3.7.15

O Mar e a Salvador da Bahia [Capítulo 3]

Quando a Salvador da Bahia foi erguida em 1549, dependeu do mar. Ali mesmo onde e quando a cidade era Cidade-Porto, era do Porto que a cidade dependia. Esse trecho chamava-se Ribeira das Naus. Hoje essa localidade na Cidade Baixa coincide com o a Rampa do \mercado e a antiga Alfândega [hoje, o atual Mercado Modelo].

Rampa do Mercado e Capitania dos Portos, em dia de chuva

Na Rampa do Mercado hoje é possível negociar passeios e viagens pela Baía de Todos os Santos... enquanto que da Rotonda do Mercado Modelo é possível vislumbrar o mar ou mesmo petiscar uma boa porção de agulhinhas fritas e a excelente posta de cavalinha.

Vista da Rotonda do Mercado Modelo, edifício da antiga Alfândega


Breve sketch desde a Rotonda do Mercado Modelo, com Quebra Mar Sudeste ao fundo


Breve sketch desde a Rotonda do Mercado Modelo, com Quebra Mar Sudeste ao fundo


Agulhinha frita . Sketch feito após a chegada da típica iguaria servida no Mercado Modelo

Diário de viagem #1 - Buenos Aires

Desde que fui apresentado a fina arte do Urban Sketch, minha concepção sobre viagens mudou completamente. Tá bom que me preocupo com malas, roupas, roteiro.... quero mesmo é saber qual sketchbook e quais materiais vou levar! kkkkkk. E isso serve tanto para viagens mais longas, ou simplesmente passeios por lugares próximos. Tudo é inspiração para o desenho!

Nessa brincadeira, minha coleção de "caderninhos de viagem" está aumentando. E me toquei que esse seria um bom tema para compartilhar aqui neste espaço tão legal.

Começo hoje relatando uma viagem magnífica que fiz a Buenos Aires, belíssima capital da Argentina.

Lá, um dos pontos turísticos obrigatórios é a Casa Rosada, localizada na Plaza de Mayo.

Fazia um tempinho gostoso, mas mesmo com um pouco de sol, começou a chover de leve. Pensei em interromper o desenho, mas resisti um pouco. Foi bom, a chuvinha logo passou!

Sobre o desenho, foi um desafio! Trata-se de um prédio muito bonito, mas com muitos detalhes. Usei a sábia técnica de manter mais olhar no alvo que no papel. E acabei reforçando o ângulo que peguei, pois fiquei sentado no chão mesmo. A aguada foi rápida, pois, como o nome diz, é "só" rosada! kkkkk

No detalhe, uma foto que minha esposa Kelly tirou deste Urban Sketcher em ação.

Espero que gostem!


2.7.15

Conheça os Correspondentes: Simon Taylor, de Curitiba/PR


Simon Taylor e sua filha, Alice
Oi, meu nome é Simon Taylor.

Apesar de muitos acharem se tratar de um pseudônimo artístico, este é meu nome verdadeiro – meus pais tiveram uma sensibilidade incrível ao perceber meu destino inevitável.

Não me lembro de algum dia da minha vida em que eu não desenhasse. Mas, profissionalmente falando, estou nessa desde 1996, quando me tornei chargista e ilustrador do jornal “A Folha da Imprensa”.

No ano seguinte entrei no jornal hora H, onde iniciei uma longa história que durou até 2007. Nesse meio tempo, fora o papel de chargista político e ilustrador, também me tornei editor gráfico e diagramador. Em 2002/03 também fui chargista do jornal “A Cidade” e “Agência de Notícias Cone Sul”.

A atividade de designer gráfico têm sido uma constante desde 98, tanto que em 2005 fui selecionado entre aproximadamente 600 candidatos do Brasil para ser trainee em jornalismo gráfico da Folha de S. Paulo, onde passei três meses me aprimorando nas artes gráficas sob a orientação do mestre Maximo Gentile, editor de arte da Folha. 

Já participei de Salões de Humor (Pernambuco, Porto de Galinhas e Rio de Janeiro) além de exposições individuais e coletivas na Gibiteca de Curitiba, SESC/Centro e Museu de Arte Contemporânea do Paraná.

De agosto de 2007 a agosto 2010 fui chargista do site de notícias Jornale e do celebrado Blog do Zé Beto (www.blogdozebeto.com.br), onde publico até hoje meus trabalhos artísticos e Urban Sketchers.

