25.4.17

18º Encontro USK Fortaleza - Praça Luiza Távora


Nesse chuvoso sábado, 22/04/17, aconteceu nosso 18º Encontro USK Fortaleza na Praça Luiza Távora. O tempo fechado proporcionou uma temperatura agradável para o evento, mas também espantou alguns sketchers. Mesmo assim registramos a participação de 24 pessoas. O local já havia sido tema de encontros anteriores e a razão é muito simples, o lugar é seguro, arborizado e repletos de edifícios para desenhar. Já fiz duas visitas pessoais a essa praça para desenhar e em uma delas produzi uma postagem no meu blog cujo texto replico em parte aqui.

A praça "abriga atualmente o Centro de Artesanato do Ceará, mas foi, até a década de 70, o local onde podia-se contemplar o Castelo do Plácido, construção erguida como condição da jovem italiana Pierina para se casar com o comerciante Plácido de Carvalho e vir morar no Brasil. Segundo Nirez, nosso maior historiador, essa estória passou de boca em boca na sociedade cearense e não há confirmação oficial." A foto abaixo ilustra o antigo edifício, sua demolição e a situação atual (aprox.). "O castelo foi demolido na década de 70 para dar lugar a um supermercado. Depois de alguns anos de abandono, o terreno foi desapropriado e nele foi erguido o Centro de Artesanato Luiza Távora, projeto do arquiteto e professor, Roberto Castelo."

Fonte: Edição do autor a partir de imagens disponíveis em http://www.fortalezanobre.com.br/2010/07/castelo-do-placido.html. Último acesso em 25/04/2014
Tanto o atual edifício da Ceart como as casinhas preservadas desde o tempo do Castelo do Plácido foram os temas preferidos dos desenhos. Vocês podem conferir o resultado abaixo. Até a próxima!




















13º USk Florianópolis Parque Municipal do Morro da Cruz

Linda tarde de outono.
Lá estavam os sketchers, felizes a desenhar.
Resistiram bravamente ao ataque dos borrachudos.
Jaqueline, Ivan, Bellini, Alan, Julius, Magali, Henrique e outros mais.
Bela tarde de outono.




14.4.17

ÔNIBUS E O CHEIRO

Tenho desenhos feitos em viagem de ônibus datados de 1992. Gostava bastante de andar de ônibus.
Aproveitava a oportunidade para desenhar um pouco e ler bastante. Cheguei em um único ano a ler mais de 100 títulos, em viagens diárias de quase quatros horas entre Cubatão (Cota 200) e Santos.

Nesta quinta-feira ao voltar para casa, no término do Curso Percursos Urbanos - (A)Riscar no Jardim da Luz, com o sketcher português João Catarino e coordenação do ótimo Lauro Monteiro Filho, de iniciativa do Centro de Pesquisa e Formação do SESC-SP, dentro do painel O DESENHO DO PATRIMÔNIO E A PAISAGEM URBANA DE SÃO PAULO, que aliás, foi ótimo, pela temática, como pelos participantes, muitos do grupo de sketcher de São Paulo e outros, que não encontrava desde Paraty. Preciso dizer que até hoje me alegro com o entusiasmo da Fabiana Boiman.

Na volta para Cubatão, embarquei no ônibus da Viação BREDA, no terninal Jabaquara. Uma bosta de viagem. Literalmente.

O banheiro do ônibus estava em petição de miséria.

Como minha cadeira era no fundo do ônibus, fui me movimento para à frente do ônibus, devagar, para fugir do pestilento cheiro que exalava do pequeno cubículo.


Troquei de lugar umas duas vezes, com a caneta na mão e o nariz dentro da blusa. O ônibus era um desses grandes, com as janelas lacradas, que um dos passageiros definiu como bonito por fora, um horror, catinguento e refrigerado por dentro.


Por fim, ao chegar na rodoviária de Cubatão, quando metade dos passageiros desceram, sentei-me perto do motorista, que deixou a janela dele aberta e também, a porta que separa a cabine dos passageiros, o que resultou em um ar um pouco melhor.


Quando cheguei no ponto final, no Jardim Casqueiro, o motorista percebeu que eu o estava desenhando e voltou para o seu lugar para que eu terminasse o desenho, em troca se ele pudesse tirar uma foto para postar no facebook. Trato feito, com um gesto de elegância, para rivalizar com esta viagem olfativamente inesquecível.

