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6.11.16

Sobre filiação de grupos oficiais ao Urban Sketchers

Para quem não me conhece sou Ronaldo Kurita, ou só Kurita para a maioria dos amigos do Urban Sketchers Brasil. Eu sou um dos Admins (administradores/coordenadores) dos Grupos Regionais (GR) Urban Sketchers Brasil e Urban Sketchers São Paulo desde Janeiro de 2015.

Fui convidado pelo Corpo de Diretores (Board) a fazer parte do Time de Filiação (Membership Team) do Urban Sketchers a partir de Setembro de 2016.

Muitos termos são em inglês pois estamos conectados a uma comunidade global, não é exigido nem obrigatório o uso desse idioma nos Grupos Regionais.

O Corpo de Diretores nos deu a missão de catalogar todos os grupos ativos, eliminar ou auxiliar na reestruturação de grupos antigos inativos, e dar suporte a todos os novos grupos.

A maioria dos grupos que fazem parte do USk Brasil já foram criados com a direção do nosso mentor André Lissonger e agora precisamos apenas formalizar a associação ao Urban Sketchers (mundial).
Nossa comunidade que cresce a cada ano o que tem atraído interesses escusos aos nossos princípios. Esse procedimento busca proteger que o espírito artístico continue direcionando as atividades em todos Grupos Regionais do mundo. 

Não temos a intenção de burocratizar o funcionamento do grupo. Buscamos a integração de toda a nossa network, divulgando e promovendo a arte do desenho de observação de locação.

Aos grupos que já se inscreveram mas ainda não receberam a resposta de aprovação, fiquem tranquilos e continuarem normalmente suas atividades, a resposta pode demorar um ou dois meses a mais nessa nossa fase de reestruturação.

Aos grupos que já existem e ainda não se inscreveram, peço que leiam as perguntas e respostas abaixo e façam a inscrição o mais breve possível.

Às pessoas que queiram formar um novo grupo regional, peço que entrem em contato com o André Lissonger pois ele dará todo suporte a vocês e integrá-los ao USk Brasil, ainda assim, sigam o passo a passo descrito abaixo.

O Corpo de Diretores aprecia, valoriza a agradece imensamente o trabalho voluntário de todos Admins dos Grupos Locais e está a disposição para qualquer suporte e esclarecimento.

Kurita
USk Brasil
USk São Paulo
USk Membership Team


Perguntas frequentes para Administradores de Grupos Regionais Urban Sketchers

Pergunta: Quais são os critérios para criar um Grupo Regional do Urban Sketchers?
Resposta: Você precisa:
·         Concordar em seguir o Manifesto
·         3 Administradores locais ( Admins = Coordenadores do grupo regional)
·         Uma localização geográfica (cidade ex: USk Brasília, região ex: USk Triangulo Mineiro etc)
·         Uma plataforma gratuita onde os Admins possam organizar e divulgar eventos e onde os membros possam publicar seus sketches (ex: blog, grupo público no Facebook)

P: Como eu posso criar um Grupo Regional de desenho urbano?
R: Primeiro passo
Se familiarize com nosso portal. O nosso Manifesto descreve as diretrizes que nós seguimos. Se você concorda com essas simples regras, e você encarar como um desafio recompensador, você deve tomar o próximo passo com certeza.
Segundo Passo
Leia as Diretrizes para os Grupos Regionais e preencha esse formulário. Sua inscrição será analisada pelo time de filiação Urban Sketchers e apresentado para o corpo diretor para aprovação.

P: E se não houver nenhum grupo próximo a mim, ou eu desenho sozinho ou eu desenho alguma deficiência e não puder participar dos eventos de desenho? Ainda assim poderei criar meu próprio grupo?
R: Um grupo local deve ser uma comunidade diversificada de pessoas que compartilham o interesse em desenho in loco. Se você tem 3 admins e um grupo de pessoas que desenham em uma área definida em um mapa vocês são bem vindos em se inscrever para ser um grupo local. Individualmente você pode inscrever seu nome no nosso Diretório Global e você poderá se filiar a quase qualquer Grupo Regional Urban Sketchers espalhados pelo mundo.

P: Por que é permitido apenas um Grupo Regional por cidade?
R: Grupos Locais do USk devem estar afastados pelo menos 1 hora de viagem. Nós não queremos criar conflitos onde um Grupo Regional compita com outro. Tenha certeza se não existir outro grupo próximo de onde você está considerando criar um novo. Como nosso Manifesto diz: “Nós apoiamos uns aos outros e desenhamos juntos”

P: Como eu posso atrair desenhistas para se juntar ao grupo?
R: Convide seus amigos e os amigos deles. Divulgue os eventos nas escolas de artes, arquitetura, design da região, crie um grupo nas redes sociais e convidem a CURTIREM a página. O gruo crescerá com propaganda boca-a-boca.

