22.7.16

Oficina Urban Sketching: Escala Observada e Escala Intuitiva

O #52 Encontro do coletivo URBAN SKETCHERS SALVADOR foi agraciado com uma Oficina Urban Sketching. Esta atividade foi sugerida pelos Professores Pedro Nery, Maurício Chagas e Cione Garcia para uma atividade de abertura da classe de Ateliê de Projeto de Arquitetura para estudantes do quarto ano do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFBA.


Croquis de Lissonger. Escala observada e intuitiva nas relações entre o Teatro Castro Alves e a Praça do campo Grande

A atividade foi desenvolvida pelo Prof. André Lissonger em dois dias e seis momentos:

Dia 1 . Sessão de 3 horas.
1. Palestra de divulgação das atividades dos Urban Sketchers no mundo, no Brasil e em Salvador.
2. Palestra sobre noções e procedimentos básicos corriqueiramente utilizadas pelos croquizeiros no desenho de rua: materiais, o olhar, o enquadramento, a composição, o enquadramento, a hachura (textura), perspectiva, escala e ritmo.
3. Exercícios, em sala de aula, de hachuras e escala observada.

Dia 2 . Sessão de 3 horas.
4. Atividade in loco, no Campo Grande na cidade de Salvador/BA.
5. Exposição pública dos desenhos realizados.
6. Comentários sobre o aprendizado e as dificuldades apresentadas no exercício pelos estudantes e depois, pelos professores.


 



O objetivo principal do exercício era exercitar e aprimorar aquelas noções e procedimentos da amostragem do primeiro dia; mas, em especial, realizar desenhos que envolviam o croquis de observação em locação e depois tentar, intuitivamente, perceber as trocas de escalas entre os estratos históricos morfológicos que compõem a Praça do Campo Grande e seu entorno.

 



Mais do que o desenho dos elementos morfológicos que compõem o entorno - praça, malha urbana, volumetria, gabarito, transições de mobiliário, edificações, cheio/vazio, escalas de vegetação (rasteira, arbustiva e de grande porte) - foi solicitada a apreensão das relações entre os mesmos. Visto que os estudantes e desenhistas presentes não possuíam medidas métricas dos elementos presentes, a dificuldade estava em representar estas relações em vistas frontais e cortes panorâmicos que indicassem estas distâncias "desconhecidas" intuitivamente.

Sketch de Alejandra Kirkwood

Sketch de Alejandra Kirkwood

Como foi notado pelos presentes, a escala intuitiva apreendida ao nível do pedestre no meio urbano foi considerada de alto grau de complexidade. Esta conclusão, segundo os próprios estudantes, colocou em xeque a visão "geral e fria" dos exercícios frequentemente realizados digitalmente e em maquetes físicas de escala reduzida. Para a nossa satisfação, a atividade de desenho de locação - e o contato direto com as escalas e o meio urbano que lhe são inerentes - demonstrou-se de importante estratégia de apreensão das relações de escala para além do ambiente de sala de aula e das plataformas digitais - sendo considerada assim, uma soma a estes métodos.


Exposição pública na Praça do Campo Grande


Aplicando as noções da escala observada e intuitiva, croquis de André Lissonger


Exposição pública dos desenhos realizados, no Campo Grande

Flyer e foto final do Evento.



      

Nenhum comentário:

Postar um comentário