De 2006 até 2014, tirando apenas o ano de 2013, ganhei o Prêmio Sangue Bom do Jornalismo Paranaense nas categorias Charge/Ilustração e Página Diagramada.

Para organizar toda essa atividade, em 2007 criei a Ctrl S Comunicação, minha empresa de design, ilustração e diagramação. 

Como ninguém é de ferro, a paixão por desenho e grafismos veio sempre (bem) acompanhada pela música. Sou baixista, guitarrista e cantor de bandas curitibanas desde os 13 anos. Atualmente, toco regularmente com minha banda Telefunkens.

Simon Taylor

USK

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas a verdade é que só escrevi tudo isso aí porque em abril de 2013 fui arrebatado por uma nova paixão: o desenho de observação, nosso popular urban sketch!

Fui convidado a participar do grupo Croquis Urbanos Curitiba em seu 7º encontro (foram mais de 120!) e me tornei um dos membros mais atuantes. O sucesso do grupo mudou muito minha visão da cidade. Passei a observá-la com muito mais paixão e interesse.

No final de junho de 2014, eu e os colegas Fabiano Vianna, Raro de Oliveira, Thiago Salcedo e Antonio Dias deixamos o grupo anterior para nos tornamos parte de uma aldeia ainda maior e fundamos o Urban Sketchers Curitiba. O primeiro encontro, no Museu OscarNiemeyer, foi um sucesso! Que venham muitos outros e que eu possa registrar os melhores momentos aqui neste espaço!

Outro aspecto legal é que minhas viagens nunca mais foram as mesmas. Tive a oportunidade de visitar Buenos Aires, Montevidéu, Paris, Liverpool, Londres e Lisboa nos últimos anos. Todas registradas com paixão e alegria nos - agora - inseparáveis caderninhos de viagem. O engraçado é que, desde então, quando tenho uma oportunidade de viajar, jamais penso em malas, roupas, etc. Só quero saber do sketchbook e de novos materiais para testar!

O desenho de observação veio para ficar na minha vida. Sempre desenhei, mas desde que descobri essa paixão, minha vida só tem melhorado com experiências maravilhosas e novas e fantásticas pessoas.

Sigo correndo o risco.

Simon Taylor


Carpintaria São Judas Tadeu, Curitiba/PR


IPPUC, Paraná


Jardim Botânico, Curitiba/PR


Museu Orcar Niemeyer [MON], Curitiba/PR



Teatro Guaira, Curitiba/PR


M.I.R.A.N.T.E. em Lisboa/Portugal


Rua Comendador Araújo . Curitiba/PR


Edifício Salvo . Curitiba/PR

30.6.15

PÁTIO DO COLÉGIO - SÃO PAULO

Essa foi de uma manhã de domingo do mês de abril ..

Na companhia de meus amigos do Curso do Dalton, fui desenhar novamente no Pátio do Colégio, onde a cidade começou ..

Tomei meu assento no Café, dividindo a mesa com meus amigos, e como já havia estado lá um dia, decidi escolher uma vista diferente das que havia desenhado anteriormente .. o que havia de novo eram meus amigos desenhando.


29.6.15

Encontro de Carros Antigos

Recentemente, a sede do clube União Agrícola Barbarense (time de futebol de Santa Bárbara d'Oeste- SP) realizou um encontro de carros antigos. Um tipo de evento que considero perfeito para desenhar. Raramente se encontra modelos como o Chevrolet 1929 e a Caminhonete Chevrolet, excelentes objetos para praticar o desenho grande-angular. Aqui mostro as duas páginas que consegui desenhar, nas cinco horas e meia que permaneci no evento.



24.6.15

Praça do Coreto - Cidade de Goiás




Este foi um desenho de aproximadamente 1 hora, feito durante uma viagem à cidade de Goiás. O dia já estava acabando e a luz mudava rapidamente. Foi preciso trabalhar rápido. Comecei usando grafite para fazer marcações estruturais básicas (linha do horizonte, principais proporções, ângulos e superfícies). Posteriormente, tracei as linhas com bico de pena e tinta nanquim preta (40 min) e finalizei com aquarela (20 min). Minha intenção era representar as sombras alongadas das árvores projetando-se sobre o coreto.

O fato curioso desse pequeno coreto é que o mesmo abriga uma sorveteria, onde podemos desfrutar dos "sabores locais", como coco queimado, figo e cajazinho. Além disso, achar um picolé que custa só 2 reais e já vem sem embalagem também foi uma coisa inusitada.