P: Qual plataforma online vocês recomendam?
R: Aproximadamente 50% dos nossos Grupos Regionais usam blog ou website os outros 50% usam Facebook. Qualquer um que você escolha a plataforma deve ser grátis e permitir que os Admins anunciem eventos e todos possam publicar seus sketches.

P: E sobre MeetUp, Instagram, Snapchat and Twitter? São plataformas aceitas?
R: Nós não recomendamos o uso do MeetUp como um modo de impulsionar seu grupo pois esse programa tem um custo que não poderá ser passado para os outros membros. Além de não funcionar na divulgação dos desenhos produzidos nos encontros pelos membros participantes. Instagram, Snapchat e Twitter não permitem os Admins a organizarem eventos e não permite outros usuários postarem seus desenhos. Contudo, poderão ser criados se forem complementares ao Blog ou Grupo Público no Facebook.

P: Qual a frequência que nós devemos nos reunir?
R: Isso fica por conta dos Admins do Grupo Local definirem. Vocês devem coordenar o grupo de forma leve e de modo que fiquem felizes e satisfeitos. Isso atrairá outras pessoas a se juntarem a vocês. Encontros muito frequentes podem cansar e levar a faltas ou cancelamentos. O importante é manter um cronograma consistente. Descubra junto com os outros Admins e maioria dos membros do grupo.

P: Podemos cobrar para membros desenharem com a gente?
R: Não pode. Cobrar é uma violação de nossos valores. Contudo, se você criar um workshop, oficina ou curso, que é um evento especial, você pode cobrar pela atividade para cobrir os custos. Visite a pagina de Workshops do USk para mais informações de como promover um workshop em sua cidade.

P: Qual o melhor modo de compartilhar sketches na internet?
R: Além de compartilhar na plataforma online do Grupo Local vocês podem publicá-los na página do grupo Urban Sketchers no Facebook. Os desenhos devem ser legítimos quanto ao nosso Manifesto. Ou vocês também podem enviar por email para o Comitê Editorial para incluí-los no portal UrbanSketchers.org. Outra opção é a página do Urban Sketchers no Flickr.

P: Posso promover minha exposição de pinturas no site do USk ou na página do USk no Facebook?
R: Não, O USk promove os eventos e workshops do USk e publicações que contam histórias em desenhos e sketches urbanos exclusivamente.

P: São permitidos desenhos feitos em locações fora da cidade ou região que o Gruo Local está definido?
R: O seu Grupo Local deveria aceitar qualquer desenho que siga o nosso manifesto e tenha e que tenha sido produzido por um de seus membros. Os desenhos feitos fora dos encontros do grupo, feitos no seu dia a dia ou em viagens também podem ser publicados e é um modo interessante de apresentar sua visão do mundo.

P: Desenhos feitos em áreas rurais, pequenas cidades, paisagens naturais podem ser considerados desenho “urbano” (“urban”sketch)?
R: Se o desenho for feito in loco, em observação direta, capturar e registrar um momento na vida do artista e do local é aceito como desenho urbano (urban sketch). O desenho pode mostrar uma rua movimentada, uma fazenda de gado, uma praia ou montanhas. Lembre-se de nos dizer na descrição da imagem onde e quando você desenhou.

P: Existem critérios para membros se filiarem ao Urban Sketchers?
R:Qualquer pessoa que siga nosso Manifesto pode se filiar a um Grupo Regional Urban Sketchers. Nossos Grupos Locais não são e não podem ser geridos como clubes privados. Somos um grupo voltado para a comunidade. A participação é gratuita e aberta a todas idades, raças, gêneros e nível de proficiência nas artes.

P: Membros não inscritos ou mesmo não-desenhistas podem participar de nossos eventos de desenho?
R: Claro, Como alguém decidiria se juntar a nós se não tiver um primeiro contato nos nossos encontros? Familiares e amigos são bem vindos a acompanhar os encontros de forma a não perturbar as atividades do grupo. Somos um grupo inclusivo e aberto a todos.

P: Um Grupo Regional deve aceitar membros de outras cidades em seu grupo?
R: Por que não? Nosso fundador Gabi Campanario gosta de entrar em grupos te todas cidades. Ele entra, dá uma olhada, curte ou comenta nas publicações e as pessoas ficam surpresas. As vezes pessoas de países com restrições de expressão procuram se filiar aos nossos Grupos Regionais como uma janela aberta ao mundo. Pessoas com deficiências que não podem participar dos encontros e eventos podem participar acompanhando as publicações e compartilhar as deles. Vocês ainda poderão ser contatados por viajantes visitando sua cidade desejando desenhar com o grupo. Nós queremos ser o mais receptivo e inclusivo possível.

