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12.9.18

DRINK AND DRAW NO 3º ENCONTRO USK EM SALVADOR


Aí está o Urban Sketchers Brasil representado nas figuras de Achylles Costa Neto, Simon Taylor, Aline, Babi Loure e Nei Barreto no drink and draw do dia 8 de setembro de 2018 do 3º Encontro USK em Salvador no Restaurante Coisa Nossa no bairro de Mouraria.
Entre papos, drinks, petiscos, muita alegria e muitos sketches (claro) compartilhados com os amigos sentados às mesinhas no cantinho da rua, o que saiu antes da chuva torrencial..

5.7.18

#3 ENCONTRO URBAN SKETCHERS BRASIL SALVADOR 2018


06 A 09 Set 2018




Enfim!!! PÕE LOGO ESSE DENDÊ!!!


Divulgamos a PROGRAMAÇÃO OFICIAL do #3 Encontro Urban Sketchers Brasil Salvador 2018 - 06 a 09 SET.



Visite, curta e compartilhe também a nossa página ofical... https://www.facebook.com/uskbrasilsalvador2018/. Nela, o participante poder conferir toda a programação do evento e muitos detalhes dos lugares que em que ocorrerão as nossas três exposições, as cinco maratonas de desenhos, as três noitadas de eventos tipo sketch & drink, e outras novidades como melhores pontos de hospedagem e vários depoimentos de alguns dos desenhistas representativos do cenário nacional e que já confirmaram sua presença no grande evento.

PROGRAMAÇÃO OFICIAL
(e Pré-Eventos da semana)

03/09 - Expo URBAN SKETCHERS BRASIL 1/3
Local: Galeria Cañizares da Escola de Belas Artes UFBA
Período da Mostra: 03/09 a 18/09 

04/09 - Expo URBAN SKETCHERS BRASIL 2/3
Local: Foyer do Teatro Castro Alves
Período da Mostra: 04/09 a 18/09 

05/09 - Expo URBAN SKETCHERS BRASIL 3/3
Local: Galeria do Instituto Cultural Brasil Alemanha
Período da Mostra: 05/09 a 18/09 

06/09 - ABERTURA OFICIAL DO EVENTO 
Local: Foyer do Teatro castro Alves
Horário: 15h às 17h.

06/09 - DRINK & DRAW do DIA 1 (#sketchacarajé
Local: Largo de Santana no Rio Vermelho (Largo da Dinha)
Horário: 18h às 22h.

07/09 - SKETCHCRAWL do DIA 2 (manhã)
Local: Terreiro de Jesus e Largo do São Francisco
Horário: 09h às 12:30h.

07/09 - SKETCHCRAWL do DIA 2 (tarde)
Local: Largo do Pelourinho
Horário: 14:30h às 17:30h.

07/09 - DRINK & DRAW do DIA 2 (noite) 
Local: Largo da Cruz do Pascoal
Horário: 19h às 22h.

08/09 - SKETCHCRAWL do DIA 3 (manhã)
Local: Elevador Lacerda, Praça Municipal e Mercado Modelo
Horário: 09h às 12:30h.

08/09 - SKETCHCRAWL do DIA 3 (tarde)
Local: Solar do Unhão (Museu de Arte Moderna da Bahia)
Horário: 14:30h às 17:30h.

08/09 - DRINK & DRAW do DIA 3 (noite) 
Local: Mouraria e Largo da Palma
Horário: 19h às 22h.

09/09 - SKETCHCRAWL do DIA 4 (manhã)
Local: Forte de São Marcelo
Horário: 09h às 12:30h.

(***)

Página oficial no Facebook:

Instagram oficial do #3 Encontro USk Brasil Salvador 2018:

(***)

Arte: Ctrl S Arte e Comunicação - Curitiba/PR.