13.4.17

O mar e a cultura de Itapõa: a Praia da Rua K

O verão deste ano foi incrível. Dentre os eventos mais interessantes, foi o novo encontro na Praia da Rua K... no bairro de Itapoã. Muito sol, cerveja gelada, banhistas, embarcações, peixe fresco, muito samba de roda, e uma explosão incrível de sons, cheiros e cores.

Fiz alguns registros de marinhas, como sempre. Essas com embarcações e pessoas.


Vista do Farol de Itapoã desde a Praia da Rua K . Itapoã, Salvador/BA 

Praia da Rua K . Itapoã, Salvador/BA















Mas o momento mais marcante do dia foi mesmo o surpreendente encontro de um tradicional grupo de samba de roda de Itapoã... Alejandra Kirkwood, uma das administradoras dos Urban Sketchers Salvador, realizou um incrível registro e postou na página do grupo no facebook e no You Tube. Vejam se conseguem assitir:




Abraços, Lissonger


Flyer do evento com desenhos de André Lissonger e Joniel Franco

28.3.17

RUA AVANHANDAVA - 104. ENCONTRO URBAN SKETCHERS SÃO PAULO

Desenho como ficou do último domingo, 26 de março de 2017, ao final do encontro Urban Sketchers São Paulo .. Foi a esquina da Rua Avanhandava em frente à Pizzaria ...

17º Encontro USK Fortaleza - Mercado dos Pinhões


Nesse último sábado, dia 25/03/2017, realizamos nosso 17º encontro aqui na capital cearense. Sobre essa edição deixo aqui o fantástico texto do sketcher Fabrício Porto e, logo abaixo, os desenhos da(o)s querida(o)s USKs cearenses. Valeu demais, galera! 


ANALISTAS DE MERCADO

Salvo pelos contornos elevados de edifícios à distância, o entorno do Mercado dos Pinhões lembra uma singela praça do interior nordestino, mesmo com aquela arquitetura de época, importada, no meio. Passantes pacatos, de lá para cá resolvendo questões de seus comércios ou residências com vizinhos receptivos, vendedores de frutas, um ciclista ou outro, árvores com vira-latas à sua sombra e muito pouco do nefasto ruído urbano das grandes esquinas aldeotinas*. Foi este o cenário do 17º encontro do Urban Sketchers Fortaleza: uma bucólica atmosfera interiorana.

Dezenas de desenhistas urbanos, espalhados em frente à estrutura metálica como muçulmanos na Meca chamavam a atenção dos transeuntes habituais, talvez pouco acostumados àquela atenção toda ao objeto central da praça, o mastodôntico coreto verde, capaz de abrigar tanto carnavais como feiras de fruta. 'Estão desenhando', ouvia-se ao pé do ouvido entre pares no comércio próximo, como quem identifica um saber enigmático. 'São artistas', sentencia outro, conferindo caráter demiúrgico aos desenhistas. Indiferença é a única postura não percebida pelos que ali observavam a cena.

A boa arquitetura é magnética. Nenhum dos desenhistas ousou desenhar outra coisa que não fosse o próprio mercado. Salta aos olhos, principalmente estando inserido num entorno de fachadas improvisadas e muros de terreno baldio. Para lá viraram-se os olhares, para geometrias circunscritas umas dentro das outras, para o ritmo das finas colunas, para os vidros gema e lilás que brigam com o verde desbotado do conjunto, para a transparência das grades que revelavam o outro lado, para o arremate triangular apontando os céus. Numa só peça, assentada com os devidos recuos que a permitam respirar visualmente, incontáveis detalhes fazem os desenhistas dedicarem o tempo de Zeus, o tempo contemplativo, das horas eternas, que passam na mente, para decifrá-la.

O redator desta crônica de um dia atípico naquele fragmento urbano não desenhou o mercado. Por teima ou por não ter bom ângulo a partir de onde tomava uma cerveja salvacionista naquele momento de calor insurpreendente, desenhou a praça em frente ao mercado, representando deste apenas uma única coluna, para fins de contexto. A boa conversa, as digressões sobre o desenhar e a ocupação da mão pelo copo estenderam o desenho por mais tempo que o habitual. Junto à saciedade da cerveja agressivamente gelada e da companhia dos parceiros de ofício, a satisfação de registrar uma janela de tempo agradável em foto, em texto e em desenho.

* Referente à Aldeota, bairro fortalezense conhecido, entre outras coisas, pelo intenso fluxo viário.

Fabricio Porto, 25 de março de 2017.