P: Os membros não-admins podem criar seus próprios eventos?
R: Membros não-admins podem desenhar sozinhos ou em grupo e postar seus desenhos na plataforma do Grupo Regional. Contudo, seus Admins estão trabalhando bastante para pesquisar e planejar grandes eventos para o grupo. Você não iria querer criar competição dentro do grupo. Por que não dividir suas sugestões e idéias para encontros com seus Admins?

P: Podemos criar nosso próprio logo?
R: Como um grupo reconhecido oficialmente, vocês poderão exibir e utilizar o nosso logo oficial. Vocês podem customizar o logo seguindo o Guia de Design do logo do Urban Sketchers. Você não é obrigado a utilizar um logo, mas se forem utilizar um, este deve seguir essas diretrizes.

P: Onde posso encontrar mais informações sobre como gerir nosso Grupo Regional?
R: Conheça o nosso Guia dos Grupos Regionais disponível em 17 idiomas.

P: Eu preciso de ajuda/dicas técnicas com meu blog, o que eu posso fazer?
R: Se você precisar de ajuda/dicas relacionadas ao seu blog ou página do grupo no Facebook, por favor envie um email para: chaptertechhelp@urbansketchers.org

P: Eu preciso de suporte, conselhos no gerenciamento de um Grupo Local, o que eu faço?
R: Se você precisa de conselho em como coordenar o seu grupo, por favor envie um email para mark@urbansketchers.org


29.12.15

Conheça os Correspondentes: Raro de Oliveira de Curitiba/PR

Raro de Oliveira . Foto: Marlyn Tows
Nasci no subúrbio do Rio de Janeiro em 1968, sou carioca da gema e vivo há mais de 20 anos em Curitiba, que me seduziu numlindo dia de inverno com céu azul cerúleo. Desenhei desde sempre, quando criança fazia gibis para vender para os meus primos. No escola fazia ilustrações dos jornaizinhos e isso acabou por se consolidar como ideia de profissão. Estudei Comunicação Visual na Escola de Belas Artes da UFRJ, bem numa época de transição, entre o mundo das tintas e pincéis para o advento da computação gráfica. Hans Donner, recém chegado ao Brasil, estava dando as cartas e a universidade ainda não sabia como se virar com essas novidades. Então tive uma formação mais ligada aos métodos acadêmicos, desenho anatômico, modelo vivo, coisas que hoje estão finalmente voltando a ter sentido no meu cotidiano de sketcher.

Entrei nesse movimento de desenho de rua através do convite do Simon Taylor em 2013, e fui destravando aos poucos. Havia muita coisa que não praticava a anos e outras que não havia feito nunca. Profissionalmente minha atuação tinha se concentrado no marketing e no design, a ilustração havia ficado de lado. Por hobby pintava, mas sempre de imaginação, figuras humanas, cenas inventadas, o desenho de observação que estava na alma do desenho do Urban Sketcher não era minha praia.

Casa Vila da Glória/SC . Diário de Viagem

Paisagem da Janela, no Rio de Janeiro . Diário de Viagem

Lentamente fui redescobrindo esse olhar, esse jeito de desenhar o que está ao seu redor, de produzir em curto espaço de tempo. Sempre gostei de escrever pequenas crônicas, e do mesmo modo meu traço também se orientou para esse aspecto. A paisagem e seu contexto, os sentimentos e pensamentos que tive naquele encontro, naquele lugar, com aquelas pessoas. Como não tive uma formação acadêmica de arquitetura não me prendia a representação mais naturalista das construções, e isso aos poucos tem se tornado um caráter do meu desenho e do meu diálogo com as imagens que encontro no cotidiano.

Feira, no Rio de Janeiro . Diário de Viagem

Praça Tiradentes, RJ . Diário de Viagem

No começo da minha caminhada com os desenhos de rua recolhia as imagens em folhas soltas, observava que aqui em Curitiba essa era a tendência predominantes do grupo. Mas em 2015 estive no encontro de Torres Vedras, em Portugal, e percebi com os europeus são fascinados pelos seus cadernos de desenho. A partir desse momento também optei por desenhar quase sempre em cadernos, eles me dão o sentido de continuidade e aprendizado. O espaço do caderno tem sua lógica particular, relacionando o antes e o depois, a gestualidade de virar as páginas, o ato de “se abrir” para o outro ver e assim vamos construindo uma trajetória estética.

