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14.12.16

Croquis da réplica do "Demoiselle" de Santos Dumont



No dia 11 de dezembro de 2016, o Croquis Urbanos Curitiba visitou o Aeroclube do Paraná durante seu 8o. Festival Aéreo.  Para nossa surpresa, encontramos uma réplica do "Demoiselle",  um dos modelos da série de aviões desenvolvido pelo Santos Dumont entre os anos 1907-09.  A réplica, que se tornou tema de nosso desenho, foi construída em 1997 pelo Aeroclube Paraná e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (na época ainda chamada de CEFET), tendo como organizador do projeto Luiz Carlos Fernandes de Souza Filho (Jornal Estado do Paraná, 12 de outubro de 1997).

Segundo a Wikipedia, o Demoiselle, também conhecido como Libellule, é considerado o melhor projeto de Dumont e também  os menores e mais baratos aviões de sua época. Ainda segundo a mesma fonte, a intenção de Santos Dumont era que essas aeronaves fossem fabricadas em larga escala e com isso popularizar a aviação. Como o inventor disponibilizava os planos a quem se interessasse, Demoiselles foram fabricados por diferentes oficinas; pelo menos quarenta unidades foram construídas.

Em termos de técnica de desenho usamos canetas de ponta porosa de várias espessuras (as da marca Sharpie são as minhas favoritas), canetas tipo nanquim (marca Unipin), caneta gel branca, marcadores cinza (Promarker da Letraset).  Papel branco para marcadores (Canson),  papel vegetal e papel craft.  

Foto 1- Aproveitamos a transparência do papel vegetal para copiar a estrutura básica do desenho feito anteriormente em papel branco


O primeiro desenho feito sobre papel branco (Foto 2) serviu como base para o segundo em papel vegetal onde detalhes finos foram adicionados (Foto 1).  Pela sua parcial transparência o papel vegetal revela a cor do papel craft usado como fundo.  Usando do mesmo artifício de transparência a cor branca das asas do Demoisele ganham visibilidade através da colagem de papel branco recortado e colado no papel craft(Foto 3).  Finalmente, detalhes finos foram adicionados para representar o brilho dos arames e das estruturas tubulares (Foto 5).




Foto 2 - Primeiro desenho com representação das estruturas básicas da aeronave.  Tivemos cuidado especial com a localização dos arames e respectivos pontos de tração das asas.

 

Foto 3 - Detalhe da colagem de papel branco sobre papel craft, que é revelado através da transparência do papel vegetal.



Foto 4 - Detalhe das linhas de construção do desenho em papel branco, gostamos de chamar de "croqui do croqui".



Foto 5 - Detalhes adicionados no papel vegetal.  Gostaria de chamar atenção para a representação dos pedais e raios das rodas. A caneta gel branca é usada para representar os delicados brilhos dos tubos e arames. 

 Foto 6 - Tradicional foto de encerramento do encontro 196 do Croquis Urbanos Curitiba.  Desta edição participaram da esquerda para a direita: Eric Shimizu, Alcindo, Luciana Maga, Sandro Colleti, Graça e Marido, José Marconi, Giovana Medeiros, Mariana Godoy, ? (não lembro agora), Rafinha (filho da Giovana), Diviane, Gustavo Ramos, Mikhael Gusso e Lívia Albuquerque. 

11.10.16

A casa das "folhas que tiram o mal olhado"

Sketch da casa da Rezadeira do santo Antônio Além do Carmo.

Um registro realizado no #58 Encontro dos Urban Sketchers Salvador. Acompanha abaixo, uma interessante matéria sobre a Sra. Rezadeira, publicada em um periódico baiano.




Folhas que tiram o mal olhado
Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br/2009/10/26/folhas-que-tiram-o-mau-olhado.

Com um jeito simples, um lenço amarrado na cabeça e galhos de folhas nas mãos, a interiorana Judite Veloso Gama, 73 anos segue o ofício diário de rezadeira, uma tradição secular que resiste nos recantos da Bahia. No Largo de Santo Antônio Além do Carmo todos a conhecem pelas rezas com ervas que curam moléstias e libertam do mau olhado. A rezadeira de Cachoeira que há 58 anos mora na capital, é uma das poucas benzedeiras que restam em Salvador. Na terra do sincretismo religioso, elas ainda são parte integrante da cultura popular, tanto quanto as manifestações ao Senhor do Bonfim e a Iemanjá. Em pequenas cidades do interior, muitas senhoras ainda difundem o poder de antigas orações aliadas a uma variedade de ervas.

“Com três te botaram, com dois eu te tiro com o poder de Deus e da Virgem Maria”. O verso da reza acompanhado com os benzidos de folha já é conhecido entre os frequentadores que chegam a humilde casa de dona Judite, ao lado da Igreja de Santo Antônio. “Feitiço não mata, mas olho gordo mata. Muitos chegam cabisbaixos, doentes e sem ânimo. A inveja faz isso, mas o poder da reza pode mandar tudo isso para bem longe”, diz.
Com a promessa de mandar embora o “quebrante e a morfina” vale apelar para todos os santos e orixás. “Nosso Senhor Jesus Cristo é quem nos protege, junto com Nossa Senhora, Santa Bárbara, Senhor do Bonfim, entre outros” conta Judite que aprendeu a fazer as rezas com folhas ainda menina. “Parei durante um longo tempo, mas depois voltei a essa graça. Tem gente que me liga de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas, outras vem da Estrada do Coco”, afirma.