3.12.17

Na Bahia (novembro 2017)

Estive na Bahia entre os dias 25 de novembro e 01 de dezembro deste ano, no intuito de participar do "Arquimemória 5", evento sobre patrimônio cultural, ocorrido em Salvador. Evidente que levei comingo meus inseparáveis companheiros: os meus cadernos de desenho.
Antes do início do evento visitamos  as "cidades-irmãs" de Cachoeira e São Félix, importantes núcleos na história do desenvolvimento do Recôncavo Baiano, vinculado principalmente à produção açucareira.
A ida a essa cidades me possibilitou ampliar o acervo de registros sobre núcleos urbanos coloniais brasileiros, tema que ministro na disciplina de História da Arquitetura e do Urbanismo 1.
Os registros forma iniciados com uma imagem de São Félix, vis a partir de uma das praças de Cachoeira, que margeiam o rio.


Em seguida, fizemos um percurso pelas ruas do centro histórico da cidade, e durante o percurso fiz o registro de alguns edifícios estruturadores do espaço urbano. No caso, registrei a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, com o seu belo copiar e sua interessante cúpula revestida em telha cerâmica, e o edifício da antiga Casa de Câmara e Cadeia, situada na Praça da Aclamação.



Na volta para Salvador, resolvemos passar pelo Convento Franciscano de Santo Antônio do Paraguaçu, situado em um lugar de beleza ímpar, às margens do Rio Paraguaçu. A exuberância do edifício contrasta com o estado de conservação do mesmo, em franco processo de arruinamento.




Em Salvador, entre uma e outra atividade do evento, fiz alguns registros de espaços que admiro nesta cidade que foi meu habitar durante boa parte de minha trajetória acadêmica, nas pós-graduação.
Registrei primeiramente o Farol da Barra.


Em seguida, em um percurso Cidade Baixa-Cidade Alta, fiz registros do Solar do Unhão (em duas escalas: panorâmica e aproximada), da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia (Cidade Baixa) e da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco (Cidade Alta).




Nos despedimos da Bahia na certeza de uma "Até breve!"

4.5.17

Largo de Santana


#68 Encontro Urban Sketchers Salvador


Croquizeiros: Leandro, Augusto, Alejandra, André, Nei e Pedro.


Fim de tarde no bairro do Rio Vermelho. Acarajé da Dinha, feira de artesanato, sorveteria Mondo, tradicionais bares, o movimento começa aumentar no Largo. Em um clima super agradável, os croquizeiros de Salvador avançam pela noite e desenham o movimento constante do bairro. 

Presença especial do sketcher Peu Melo!



Croqui da Igreja de Santana. Testando marcadores da Sinoart.



Sketchers no Rio Vermelho                                                                                                        Sorvete artesanal Mondo. Delicioso!



Croqui e aquarela André Lissonger


Nesse mesmo dia fui presenteada pelo André com um kit da Sinoart Marker, marcadores em tons de cinza. Acabei resolvendo testar no croqui e gostei do resultado. Os marcadores são bem leves e as duas pontas em uma única caneta facilita muito croquis em escalas distintas, sendo um lado mais fino com a ponta redonda para desenhos detalhados e o outro lado chanfrado para preenchimento de grandes áreas.


Marcadores Sinoart tons de cinza.

3.5.17

Vivendo a cidade. Caminhar, desenhar e aprender

Sábado especial de muito aprendizado.

Acompanhando a turma de Ateliê IV do André Lissonger, durante a visita ao terreno (estacionamento da Praça Castro Alves), resolvi registrar em croquis pontos relevantes da aula. Todos os sketchs foram feitos em pé enquanto caminhávamos no entorno da praça.




O ponto que chamou mais a minha atenção foi a lacuna que o tecido urbano apresenta, justificando a realização de um projeto que exercite a compreensão dos alunos sobre as consequências de uma edificação no entorno do lote e na paisagem da cidade.





Acima, fotos de Salvador antiga, cedidas pelo André de seu acervo pessoal. Em destaque são as edificações que existiam no lote. Desconheço a data da imagem em PB, porém a foto em sépia é de 1933.


Estava no Forte São Marcelo quando fiz essa foto. Em destaque o terreno estudado.