Pausa pro Almoço . Fachada de Casa, Hugo Langue

Pausa pro Almoço . Eucalipto Real, Curitiba


Em Curitiba temos dois grupos que desenham aos sábados e domingos, mas como isso parece pouco para quem se envolve com o mundo do Urban Sketchers, também desenho na hora do almoço, com um pequeno grupo de amigos, Simon Taylor, Fabiano Vianna e Antonio Dias, que tiram um tempinho pra desenhar todos os dias. Hoje, estou cada vez mais envolvido com o desenho de rua, percebo que ainda há muito o que aprender ainda, porém deslumbrado pelo tanto que já aprendi com esses sketches de traços e pinceladas.


USk Curitiba: Largo da Ordem

USK Curitiba: Praça do Homem Nu

USk Curitiba: Saldanha Marinho

USK Curitiba: Orquestra Sinfônica do Estado do Paraná

Raro de Oliveira . Foto: Marlyn Towns

12.10.15

Notas sobre um Curso de Croquis Urbanos em Encontros USk Salvador

Por André Lissonger e Nei Barreto


Flyer de divulgação da disciplina
Este post corresponde à síntese dos resultados e principais registros referentes à Disciplina Optativa de CROQUIS URBANOS da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia no semestre letivo de 2015_2. A disciplina foi ministrada pelos docentes Arq. André Lissonger e Eng. Eletr. Nei Sousa Barreto, efetivos do quadro da FAUFBA. Bem como foi oferecida aos Cursos Diurno e Noturno da mesma, acontecendo sempre em sábados alternados, das 08:00 às 12:00h.

INTRO
Mesmo após alguns “atropelos” em tempo de matrícula, com 30 vagas disputadas + 10% preenchidas na sua totalidade e pequenos problemas de divulgação das datas e conteúdo das aulas, e ao final, com “outros atropelos” por conta da Greve dos Professores da FAUFBA, a disciplina correu seu curso com uma trajetória tranquila e surpreendente. 

A estrutura do curso foi distribuída da seguinte forma: 

· 2 aulas teóricas em sala de aula;
· 7 aulas práticas coincidindo com Encontros USk Salvador e;
· 1 Seminário Final.

Essa estrutura foi divulgada e (re) divulgada nas duas primeiras aulas, enviada por email aos inscritos e continuou mantida até o final.

Quanto ao esquema prévio montado acreditamos em uma hipótese pedagógica baseada em três princípios: 1. Insistir muito mais em um aprendizado empírico do Croquis Urbano em campo, do que através de repetidas sessões de teóricas de Desenho de Observação em sala de aula; 2. Associar uma nova disciplina acadêmica eminentemente prática com uma prática de Desenho de Rua (Urban Sketchers Salvador) não institucionalizada, e que tem se tornado comum na nossa cidade - uma espécie de retroalimentação; 3. Tornar, através de um seminário coletivo final, a própria produção dos estudantes, professores e urban sketchers um dos motes de discussão envolvendo participação total, aprendizado e avaliação – incluindo da própria disciplina e seus conteúdos.

AULA 1 – Aula Expositiva e Prática na FAUFBA.

Na primeira aula foi apresentada a disciplina, as datas e os locais de Encontros com os Urban Sketchers Salvador. Bem como ainda as primeiras noções fundamentais para a prática do Croquis Urbanos: enquadramento; ponto de vista; perspectiva; materiais; técnicas; hachura. Essas aulas foram ministradas com o uso de projetor multimídia, data-show e lousa branca. Os exercícios em sala de aula foram desenvolvidos com orientação prática tipo “siga o Mestre”... através de diretrizes demonstradas no quadro. Ao final, riscou-se algumas possíveis vistas a serem desenvolvidas na próxima aula de campo.

AULA 2 - 26º ENCONTRO USK SALVADOR: na Barroquinha e Baixa dos Sapateiros (Avenida J. J. Seabra).

Nessa aula, como também no restante das aulas em campo, os estudantes foram deixados livres para a sua interpretação individual dos lugares desenhados, tirando suas dúvidas com os professores e desenhistas mais experientes. Ao final da aula comentou-se sobre os registros e a produção de modo geral.

Flyer de divulgação e fotos do evento . Instagram USk_Salvador

A estrutura de uma aula de campo nessa disciplina, o que se seguiu como base para as outras aulas, foi feita da seguinte forma:

Croquis de um espaço público enquadrado
08:00h às 08:30h – Preleção da Aula: se configurando com uma mini palestra ministrada pelo Prof. André Lissonger e complementada pelo Prof. Nei Barreto e outros professores que participam das atividades dos USK Salvador, bem como outros desenhistas mais experientes. Os conteúdos versam em duas direções: 1. Um breve histórico do contexto físico e cultural dos lugares visitados (composição do tecido urbano; morfologia urbana; aspectos socioeconômicos; índice de violência e marginalidade; dinâmica das funções urbanas e dos usuários; trocas e manutenção de escalas; espacialidades, e o que mais ocorrer, e; 2. Breves comentários sobre as principais dificuldades a serem enfrentadas em termos de enquadramento e visadas, bem como as principais noções e técnicas a serem empregadas.

