Hoje achei que o desenho saiu um tanto diferente, todavia não me incomodei com isso de forma alguma. Acho que foram as condições atmosféricas de vento e chuva que deram um tom distinto ao croqui; ou talvez algo menos fenomênico seria pensar que as coisas com o tempo vão mudando mesmo, adquirindo outros elementos, nuances,..., é, gosto mais dessa explicação.
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17.2.14
Bosque Alemão - Curitiba-PR
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Local:
Curitiba - PR, Brasil
2.2.14
Encontro 02/01/2014 - Museu Guido Viaro - Curitiba/PR
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27.1.14
42º Sketchcrawl - Curitiba - 25/01/2014
Três desenhos realizados durante o Sketchcrawl em Curitiba.
Foi escolhido o calçadão da Rua XV de Novembro como local para que os sketchers se espalhassem e retratassem cada qual os pontos que mais lhe chamassem a atenção dessa tradicional rua da cidade.
No primeiro desenho, edifício com 11 pavimentos, antiga sede do Clube Curitibano (1950). Mais detalhes podem ser encontrados no blog do Whashington Takeuchi.
No segundo, antiga sede do banco Bamerindus (1960), hoje HSBC, projetado pelo professor Rubens Meister, arquiteto modernista que dentre tantas outras obras de sua autoria na cidade, como o sesc da esquina (1980), rodoferroviária (1969), prefeitura (1960), sede da FIEP (1962), projetou também o Teatro Guaíra (1949). E por último, a Confeitaria das Famílias, inaugurada em 1945, ponto tradicional da cidade e alvo de um dos contos batutas de Fabiano Vianna.
Agradeço Marconi pelo novo suporte de croquis que me inspirou a fazer os dois últimos desenhos.
Foi escolhido o calçadão da Rua XV de Novembro como local para que os sketchers se espalhassem e retratassem cada qual os pontos que mais lhe chamassem a atenção dessa tradicional rua da cidade.
No primeiro desenho, edifício com 11 pavimentos, antiga sede do Clube Curitibano (1950). Mais detalhes podem ser encontrados no blog do Whashington Takeuchi.
No segundo, antiga sede do banco Bamerindus (1960), hoje HSBC, projetado pelo professor Rubens Meister, arquiteto modernista que dentre tantas outras obras de sua autoria na cidade, como o sesc da esquina (1980), rodoferroviária (1969), prefeitura (1960), sede da FIEP (1962), projetou também o Teatro Guaíra (1949). E por último, a Confeitaria das Famílias, inaugurada em 1945, ponto tradicional da cidade e alvo de um dos contos batutas de Fabiano Vianna.
Agradeço Marconi pelo novo suporte de croquis que me inspirou a fazer os dois últimos desenhos.
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25.9.13
Sketche session com os acadêmicos de arquitetura e urbanismo da UNOCHAPECÓ
| Acadêmicos do curso de arquitetura e urbanismo da UNOCHAPECÓ |
A convite do professor Antônio Carlos Baccarin, foi
realizada no dia 24/09/2013 sketch session com os acadêmicos de arquitetura e urbanismo da Unochapecó, em
Chapecó-Santa Catarina.
Inicialmente foi apresentado em sala um pouco da gênese
do grupo Croquis Urbanos Curitiba, bem como alguns trabalhos já realizados ao
longo dos 6 meses desde sua formação. Depois fomos in loco, desenhar a casa Cel. Bertaso, residência que pertenceu a um
dos fundadores da cidade de Chapecó-SC. Trata-se de um belo exemplar de arquitetura
em madeira, com lambrequins e varandas, que hoje se encontra dentro das
instalações do centro de exposições da cidade.
Apesar do frio e do vento que quase levaram embora as folhas
de papel, todos os participantes se mostraram valentes e realizaram cada qual seu
ponto de vista da casa.
| Apesar do vento, ninguém deixou passar a oportunidade de registrar a casa Cel. Bertaso com seu próprio croqui. |
| As mesinhas e cadeira fixas do Centro de Exposições deram uma força para esse grupo |
| Mas pode ser no chão ou com um banco improvisado! |
| Meio-fio vale também! |
| Todos os trabalhos reunidos |
Não poderia ter deixado de lado o momento especial que
estamos vivendo, de trazer o Simpósio Internacional para o Brasil. Assim, em
uma ação rápida e coletiva foi feito um cartaz para colaborar com essa campanha
nacional.
| Cartaz 01:O professor Baccarin deu o pontapé inicial |
| Cartaz 02 |
| Cartaz 03 |
| Cartaz 04 |
| Cartaz final |
Deixamos aqui o agradecimento aos acadêmicos do curso de arquitetura e urbanismo e ao professor
Baccarin por esta oportunidade; torcendo para que em breve possamos ver um
grupo local de Urban Sketchers em Chapecó-SC.
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Symposium Paraty,
Unochapecó
23.9.13
We want the next symposium in Paraty!
Sim, nós queremos o próximo simpósio em Paraty!
Como vocês já devem saber, semana passada enviamos nossa proposta para recebermos em 2014 o próximo Simpósio Internacional de Urban Sketching em Paraty!
Estamos aguardando a análise das propostas e sabemos que a competição é forte, mas nada melhor do que ter o apoio dos sketchers brasileiros para acalmar essa ansiedade!
Obrigada a todos que enviaram um sketch para nós, ao Croquis Urbanos - Curitiba, um grupo de sketchers que só nos inspira a desenhar mais e mais, e em especial gostaria de agradecer ao Fabiano Vianna pela força e disposição! OBRIGADA!