22.6.15

O Mar e a Salvador da Bahia [Capítulo 2]

Desde os primórdios da fundação da cidade de Salvador, até hoje, o bairro do Rio Vermelho é sede de acontecimentos marcados pelos usos, costumes, cultura e ancestralidade religiosa afro descendente. Localizou-se aí uma das primeiras povoações que se tem notícia - a Aldeia dos Franceses [Mairiquiqui] - em uma enseada em que se resgatou o náufrago Diogo Álvares Correia [o Caramuru] que, posteriormente, viria aí habitar juntamente com os índios e unindo-se à Catharina Paraguassú.

[...]

Dia de Yemanjá

Odoyá! Odoyá! Odoyá!
Tum, tum, tum... tum, tum!!
Iêêê... - faz um samba aê camará, um samba p´ro mar!
Paracopaco! Paco! Tum, tum tum! Odoyá!




Festa de Yemanjá, na Praia do Rio Vermelho

No dia 02 de Fevereiro de todos os anos festeja-se a Festa de Yemanjá. Divindade cultuada pelos "filhos de santos" do Candomblé, é a Rainha das Águas. Em cidades brasileiras como Salvador e Rio de janeiro é especialmente adorada em seus dias e nas festas de Reveillon - onde os fiéis fazem suas oferendas com presentes [flores, águas de cheiro, bonecas, alimentos do espírito e outras mais].

Particularmente, na cidade de Salvador, trata-se de uma festa bastante popular, muito frequentada pelo "povo de santo" e pelos cidadãos. Acontece na Praia do Rio Vermelho, ao lado da "Casa do Peso", onde os presentes são recolhidos e colocados em barcos... para depois serem levados a um lugar específico no mar. Realmente é muito intensa a combinação de imagens, cheiros, luzes, cores, e sons hipnóticos.

Este sketch de uma hora e meia, foi realizado em um dia de muito calor do verão baiano. E isso tentando me proteger abaixo de alguns barcos na areia da praia. Regado a muita água e cerveja para enfrentar ao forte sol da manhã, bem como a intensa atmosfera proporcionada aos sentidos.

Após as minhas postagens no Instagram [com o panorama incompleto], alguns colegas e amigos comentaram acerca do estudo de figura-fundo [branco como figura], proposital em função de ressaltar as cores de Yemanjá [azúl e branco], bem como sobre as semelhanças das figuras com o artista argentino-baiano Carybé. Agradeço de antemão a todos aqueles que me proporcionaram reflexões importantes.



Praia do Rio Vermelho e Casa do Peso


Marinha em dia de chuvas . Praia do Rio Vermelho

Marinha em Dia de Chuva 2 . Praia do Rio Vermelho

Marinha em Dia de Chuva 3 . desde a enseada em que naufragou Diogo Álvares Correia, o Caramuru

21.6.15

Urban Sketch Project . Cidade Baixa - Salvador/BA

Desenhei recentemente o entorno da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, na Cidade Baixa, bairro do Comércio, da cidade de Salvador. Foram somente dois croquis de estudos pois estava relativamente preocupado com uma aula de Croquis Urbanos [que aconteceu no dia 02 de Maio de 2015 juntamente com o #29 Encontro dos Croquizeiros Urbanos de Salvador] e depois, nos dias 04, 06 e 08 de Maio de 2015... com uma oficina envolvendo Desenho de Observação de Rua, Croquis Urbanos e intervenção em patrimônio edificado [Urban Sketch Project, ou #sketchproblema como preferimos denominar].

O sketch que gostaria de divulgar deu um certo trabalho. Não pelo fato de deliciosamente desenhar e fazer anotações, estar em companhia de desenhistas tão bons e pessoas legais.Mas em tentar domar um papel que inevitavelmente não aceita bem aquarelas e poucas hidrográficas, bem como em transcrever as legendas do mesmo.

O último desenho foi esse:

  
Legendas de cima [esquerda para a direita]:
- Lacerda;
- Silhueta do Palácio do Rio Branco;
- Ladeira da Montanha [na semana seguinte o casario caiu... causando "comoção" por parte das autoridades];
- Coroamento e entablamento com umidade e acúmulo de fuligem.