08:30h até 11:30h – As baterias de desenhos propriamente ditas. Com trocas de tempos e nível de complexidade e dificuldades.

11:30h às 12:00h – Encerramento Geral com comentários dos professores, desenhistas e estudantes sobre o lugar, os exercícios, os conceitos, e a produção propriamente realizada.

Croquis do exercício envolvendo espaço público em panorama aberto . André Lissonger

AULA 3 – Aula Expositiva e Prática na FAUFBA.

Croquis de escala, feitos na Preleção da Aula 4
Nessa, que foi a segunda e última aula na FAUFBA, comentou-se os desenhos realizados na Aula de Campo anterior e concentrou-se a abordagem didática em corrigir os primeiros erros.

Os exercícios em sala de aula foram novamente desenvolvidos com orientação prática tipo “siga o Mestre”... através de diretrizes demonstradas no quadro.

Após isso, ocorreu uma breve demonstração prática de outros materiais além do lápis grafite e das hidrográficas solicitadas – em especial o uso do pastel seco e à óleo e a aquarela.

Ao final, riscou-se algumas possíveis vistas a serem desenvolvidas na próxima aula de campo.

AULA 4 - 28º ENCONTRO USK SALVADOR: na Praça da Sé.

Flyer de divulgação e fotos do evento . Instagram USk_Salvador

Esquerda: croquis com espaço enquadrado e 1 P.F. Direita: croquis com perspectiva de 2 PFs. André Lissonger

AULA 5 - 29º ENCONTRO USK SALVADOR: na Conceição da Praia.

Flyer de divulgação e fotos do evento, incluindo a Oficina Urban Sketch Project . Instagram USk_salvador 

Croquis informativo de um exercício envolvendo desenho de fachada e perspectiva . André Lissonger

AULA 6 - 30º ENCONTRO USK SALVADOR: no Pelourinho.

Esta Aula e Encontro, em particular, foram bastante problemáticas em função das fortes chuvas. Este Encontro acabou por se encerrar no Mercado do Peixe, no Rio Vermelho.

Flyer de divulgação do evento

AULA 7 - 31º ENCONTRO USK SALVADOR: no Santo Antônio Além do Carmo.

Esta Aula e Encontro também coincidiram com uma Aula da Disciplina Obrigatória DESENHO DE OBSERVAÇÃO (também da FAUFBA), ministrada, além do Prof. André Lissonger, pelo parceiro e excelente desenhista Prof. Daniel Paz. Infelizmente esta teria sido a primeira e última aula de campo desta disciplina neste semestre, em função da Greve dos Professores da FAUFBA. Os estudantes da disciplina decidiram entrar em greve, contudo, a disciplina de Croquis Urbanos seguiu seu curso normal até o seu encerramento. Decisões estas acordadas entre os professores e estudantes presentes e matriculados em ambas as disciplinas.

Flyer de divulgação e fotos do evento . Instagram USk_Salvador

Croquis panorâmico envolvendo três exercícios: desenho frontal e dois cantos em ângulo . André Lissonger

AULA 8 - 32º ENCONTRO USK SALVADOR: na Rua da Ajuda.

Nesta Aula, em particular, foi adotado o método de registro da visão serial de Gordon Cullen, através de rápidos registros de 5 a 10 minutos da sequência urbana apresentada. Esta estratégia de mudança no tempo de execução dos croquis já havia sido abordada em nossas disciplinas de Desenho de Observação. E, como já comentado anteriormente em posts gerais, também pela nossa Oficina de Croquis Urbanos no VII PROJETAR 2015, juntamente com o meritoso desenhista Prof. Jota Clewton do Nascimento (USk Natal/RN) e Profa. Ruth Ataíde, recentemente em Natal/RN.


Flyer de divulgação e fotos do evento . Instagram USk_Salvador

Esse Encontro ainda coincidiu com o Evento internacional SKETCHCRAWL TORRES VEDRAS, com a participação de sketchers de Brasil, Portugal e Espanha.

Sequência de rápidos croquis envolvendo o exercício da visão serial . André Lissonger

AULA 9 - 33º ENCONTRO USK SALVADOR: no Passeio Público.

Esta Aula e Encontro, em particular, foram bastante problemáticas em função das fortes chuvas. Este Encontro acabou por se encerrar na Pastelaria Houang, no bairro do São Pedro.

Flyer de divulgação e fotos do evento . Instagram USk_Salvador

Croquis de espaço interno com croquizeiros desenhando na Pastelaria Houang . André Lissonger

AULA 10 – SEMINÁRIO FINAL no 34º ENCONTRO USK SALVADOR: na Ceasinha do Rio Vermelho.