Vista atual para o lote


Após muita caminhada, sol e calor no Centro Antigo, seguimos viagem de volta para casa. Na companhia do André, resolvemos fazer uma pausa no restaurante Barravento para refrescar e aproveitar ainda mais a tarde de sábado.




13.4.17

O mar e a cultura de Itapõa: a Praia da Rua K

O verão deste ano foi incrível. Dentre os eventos mais interessantes, foi o novo encontro na Praia da Rua K... no bairro de Itapoã. Muito sol, cerveja gelada, banhistas, embarcações, peixe fresco, muito samba de roda, e uma explosão incrível de sons, cheiros e cores.

Fiz alguns registros de marinhas, como sempre. Essas com embarcações e pessoas.


Vista do Farol de Itapoã desde a Praia da Rua K . Itapoã, Salvador/BA 

Praia da Rua K . Itapoã, Salvador/BA















Mas o momento mais marcante do dia foi mesmo o surpreendente encontro de um tradicional grupo de samba de roda de Itapoã... Alejandra Kirkwood, uma das administradoras dos Urban Sketchers Salvador, realizou um incrível registro e postou na página do grupo no facebook e no You Tube. Vejam se conseguem assitir:




Abraços, Lissonger


Flyer do evento com desenhos de André Lissonger e Joniel Franco

25.3.17

#4 Sketch Cova em Salvador/BA

É uma postagem com conteúdo antigo... mas é digna de registro. No episódio do Dia de Finados do ano passado (2016), os Urban Sketchers Salvador decidiram desenhar o Complexo Cemiterial de Baixa de Quintas (constituído de quatro cemitérios distintos, incluindo o judaico). Foi um encontro bastante interessante, em especial se tratando de um cemitério de larga escala urbana, mas de classe econômica mais humilde.

O acesso ao Cemitério se dá por uma praça bastante arborizada e arrematada com a capela principal... mas a ambiência das gavetas (em carneiras) reforça o carater fúnebre. Este foi o último desenho do dia:

Cemitério de Baixa de Quintas . Aguada com Payne,s Gray de aquarela Winsor & Newton

Mas desenhamos primeiro a região com as covas de sepulturas em terras na direção oeste e a velha ruína da Bolsa de Caridade... com o panorama da cidade ao fundo.




Flyer do evento



11.10.16

A casa das "folhas que tiram o mal olhado"

Sketch da casa da Rezadeira do santo Antônio Além do Carmo.

Um registro realizado no #58 Encontro dos Urban Sketchers Salvador. Acompanha abaixo, uma interessante matéria sobre a Sra. Rezadeira, publicada em um periódico baiano.




Folhas que tiram o mal olhado
Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br/2009/10/26/folhas-que-tiram-o-mau-olhado.

Com um jeito simples, um lenço amarrado na cabeça e galhos de folhas nas mãos, a interiorana Judite Veloso Gama, 73 anos segue o ofício diário de rezadeira, uma tradição secular que resiste nos recantos da Bahia. No Largo de Santo Antônio Além do Carmo todos a conhecem pelas rezas com ervas que curam moléstias e libertam do mau olhado. A rezadeira de Cachoeira que há 58 anos mora na capital, é uma das poucas benzedeiras que restam em Salvador. Na terra do sincretismo religioso, elas ainda são parte integrante da cultura popular, tanto quanto as manifestações ao Senhor do Bonfim e a Iemanjá. Em pequenas cidades do interior, muitas senhoras ainda difundem o poder de antigas orações aliadas a uma variedade de ervas.

“Com três te botaram, com dois eu te tiro com o poder de Deus e da Virgem Maria”. O verso da reza acompanhado com os benzidos de folha já é conhecido entre os frequentadores que chegam a humilde casa de dona Judite, ao lado da Igreja de Santo Antônio. “Feitiço não mata, mas olho gordo mata. Muitos chegam cabisbaixos, doentes e sem ânimo. A inveja faz isso, mas o poder da reza pode mandar tudo isso para bem longe”, diz.
Com a promessa de mandar embora o “quebrante e a morfina” vale apelar para todos os santos e orixás. “Nosso Senhor Jesus Cristo é quem nos protege, junto com Nossa Senhora, Santa Bárbara, Senhor do Bonfim, entre outros” conta Judite que aprendeu a fazer as rezas com folhas ainda menina. “Parei durante um longo tempo, mas depois voltei a essa graça. Tem gente que me liga de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas, outras vem da Estrada do Coco”, afirma.

