século XIX, a fachada foi toda recoberta de argamassa, considerada fora de moda, sendo esquecida sua decoração original por mais de um século. Em 1932, por acidente, foi redescoberta, quando um eletricista estava fazendo a instalação de luzes. Durante o trabalho, deu marteladas na fachada, fazendo cair parte do reboco. Em 1939 o IPHAN encaminhou o seu tombamento".

Sketch geralmente temido por muitos desenhistas por causa da dificuldade do enquadramento e quantidade de detalhes. Estes, inclusive, são um caso à parte - merecendo atenção para compor um belo ensaio.

Desenho e aquarela realizado no #36 Encontro dos Urban Sketchers Salvador, que aconteceu no Largo do Cruzeiro do São Francisco e Pelourinho.

2. O da direita:

Largo do Cruzeiro do São Francisco: Registro em hidrográficas e aquarela das esquinas que enquadram a Igreja da Ordem Terceira Secular de São Francisco, no #57 Encontro dos Urban Sketchers Salvador.

[...]

Os outros registros desse evento foram os seguintes:







Flyer de divulgação do evento


Salvador, 25 de Setembro de 2016
AL