Essa Aula-Encontro-Seminário foi fundamental! Mais do que o Encerramento da referida disciplina, um aprendizado para todos os envolvidos. Nos limitamos, nesse momento, a uma pequena síntese do ocorrido.

Precisávamos de um lugar suficientemente grande e com mesas e cadeiras flexíveis suficiente para uma miniexposição, dos sketchbooks e fólios de croquis, para todos os participantes. Ao mesmo tempo que diante da citada greve universitária em andamamento, foi uma decisão não realizar este Evento “dentro” da Academia, mas em um espaço citadino público – naturalmente em concordância com os princípios dos Croquizeiros Urbanos. Todavia realizar um pequeno seminário desses exige um mínimo de Conforto Ambiental Urbano (lumínico; ventilado; abrigado das intempéries, acústico, etc). Após algumas sugestões, decidiu-se a Ceasinha do Rio Vermelho. E funcionou muito bem, para nossa surpresa.
Flyer de divulgação e fotos do evento . Instagram USk_Salvador

A segunda demanda era a abordagem do seminário, que foi conduzido com uma breve apresentação informativa, parecida a este texto que o leitor interessado ainda se sente confortável em ler. 

Aquela base informativa abriu a terceira diretriz de condução. Aula após aula (de campo) os estudantes e os professores levantavam os desenhos, uns para os outros, como numa espécie de “galeria humana de sketchbooks” e passava-se aos comentários envolvendo comparações, técnicas, tempos, acidentes de percurso, dificuldades, acertos, evolução pessoal, etc. De vez em quando juntavam-se desenhos com técnicas ou abordagens semelhantes em aulas diversas. A apresentação foi muito proveitosa em vários sentidos, com a participação de todos os presentes.

Encerramento do Curso com Seminário Final

Para encerrar o Seminário Final, solicitamos a opinião crítica dos próprios estudantes acerca de todo o percurso pedagógico, informativo, logístico da disciplina. Essa foi mais uma das nossas surpresas diante às contribuições, que hoje nos ajudam a revisar o percurso e/ou consolidar nossas hipóteses para esta disciplina no ano vindouro.

Espero que tenham gostado... estamos à disposição para eventuais dúvidas.

Abraços fraternais, Profs. André Lissonger (USk Brasil) e Nei Barreto (Usk Salvador).

5.10.15

Noturna da Igreja de São João Batista, vista da Tapiocaria da Vó - Natal/RN

Quando encontramos Jota Clewton (vulgo Chiquinho), em companhia do gentil e muito culto Professor e Músico Marcelo (também sob o Estado de Espírito Chiquinho), ele nos contou e nos levou a uma tapiocaria na Vila de Ponta Negra. A Tapiocaria da Vó tem um ambiente descolado e com decoração que prestigia as rendeiras de Bilro, funcionando aí também a Associação das Rendeiras de Ponta Negra.

A casa tem um cardápio delicioso e variadíssimo de tapiocas, petiscos, caldos, refeições (incluindo inúmeros PFs comuns), sanduiches e inclusive a famosa Ginga com Tapioca. A cerveja está sempre gelada e servida com os petiscos caseiros adquirem um sabor especial. Se você está em Natal/RN a procura de uma boa dica para fugir do roteiro das badalações, vá até a Vila de Ponta Negra e quando chegar ao Largo da Igrejinha de São João Batista, basta olhar para o lado direito que lá está a citada Tapiocaria. Todavia, aí não se serve apenas boas refeições, este lugar guarda e apresenta um pouco da história da Vila de Ponta Negra, e hoje é um espaço cultural onde se pode degustar iguarias regionais e marítimas.

Igreja de São Batista, Ponta Negra - Natal/RN . Aquarela com vista desde a Tapiocaria da Vó

Voltamos ainda neste mesmo restaurante na noite seguinte, com o excelente papo e companhia de Eunádia e Alejandra; aliás, aí já ficamos, pois a Oficina de Croquis Urbanos do Projetar 2015 teve aí seu Encerramento e Seminário Final.

Agradeço a Clewton por mais esta aventura urban sketchers.

Abraços e um outro sketch noturno;
André Lissonger, um outro Chiquinho que vos fala.

28.9.15

Caderno de Desenhos de Viagens - Lagoa da Pampulha, BH

Páginas de um sketchbook produzido em viagem, com papéis de tamanho A4 e gramatura 300gr/m2. Mais de duas dezenas de sketches em hidrográficas e aquarela com vistas externas e internas dos principais edifícios que compõem o conjunto projetado por Oscar Niemeyer na Lagoa da Pampulha (Belo Horizonte/MG).