No altar da rezadeira tem imagens de santos bastante populares na Bahia, desde o guerreiro São Jorge ao casamenteiro Santo Antônio. Já as folhas são colhidas no próprio quintal e algumas adquiridas no Subúrbio Ferroviário e nas feiras livres da cidade.
As rezas são feitas com ervas de tipos variados. Cada uma de acordo com a necessidade. “Uso alfazema, aroeira, arruda, guiné, quioô e quarana”, cita. Além das benzeduras, a rezadeira também recomenda os banhos de folha, como o tradicional de sal grosso, o de dente de alho, de alfazema e aroeira. “O bom é tomar durante três dias. Fazendo com fé a pessoa possa se livrar de todo mal”, garante.

Benzedeira famosa

Com 80 anos, a benzedeira Antônia Braga Machado, mais conhecida como dona Tuninha, natural de Sapeaçu há 170 km de Salvador ganhou fama nacional ao aparecer recentemente no programa Mais Você, da Rede Globo. “Faça chuva ou faça sol eu vou ao encontro da pessoa para rezar”, diz ela que aprendeu o ritual com folhas ainda bastante jovem.

Depois que apareceu na televisão, dona Tuninha ficou ainda mais famosa. “Uma moça da Itália ligou para me pedir que eu rezasse pela melhoria em seus negócios e eu fiz a reza pelo telefone. Depois ela mandou sua foto para que eu fizesse mais orações”, conta. Dona Tuninha acredita que o seu ofício é um dom de Deus. “Eu só ajudo, mas quem cura é 'ele'”, ressalta.

Fé nas rezas atrai pessoas de todos os lugares

O movimento na casa de dona Judite não para. “Seguimos essa tradição de nos rezar há muito tempo, pois a minha avó também fazia esse tipo de ritual lá na Argentina”, conta Maria Soria que mora na Bahia há alguns anos. Ela, seu pai, José Antonio Soria e sua mãe Vitória levaram a pequena Kaylane de 3 anos para ser rezada pela benzedeira do Largo de Santo Antônio. “Eu já tinha visitado aqui e agora trouxe minha filha que está ficando sempre doente “, afirma. Segundo Soria, a fé nas rezas com ervas veio de berço. “Temos muita fé”, disse ao ouvir as recomendações de banho da benzedeira.
“Passei 20 dias internada e foram as rezas dela que me ajudaram a ficar boa. Ser rezadeira é uma dádiva que Deus lhe deu”, enfatiza a cabeleireira, Edinalva Souza, 60 anos, acostumada com as rezas de dona Judite.

Do lado de fora a placa indica: “Rezadeira, reza mau olhado, erisipela, peito aberto e fogo selvagem”. Cada reza vale R$ 25. Apesar da cobrança, a rezadeira faz questão de frisar. “Eu apenas rezo. Não sou mãe-de-santo”.

Encontrar uma benzedeira em Salvador nos dias de hoje não é fácil, mas ao circular por feiras tradicionais, como a da Sete Portas é possível ainda se bater com algumas conhecedoras do ritual. É o caso de Damiana Cândida, moradora do IAPI. “Às vezes rezo para os amigos e só cobro a folha ou um pacote de velas se precisar”, diz enquanto compra algumas folhas.

Com ares de timidez, ela resumiu também a importância do banho de folha. “Servem para limpar, proteger e livrar do mau olhado”, disse citando as receitas com o alho macho, folha de vassourinha, arruda, manjericão e dandá.

“Tenho fé, pois se isso não existisse, a própria natureza não proveria essas ervas”, afirmou uma mulher que disse estar sofrendo, após ter sido traída pelo marido que saiu de casa. “Estou arrasada, mas as rezas e esses banhos vão dissolver esse mal”, acrescentou.