Legendas de baixo [esquerda para a direita]:
- Urban Sketch Project #1 #sketchproblema faufba + Croquizeiros Urbanos de Salvador. dias 04, 06 e 08 de maio Lissonger 2015;
- Casas de pesca;
- trecho de pre-existência da fachada eclética, a ser preservada no exercício;
- alvenaria de blocos cerâmicos maciços a serem preservados no exercício, através da intervenção de consolidação estrutural;
- tecido urbano em estado lacunar. Local de intervenção do #1 Urban Sketch Project #sketchproblema
- fenestração do tecido urbano com estrutura de sustentação da empena do casarão;
- unidade lateral e acúmulo de micro organismos + fuligem na escadaria e coroamento;
Igreja da Conceição da Praia;
- Urban Sketch Project #sketchproblema
- U.S.P.

E o primeiro desenho:



Flyers do Evento:









18.6.15

13º Encontro de Urban Sketchers Rio + SketchCrawl Coletivo Portugal+Brasil+Espanha

13º Encontro de Urban Sketchers Rio + SketchCrawl Coletivo Portugal+Brasil+Espanha

"Todas as linhas vão dar a Torres: Portugal, Brasil e Espanha"


Domingo de Sol, tive a maravilhosa companhia de minhã mãe e minha irmã para ir desenhar na Escadaria Selarón, que liga a Lapa à Santa Teresa. Lá uma grande quantidade de turistas já se encontravam presentes, tirando muitas fotos, selfies e procurando entre os milhares de azulejos os de suas terras natais. A surpresa, o encantamento e a felicidade eram contagiantes. Encontrei um excelente degrau na escadaria, que me daria ampla vista e uma "mesa" de apoio. Trabalhei com o nanquim e descobri que a perspectiva era bem mais complexa do que imaginei. Primeiramente porque tinha dezenas de pessoas andando, parando, sentando na escada, tirando fotos, me obrigando frequentemente a trocar de local de desenho. Isso fazia com que eu perdesse o "fio" do desenho e perdesse a noção do todo e dos pontos referênciais. Aconteceu tanto no nanquim quanto na aquarela. Segundo ponto é que a escadaria tem diversos trechos e patamares, que não são regulares, o que só descobri enquanto desenhava. Conforme o desenho tomava cor alguns passantes notaram minha presença e começou a surgir uma pequena multidão em volta. Ouvi alguns "This is very good", "You are very talented", "Beautiful", "Trés Biens" e muitos brasileiros, um inclusive que sugeriu que eu colocasse o desenho a venda por R$ 500. Respondi que era muito apegada aos originais e que de qualquer forma tinha outro desenho no verso. No espaço que sobrou resolvi fazer uma singela homenagem ao grande artista e ilustre carioca de coração, o chileno Selarón. Sua belíssima obra deixou um legado colorido de amor em nossos corações. Que ela pra sempre ilumine sorrisos no rosto de quem a veja e que ela sempre surpreenda quem a tenta desvendar.

Escadaria Selarón. Nanquim e Aquarela




Após o almoço tomamos coragem e subimos a escadaria e ladeira de Santa Teresa. Chegamos ao Parque das Ruínas (um pouco cansadas, confesso) e apreciamos uma interessante exposição e um delicioso café. Após breve descanso subimos a escadaria (mais uma! dá-lhe degrau!) e nos deslumbramos com o que considero minha vista preferida do Rio de Janeiro. Começando do centro da cidade é possível ver toda a entrada da Baía de Guanabara até o Pão de Açúcar. Niterói e a Serra do Mar emolduram esse cenário de sonhos. Após fazer um pequeno guia turístico e arquitetônico da cidade para minha mãe e irmã, apontando os prédios e locais principais da ciadde, me inspirei para fazer um panorama. Sou apaixonada pelo centro da cidade, então acabei automaticamente detalhando mais aquele ponto. Depois o cansaço e a demora foi batendo e começei a ser mais prática, definindo o skyline e pontos mais relevantes. O vento e a fineza da folha atrapalharam um pouco mais fiquei muito satisfeita com o resultado. Pena que não tenho conhecimentos suficientes de Photoshop para unir perfeitamente as folhas, mas espero um dia conseguir imprimir um painel com esse croquis para poder lembrar, quando quiser, essa vista fantástica. 

 Panorama Rio de Janeiro. Nanquim. Total de 6 folhas de caderno 80g




15.6.15

19º Encontro USk Goiânia

Desta vez optamos por desenhar a noite e em ambiente fechado- Nosso encontro ocorreu na Oficina Cultural Geppetto de nosso amigos Marcos e Edith Lotufo- O espaço se caracteriza pela diversidade de público de pizzas e de soluções arquitetônicas inusitadas e recheadas de surpresas.