Cassino da Pampulha . Atual Museu de Arte Moderna

Vistas feitas da Bias Fortes, e da Pampulha até a Igreja de São Francisco e o Cassino

André Lissonger, flagrado em descanso ativo... na Lagoa da Pampulha

Depois da Praça da Liberdade, um croquis da Casa do Baile


Alejandra Kirkwood e André Lissonger, na Casa do Baile

Casa do Baile

André Lissonger e Alejandra Kirkwood na Casa do Baile

Vista da Pampulha até o Cassino . Sketches da Igreja de São Francisco

Igreja de São Francisco da Pampulha

27.9.15

CURITIBA/PR sediará o I ENCONTRO NACIONAL USK BRASIL em 2016

CONFIRMADO!!!



CURITIBA/PR sediará o I ENCONTRO NACIONAL USK BRASIL

Após alguns meses de debates e consultas, on line, no Forum Nacional Urban Sketchers Brasil e, por mais duas semanas, através de Enquete aberta ao Grupo Nacional, a cidade de Curitiba foi considerada vencedora.

Print Screen do resultado final da Enquete no Facebook

A Comissão proponente do Grupo USk Curitiba torna-se, a a partir de agora, a responsável pelo Encontro Nacional dos Urban Sketchers Brasil em 2016. Parabéns aos amigos Fabiano Vianna, Thiago Bueno Salcedo, Raro de Oliveira , Simon Taylor e Antonio Dias. Desejo um grande sucesso ao grupo! E convido a todos a participarem desse Evento. Datas ainda a serem confirmadas.

Parabéns ainda às Comissões de USk Salvador, USk Rio e USk São Paulo. E agradecimentos aos que se colocam à disposição para ajudar, em especial, todos os Representantes de Grupos locais.

Abraços a Todos os Sketchers e admiradores.
Nos vemos em Curitiba ano que vem!



7.9.15

#2 SKETCHCRAWL USK BRASIL


Maratona Nacional de Desenhos juntamente com Portugal [SketchCrawl Torres Vedras].

Prezados Desenhistas de Rua conectados a esta comunidade, convidamos todos a nos unirmos no dia 12 de Setembro, independente de onde você esteja, a organizar e/ou participar em eventos de desenho de rua, com desenhos e postagens. Esse Evento, como é natural, será presencial em nossas cidades, bairros, ruas... e de postagem "on line" na nossa página no Facebook.

Se você gosta de desenhar e quiser participar... organize, convide, agregue, movimente, viaje, desenhe e poste aqui neste canal a sua produção. E caso não consiga organizar, participar de um evento, desenhar ou postar nesse mesmo dia, poste no dia anterior ou no seguinte. O importante é a sua participação.

Página do evento e cidades confirmadas: https://www.facebook.com/events/485039644993686/
Força Sempre aos USk Brasil e... vamos desenhar!



31.8.15

Sou eu que não sei mais aquarelar ou será meu material?

Já faz algum tempo que venho pensando sobre um assunto quando vou aquarelar na rua e quando vejo outros artistas fazendo o mesmo.

Muitas vezes ao final do desenho me pergunto se a aquarela realmente chegou onde eu queria naquele momento.
Se você já pintou na rua com certeza se fez a mesma indagação.

Você fica encarando seu desenho após aqueles minutos pintando, e pensa algo como “Aqui as sombras não ficaram como queria...eu devia ter saturado ou dessaturado mais as cores...Ah droga de tempo quente, secou muito rápido...”
Sou eu que não sei mais aquarelar ou será meu material?

Abaixo tenho exemplos disso.
Detalhe da fachada da Faculdade de Direito de SP em um sketchbook impróprio para aquarela de 100g/m²
Desenho feito no Parque do Ibirapuera -SP em um sketchbook impróprio para aquarela de 160g/m²

O interessante de se notar nestes dois desenhos apresentados a forma como a aquarela “explode” com facilidade e torna se difícil trabalhar a mescla de cor, gerando uma aquarela com mais linhas.
Detalhe da Casa das Rosas- SP a noite em um sketchbook para aquarela de 300g/m²
Estátua de Pedro Alvares Cabral -Ibirapuera-SP  em um sketchbook para aquarela de 300g/m²


Interior da Catedral da Sé - SP em um sketchbook para aquarela de 300g/m²
Este papel permitiu tratar uma mescla de cor muito mais sutil e a aquarela passa uma sensação de ter sido feita com mais calma, sem as ondulações de um papel impróprio.


Pensando nisso cheguei a uma conclusão simples, que vai fazer sentido para alguns.

Cada papel é para um momento, quando se está na rua. Eles vão ter comportamentos diferentes dependendo de sua composição, densidade e coloração.