[...]

Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br/2009/10/26/folhas-que-tiram-o-mau-olhado. 

25.9.16

Largo do Cruzeiro de São Francisco

Urban Sketching no Largo do Cruzeiro de São Francisco

A ocasião do episódio do #57 Encontro dos Croquizeiros Urbanos de Salvador (Urban Sketchers Salvador) nos permitiu concentrarmos a atenção, mais uma vez, às arquiteturas e à dinâmica urbana do Largo do Cruzeiro do São Francisco.

Esta área se configura com a mesma tipologia de ocupação colonial dos largos franciscanos... com a implantação da igreja de ordem primeira, um grande espaço quadrangular à sua frente... e um cruzeiro disposto em meio à este "pátio".

No caso, este o largo é delimitado com edificações coloniais e ecléticas, que fecham o enquadramento para a Igreja da Ordem Primeira do São Francisco. E, de extrema delicadeza... é possível encontrar, surpreendemente, uma fenda que nos arrebata com a visão da Ordem Terceira do São Francisco. esta sim, com um trabalho incrível de fachada (barroco plateresco). Motivo, é claro, de um desenho bastante complexo e temido por muitos sketchers.

Tivemos a oportunidade de desenhá-la em outro encontro, junto com o Mestre Jota Clewton... mas nunca a publicamos nesse veículo. Dessa vez seguem os desenhos lado a lado, um sketch mais "clássico ou tradicional' e outro "mais livre"... para a comparação dos leitores. O primeiro, integra a publicação Sketchers do Brasil... o segundo, realizado nesta última jornada que gerou esse post de hoje.



Estes sketches foram postados nas redes sociais da seguinte forma:

1. O da esquerda:

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco . Salvador/BA

Conclusão da obra: 2­2­ de junho de 1703

."É um expressivo exemplar da tradição barroca no país, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e foi uma das indicadas para a eleição das 7 Maravilhas do Brasil. A igreja faz parte de um dos principais conjuntos monumentais de Salvador, que inclui a Igreja e o Convento de São Francisco, que lhe ficam anexos. No século XIX, a fachada foi toda recoberta de argamassa, considerada fora de moda, sendo esquecida sua decoração original por mais de um século. Em 1932, por acidente, foi redescoberta, quando um eletricista estava fazendo a instalação de luzes. Durante o trabalho, deu marteladas na fachada, fazendo cair parte do reboco. Em 1939 o IPHAN encaminhou o seu tombamento".

Sketch geralmente temido por muitos desenhistas por causa da dificuldade do enquadramento e quantidade de detalhes. Estes, inclusive, são um caso à parte - merecendo atenção para compor um belo ensaio.

Desenho e aquarela realizado no #36 Encontro dos Urban Sketchers Salvador, que aconteceu no Largo do Cruzeiro do São Francisco e Pelourinho.

2. O da direita:

Largo do Cruzeiro do São Francisco: Registro em hidrográficas e aquarela das esquinas que enquadram a Igreja da Ordem Terceira Secular de São Francisco, no #57 Encontro dos Urban Sketchers Salvador.

[...]

Os outros registros desse evento foram os seguintes:







Flyer de divulgação do evento


Salvador, 25 de Setembro de 2016
AL






   

Urban Sketching na Praça da Sé . Salvador da Bahia

Esquadrias na Praça da Sé
Hoje tive um tempo para trazer aqui um breve relato sobre o #56 Encontro dos Croquizeiros Urbanos de Salvador (Urban Sketchers Salvador).

Retornamos à Praça da Sé (Salvador/BA) mais uma vez e, além do lugar, repetindo uma aula prática do curso de Croquis Urbanos que ministramos na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia. Foi uma jornada aprazível ao início da manhã e, um pouco complicada ao longo da mesma... isso, devido às chuvas.

O Encontro iniciou-se com uma preleção envolvendo um pouco do histórico e evelução urbana do lugar. Bem como algumas peculiaridades de algumas edificações e cones visuais mais significativos. 

