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2.12.15

JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO

Este foi da minha última ida ao Rio de Janeiro no final de semana dos dias 14 e 15 de novembro de 2015 .. No passado, já havia estado por várias vezes ali ao lado do Jardim Botânico, sem nunca haver adentrado por estar a serviço em horário de funcionamento do parque .. Em passeio desta vez, não deixei passar a chance de visitá-lo .. Muitos pontos interessantes e inspiradores nesse Parque fundado em 1808 .. mas não resisti à tentação de retratar esta vista em frente ao Chafariz das Musas em frente ao caminho ladeado por palmeiras imperiais ..




24.7.15

Do pontilhismo de Seurat às aquarelas do cotidiano


Neste final de semana voltamos ao Jardim Botânico – um parque solarizado e colorido de flores. Turistas, músicos, curtidores, atletas, namorados, pais, vikings [!]. Verdadeiro desfile de estampas e objetos habituais. Bonés, bolsas, tênis, carrinhos de bebês, bolas, celulares, bicicletas, moletons.
O costume parece o mesmo da época dos brothers impressionistas Seurat, Renoir, Monet, Degas – preencher os gramados, entre as árvores, sentar na grama, conversar com amigos, contemplar a luminosidade dos lagos e desenhar.
Pitoresco imaginar os impressionistas desenhando incólumes entre os citadinos, pintando quadros que se transformaram no registro mais potente de uma época. Potentes porque preservam, dentro de cada imagem estática, milhares de cenas não fotografadas.  E o mais irônico disso tudo é que o pontilhismo de Georges Seurat inspirou a criação da televisão, prensa e imagens digitais mais tarde.
Avante novos impressionistas!!

(Fabiano Vianna, 19/07/15)

20.7.15

Impressionistas contemporâneos no Jardim Botânico (ou USK Curitiba #4)

Foto: Davi Cavalheiro

Domingo na Ilha da Grande Jatte, Georges Seurat. 1884

A criação da bisnaga de tintas pelos holandeses, na época do Impressionismo, viabilizou que os artistas fossem para a rua pintar. Os desenhadores passaram a registrar o cotidiano urbano in loco. Cafés, cabarés, parques, ruas, estações. Concentraram-se na captura das diferentes atmosferas do dia, influenciados pela nebulosidade e luminosidade.
Este quadro de Georges Seurat – “Uma Tarde de Domingo na Ilha de La Grande Jatte” representa muito bem isso. A ambiência urbana, com seus transeuntes e roupas típicas. Na cena, inclusive, o rapaz que segura o cachimbo, o faz na mesma posição que alguém hoje manda um SMS, bate uma selfie ou conversa no celular.
É muito curioso comparar esta cena com nossas experiências urban sketchers e croquizeiras, mergulhados nas reuniões citadinas.
Neste final de semana voltamos ao Jardim Botânico – um parque solarizado e colorido de flores. Turistas, músicos, curtidores, atletas, namorados, pais, vikings [!]. Verdadeiro desfile de estampas e objetos habituais. Bonés, bolsas, tênis, carrinhos de bebês, bolas, celulares, bicicletas, moletons.
O costume parece o mesmo da época dos brothers Seurat, Renoir, Monet, Degas – preencher os gramados, entre as árvores, sentar na grama, conversar com amigos, contemplar a luminosidade dos lagos e desenhar.
Pitoresco imaginar os impressionistas desenhando incólumes entre os citadinos, pintando quadros que se transformaram no registro mais potente de uma época. Potentes porque preservam, dentro de cada imagem estática, milhares de cenas não fotografadas.  E o mais irônico disso tudo é que o pontilhismo do Seurat inspirou a criação da televisão, prensa e imagens digitais mais tarde.

(Fabiano Vianna, 19/07/15)

Foto: Washington Takeuchi

Foto: Washington Takeuchi

Foto: Washington Takeuchi

Foto: Washington Takeuchi

Foto: Washington Takeuchi

Foto: Washington Takeuchi

Foto: Washington Takeuchi

Foto: Francisca Cury

Foto: Francisca Cury

Foto: Francisca Cury

*Antes de pintar a tela, Seurat realizou cerca de 23 esboços e 38 telas preliminares. Durante seis meses, foi todos os dias à Ilha de La Grande Jatte, pintando a paisagem nos dias de menor movimento e as figuras humanas nos finais de semana e feriados.
Seurat demorou um ano para pintar a obra, e outro ano para repintar sobre o quadro, cobrindo-a inteiramente com minúsculas pinceladas.