E ai que está o segredo. Da mesma forma como escolhemos se faremos a caneta ou a lápis, devemos escolher o tipo do papel, e respeitar suas características. 
Pois quando desenhamos na rua dezenas de pensamentos, idéias, detalhes e emoções ocorrerão durante o processo, e cabe a nós como artistas filtrarmos e colocarmos no papel certo e com o material certo.
Para que possamos passar ao outros todos aquelas informações e sentimentos sem dizer uma palavra. 

E quanto mais cedo aprendemos a escolher o material e técnica certos, mais tempo teremos para contar as inúmeras histórias diárias que queremos contar, sem dizer uma palavra.


Espero que tenham gostado, e que tenha sido útil.
Um forte abraço a todos e que nossa paixão pelo desenho urbano contamine cada vez mais gente.

12.8.15

Desmaterializando o uso do termo código [de barras]


"Código de barras é uma representação gráfica de dados numéricos ou alfanuméricos. A decodificação (leitura) dos dados é realizada por um tipo de scanner - o leitor de código de barras -, que emite um raio vermelho que percorre todas as barras. Onde a barra for escura, a luz é absorvida; onde a barra for clara (espaços), a luz é refletida novamente para o leitor. Os dados capturados nessa leitura óptica são compreendidos pelo computador, que por sua vez converte-os em letras ou números humano-legíveis".

Definição presente no Wikipedia


"A definição de um código de barras pode ser reduzida a uma fórmula: A=2,5B, condicionado à alteração constante dos cheios seguintes aos vazios (embalados à vácuo). É também uma definição esquemática do bosque, da imagem na janelinha do trem, da ilusão do cinema, dos ritmos e cadências de uma definição ou de uma camuflagem".

Willy |Müller, no Diccionario Metápolis de Arquitectura Avanzada (Ciudad y Tecnologia en la Sociedad de La Información). 

Vista desde o interior do restaurante Oiticica (excelente Projeto do Rizoma Arquitetura) . Brumadinho/MG

Recentemente, uma breve experiência visual e pictórica em Inhotim [Brumadinho/MG] me lembrou e me fez avançar em algumas das minhas lições em sala de aula. Essa, em especial, acerca do uso do termo código de barras no léxico da produção arquitetônica recente. Desde o período da produção arquitetônica referendada como maneirista seria possível pinçar um ou outro exemplo de um conjunto rítmico de uma colunata, e que passando por uma sequência de frisos art decò ou por variações de esquadrias ou brises modernistas, teríamos possíveis exemplos de composições razoavelmente próximas ao uso empregado pela terminologia escrita contemporânea.

Em uma bela tarde ensolarada ao almoçar no Restaurante Oiticica, mesmo com filas estratosféricas, senhas para almoço, esperas descomunais, especialmente nesse dia... eu aparentemente não me incomodei com nada. Fato inusitado. Com boa companhia e um sketchbook aliado a algumas hidrográficas e aquarelas... bastou sentar na mesa do almoço diante dos brises do salão voltados para um dos lagos do complexo e ter a oportunidade de mais uma vez desenhar. Bom almoço e desenho, combinação interessante, não sendo perfeito por causa da quantidade de pessoas.

Desenhei! Desenhei os brises e o espaço entre os mesmos. Claro, um código de barras... como sempre. Não me incomodei com nada, mas em dado momento estranhei o fato de que eu já havia estado ali algumas diversas vezes, tinha visto os brises móveis diversas vezes, mas não tinha me "atinado" de que ali, com aqueles brises móveis metálicos enormes, perfurados e em grafite..., (e também quando no caso de coloridos e sobrepostos), me permitiam ver e "sobre-ver" diversas paisagens humanas, naturais e atmosféricas, sem necessariamente as esconder em qualquer ponto. Desenhei os espaços entre eles e os espaços entre as sobreposições deles e, se permitido fosse... desenharia os micro espaços existentes neles mesmos.

Os brises naquele caso me dizem que o conceito de código de barras, termo tão usado pela produção arquitetônica recente e falada/escrita, precisa ser revisto. Na melhor das hipóteses, entendê-lo apenas metaforicamente, e não necessariamente as construções ou elementos arquitetônicos em si. Com o aumento das sobreposições das transparências e das micro visualizações permitidas com a riqueza e variedade de uso de materiais também mais comuns aos dias de hoje, avançamos perceptivelmente (fenomenologicamente) a outras possibilidades de fruição muito mais amplas do que muitas análises e categorias permitem enquadrar. 

Enfim, com um pouco de cautela e acuro perceptível, fenomenologicamente é possível desmaterializar a noção código de barras na produção escrita/falada da arquitetura contemporânea.

André Lissonger