Os primeiros croquis, de esquente, foram das esquadrias coloniais, ecléticas e modernistas das edificações do seu entorno. Além de um bom exercício de esquente, ajuda à "desenferrujar" a mão... e aprimorando o traço de hachura.

Após essa demanda iniciamos desenhos sobre os becos transversais que "desaguam" na praça. Com muita confusão provocada pelos usuários e transeuntes da área... e o início das chuvas, até que foi possível pelo menos marcar alguns desenhos.


Beco transversal à Praça da Sé . Hidrográfica e aquarela sobre papel 300 gr/m2.

Na medida em que as chuvas apertavam, e os suportes foram humedecendo... tornou-se impraticável a prática do desenho sem abrigo. A solução foi desenhar ao lado dos pilotis do Edifício Arthemis. Essa foi uma solução tipo plano B que acabou impedindo o desenho do ângulo do edifício ABI... desenhado em uma outra oportunidade no mês de abril de 2015. Se o leitor tiver curiosidade, confira o post completo sobre este e outros desenhos no relato sobre o Curso de Croquis Urbanos da FAUFBA em 2015... aqui mesmo no nosso blog.

Com essa mudança de planos o ideal foi desenhar as esquinas frontais... um rápido sketch sobre o Palácio Arquiepiscopal e a esquina do edifício A Primavera.

Assim foi o post que fizemos na nossa página no facebook:



"A Primavera"

Uma esquina na Praça da Sé . Salvador/BA

Vista da esquina da antiga loja de instrumentos musicais "A Primavera" (edificação da esquina). "A primavera", a mais de 30 anos, era uma das poucas lojas na cidade, onde era possível adquirir um instrumento musical profissional. Além de apetrechos para a sua manutenção. Perdi as contas das inúmeras vezes em que precisei de "atravessar" a cidade, da Barra ou de Itapoan... até a Praça da Sé, para obter informações ou mesmomelhorar a performance do violão, da gaita, guitarra, procurar pedais, comprar paletas, baquetas, pandeiros, etc... mas os tempos são outros. Antes que a loja se acabe por completo... fica o registro.

[...]


Flyer de divulgação do evento

Salvador, 25 de Setembro de 2016
AL


7.9.16

Lanchonete da Feirinha de Itapoan

Itapoã é um bairro bastante conhecido da cidade de Salvador/BA. Localidade reconhecida até internacionalmente através das canções de um dos maiores intérpretes, Dorival Caymmi... bem como muita gente já ouviu falar de suas praias, através da famosa música Tarde em Itapoã, de Vinícius de Moraes e Toquinho.

Já tive oportunidade de postar aqui neste site, também nas páginas do grupo USk Brasil e USk Salvador... inúmeras marinhas retratando esse lugar, bem como sua tradição praiera. Pois eu e minha família moramos aí a muitos anos... e até hoje passo e habito o lugar quase que cotidianamente.

Nestes últimos dias registrei uma parte da local Feirinha de Itapoan... que, na verdade, fica na Avenida Dorival Caymmi, centenas de metros das suas praias. Este Mercado de bairro foi uma invenção passada para retirar, do centro do bairro, a sua antiga e tradicional feira diária. Uma pena, pois a antiga feira possuia muitos dos aspectos da tradicional Cidade da Bahia... talvez hoje, só a Feira de São Joaquim ainda possua essa magia.

Todavia, ainda assim... é possível encontrar vestígios dessa baianidade. Os desenhos e textos fazem parte da vista de uma das pequenas "lanchonetes" internas, que de fato funcionam bem mais como botecos que vendem prato feito. Trata-se de mais uma paisagem informal da malha citadina que evoluiu sem planejamento urbano - assim como mais de 80% dessa cidade: lajes em processo de construção, casas sem reboco, pintura com cores diversas, fiação exposta e com "gatos" de energia elétrica e de canais de tv por "assinatura", beberrões se equilibrando, algazarras de feirantes, inúmeros pombos sujos à espreita dos restos de produtos.

Tomo duas cervejas durante o breve almoço. Traço e aquarelo as imagens que se seguem.