It's time to sketch the amazing Paraty!
Obrigada a todos que enviaram um sketch para nós, ao Croquis Urbanos - Curitiba, um grupo de sketchers que só nos inspira a desenhar mais e mais, e em especial gostaria de agradecer ao Fabiano Vianna pela força e disposição! OBRIGADA!
It's time to sketch the amazing Paraty!
We will be waiting for you with caipirinhas and great music.
You won't regret it! Just don't forget your sketchbooks! :)
Croquis Urbanos - Curitiba
Raquel Deliberali
Lia Rossi
João Paulo de Carvalho
Fabiano Vianna
Aline Strehl
Cassio
Gerson dos Santos
Thiago Salcedo
Reinoldo Klein
Joseli Bezerra
Amir Samad Shafa
João Paulo de Carvalho
Murilo Romeiro
Regina Borba
Andre Lissonger
João Pinheiro
Eduardo Bajzek
Fernanda Vaz de Campos
Obrigada! :)
(Quem ainda quiser mandar croquis para adicionar neste post, me avise! - urbansketchers.brasil@gmail.com)
E para quem quiser usar uma hashtag, use a #symposiumparaty !
2.9.13
A Casa Estrela
Paco Steinberg
Acho que fui um dos cinco primeiros a chegar, quando encontrei o
professor Ivens Fontoura – um dos responsáveis, ao lado de Claudio Forte
Maiolino, pela reconstrução da Casa Estrela na PUCPR.
Ivens me explicou que o nome da casa é uma referência ao formato da
construção, cuja planta é baseada em uma estrela de cinco pontas. E que em cada
ponta da casa, existe um continente.
Construída em 1930 pelo exímio contador Augusto Gonçalves de Castro, a casa
foi moradia da família até os anos 90. Vivendo entre gigantescos arbustos de
hortências e raios solares diagonais.
Adepto da Teosofia e Esperanto, Castro escolheu dar uma forma à casa que
simbolizasse os ideais pacifistas e de unidade dos povos que estas duas
correntes expressam. O contador levou aproximadamente quatro anos para concluir
a construção. (Mas há quem diga que esticou até o quinto, esmerando-se na
pintura, só para fazer sentido).
José Marconi
Dante Mendonça
Luiz Renato Roble
O trabalho foi desenvolvido
com auxílio de ferramentas precárias e um lampião de carbureto, sempre após o
expediente normal na empresa Macchine Cottons onde exercia a
função de contador.
A casa ergueu-se sob a luz do
carbureto.
Washington Takeuchi
José Marconi
Há quem diga: “A cobertura é feia, esquisita e foi
estruturada toscamente – na base da tentativa-e-erro”. Mas quando vejo de cima,
apaixono-me sempre. Sinto vontade de colocá-la no bolso. Existe para mim, muita
beleza na concepção inocente. O telhado multifacetado obscurece a tacanhice dos
construtores metodistas mascarados. Não há regras quando o efêmero
transforma-se em eterno, nem quando a candura rege a verdade.
A casa está segura, sob as asas da Pontifícia Universidade
Católica do Paraná e em nossa memória, ou seja, no tempo.
E se você captar o comentário “O carpinteiro deve ter
improvisado”, responda que não existiu tal pessoa. Augusto construiu sozinho,
munido apenas de uma serra de arco artesanal.
Ivens enumera-me uma quantidade incrível de personagens que
fizeram parte da história da casa, e reforça que, conectados por linhas, formam
inúmeros pentagramas sobrepostos.
Num deles está o automóvel marca Buick que
Augusto trocou por um lote de madeira de pinho, vigas, vigotes, ripas e tábuas
com 12 polegadas – ligado ao documento do alvará assinado pelo engenheiro Júlio
Moreira, Diretor de Obras da Prefeitura de Curitiba.
Noutro, alfinetes com nomes dos teosóficos Pitágoras, Jakob
Böhme, Helena Petrovna Blavatsky, Henry Steel Olcott e William Quan Judge.
Justaposto ao traçado de um mapa do bairro Alto da Glória e interligado ao nome
de Ludwik Lejzer Zamenhof – iniciador do Esperanto.
Fabiano Vianna
Reinoldo Klein
Marina Luxi
Raquel Deliberali
Amir Samad Shafa
Caroline Lemes
Simon Taylor
Fabiano Vianna
Cassio Shimizu por Kátia Weber
Em cada ponto em que as estrelas se tocam, cresceu uma
árvore.
O Reitor Irmão Clemente Ivo Juliatto, que é um dos cinco
que chegaram cedo, conta-me que o terreno da PUCPR onde a casa foi instalada
era um espaço para mudas – das árvores a serem plantadas no campus. E que
algumas raízes, depois de um tempo, ultrapassaram os pacotes e fixaram-se ao
solo. O que me leva a pensar que elas queriam ficar ali, ou foram arquitetas e
decididas dentro de um diagrama maior.
Fabiano Vianna por Washington Takeuchi
E enquanto eu esperava um táxi no portão 1, contemplando a
chuva, conversei com o guarda noturno da universidade, Diogo. Ele passa a noite
toda acordado, na guarita. Ou caminhando durante aquele setor.
Disse-me que algo paira sobre
a Casa Estrela. Morcegos e Corujas sobrevoam o telhado todas as noites. As
árvores movem-se ao contrário e sombras perambulam pelas pequenitas escadas.
Falou que, de vez em quando, no silêncio da madrugada, é possível ouvir a
respiração ofegante de um homem trabalhando e o som de uma serra – cortando
madeira.
(Fabiano Vianna, 02/09/13)
Paco Steinberg
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