Na parede, um banner plástico engordurado e patinado pelo tempo diz:

"TABELA DE PREÇOS"
. Skol - R$7,00.
. Schin e Itapava - R$6,00.
. Assado de boi - sem valor (este tipo de assado é comumente oferecido no almoço de rua).
. Ensopado de frango - R$10,00 (idem).
. Bisteca e bife - sem valor (ibidem).
. Cuscuz e aipim - R$8,00 (o primeiro de tradição baiana, de milho, o segundo, menos comum no almoço).
. Feijoada - R$17,00 (ibidem).
. Moqueca de fato - R$13,00 (mais difícil de encontrar, mas comuns aos baianos. O fato é o bucho do bovino. A receita leva cebola, alho, tomate, coentro, camarão seco, leite de coco e azeite de dendê - leva uma duas horas para o preparo).
. Rabada - R$17,00
. Refr - R$4,00 (geralmente adquirido o litro).
. Filé de frango - sem valor (ibidem).
. Mocofato com pirão -  R$17,00 (é o bucho e o mocotó bovino, podendo vir outras carnes acompanhando - leva quase duas horas para o preparo).
. Mocotó com pirão - (aos domingos somente).
. Galinha caipira com pirão - sem valor.




Para abrir o apetite, uma cachaça de cambuí (o "whiskey de bolinha").

"Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha
E com o olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda a rodar

É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã".

Abraços da Bahia!

        

6.9.16

Croquis, chuva e sol [56º Encontro USk Salvador]



O 56º Encontro USk Salvador iniciou com uma manhã linda e ensolarada, vento fresco e desenhos de esquadrias para esquentar a mão. Em paralelo acontecia uma aula de croqui urbano ministrada pelos profs. André Lissonger e Nei Barreto. Alunos e croquizeiros exercitavam seus traços sombreando e hachurando o desenho.

Meu primeiro croqui foi de algumas esquadrias do popularmente conhecido Edifício Micro-ondas e do Ed. Primavera.





Aproveitando a luz incrível característica da cidade de Salvador, resolvo fotografar o grupo que desenhava becos, praças e telhados. O primeiro exercício da aula foi um croqui bidimensional, o segundo com um ponto de fuga e o terceiro croqui que seria do Ed. ABI e Ed. Arthemis, foi interrompido por uma forte chuva que inesperadamente tomou conta do céu azul ensolarado.






Decidimos então nos abrigar na marquise do Ed. Arthemis. A escolha do terceiro croqui ficou por conta dos alunos, podendo ser da esquina do Ed. Primavera ou da Catedral Basílica que estava à nossa frente. Croquizeiros são livres para escolher o ângulo que preferirem.



No meu segundo croqui optei por representar o topo dos prédios, enquadrando o Cine Excelsior, a Catedral Basílica, a Escola de Medicina e demais casarios coloniais característicos do centro histórico de Salvador.





Após alguns minutos nos reunimos e fizemos a exposição dos desenhos. Alunos foram parabenizados pela qualidade dos croquis. Fomos presenteados pela análise crítica do gatinho batizado de Pablito (Picasso) que se sentiu tão confortável no ambiente a ponto de deitar e rolar por cima dos sketchbooks.






Para encerrar o Encontro, fizemos sorteios de brindes disponibilizados por André Lissonger e brindes que foram enviados pela Editora Gustavo Gilli Brasil.

Mas a manhã não termina por aí! Quando estávamos indo em direção ao Elevador Lacerda para ir embora, na companhia de André Lissonger e Davi Caramelo, passamos na frente da Fundação Pierre Verger e resolvemos entrar. Admirávamos as fotos da exposição “Cuba” quando me deparei com uma camiseta que carregava uma das fotografias do Pierre Verger conhecida como Garotos da Balaustrada, na mesma hora que me encantei fui presenteada pelo André com a camiseta.




Assim encerramos nossa manhã de sábado, com muitas energias, croquis, chuvas, gatos e fotografias.








Sketchbook e croquis do André Lissonger.