No altar da rezadeira tem imagens de santos bastante populares na Bahia, desde o guerreiro São Jorge ao casamenteiro Santo Antônio. Já as folhas são colhidas no próprio quintal e algumas adquiridas no Subúrbio Ferroviário e nas feiras livres da cidade.
As rezas são feitas com ervas de tipos variados. Cada uma de acordo com a necessidade. “Uso alfazema, aroeira, arruda, guiné, quioô e quarana”, cita. Além das benzeduras, a rezadeira também recomenda os banhos de folha, como o tradicional de sal grosso, o de dente de alho, de alfazema e aroeira. “O bom é tomar durante três dias. Fazendo com fé a pessoa possa se livrar de todo mal”, garante.

Benzedeira famosa

Com 80 anos, a benzedeira Antônia Braga Machado, mais conhecida como dona Tuninha, natural de Sapeaçu há 170 km de Salvador ganhou fama nacional ao aparecer recentemente no programa Mais Você, da Rede Globo. “Faça chuva ou faça sol eu vou ao encontro da pessoa para rezar”, diz ela que aprendeu o ritual com folhas ainda bastante jovem.

Depois que apareceu na televisão, dona Tuninha ficou ainda mais famosa. “Uma moça da Itália ligou para me pedir que eu rezasse pela melhoria em seus negócios e eu fiz a reza pelo telefone. Depois ela mandou sua foto para que eu fizesse mais orações”, conta. Dona Tuninha acredita que o seu ofício é um dom de Deus. “Eu só ajudo, mas quem cura é 'ele'”, ressalta.

Fé nas rezas atrai pessoas de todos os lugares

O movimento na casa de dona Judite não para. “Seguimos essa tradição de nos rezar há muito tempo, pois a minha avó também fazia esse tipo de ritual lá na Argentina”, conta Maria Soria que mora na Bahia há alguns anos. Ela, seu pai, José Antonio Soria e sua mãe Vitória levaram a pequena Kaylane de 3 anos para ser rezada pela benzedeira do Largo de Santo Antônio. “Eu já tinha visitado aqui e agora trouxe minha filha que está ficando sempre doente “, afirma. Segundo Soria, a fé nas rezas com ervas veio de berço. “Temos muita fé”, disse ao ouvir as recomendações de banho da benzedeira.
“Passei 20 dias internada e foram as rezas dela que me ajudaram a ficar boa. Ser rezadeira é uma dádiva que Deus lhe deu”, enfatiza a cabeleireira, Edinalva Souza, 60 anos, acostumada com as rezas de dona Judite.

Do lado de fora a placa indica: “Rezadeira, reza mau olhado, erisipela, peito aberto e fogo selvagem”. Cada reza vale R$ 25. Apesar da cobrança, a rezadeira faz questão de frisar. “Eu apenas rezo. Não sou mãe-de-santo”.

Encontrar uma benzedeira em Salvador nos dias de hoje não é fácil, mas ao circular por feiras tradicionais, como a da Sete Portas é possível ainda se bater com algumas conhecedoras do ritual. É o caso de Damiana Cândida, moradora do IAPI. “Às vezes rezo para os amigos e só cobro a folha ou um pacote de velas se precisar”, diz enquanto compra algumas folhas.

Com ares de timidez, ela resumiu também a importância do banho de folha. “Servem para limpar, proteger e livrar do mau olhado”, disse citando as receitas com o alho macho, folha de vassourinha, arruda, manjericão e dandá.

“Tenho fé, pois se isso não existisse, a própria natureza não proveria essas ervas”, afirmou uma mulher que disse estar sofrendo, após ter sido traída pelo marido que saiu de casa. “Estou arrasada, mas as rezas e esses banhos vão dissolver esse mal”, acrescentou.

[...]

Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br/2009/10/26/folhas-que-tiram-o-mau-olhado. 

7.9.16

Lanchonete da Feirinha de Itapoan

Itapoã é um bairro bastante conhecido da cidade de Salvador/BA. Localidade reconhecida até internacionalmente através das canções de um dos maiores intérpretes, Dorival Caymmi... bem como muita gente já ouviu falar de suas praias, através da famosa música Tarde em Itapoã, de Vinícius de Moraes e Toquinho.

Já tive oportunidade de postar aqui neste site, também nas páginas do grupo USk Brasil e USk Salvador... inúmeras marinhas retratando esse lugar, bem como sua tradição praiera. Pois eu e minha família moramos aí a muitos anos... e até hoje passo e habito o lugar quase que cotidianamente.

Nestes últimos dias registrei uma parte da local Feirinha de Itapoan... que, na verdade, fica na Avenida Dorival Caymmi, centenas de metros das suas praias. Este Mercado de bairro foi uma invenção passada para retirar, do centro do bairro, a sua antiga e tradicional feira diária. Uma pena, pois a antiga feira possuia muitos dos aspectos da tradicional Cidade da Bahia... talvez hoje, só a Feira de São Joaquim ainda possua essa magia.

Todavia, ainda assim... é possível encontrar vestígios dessa baianidade. Os desenhos e textos fazem parte da vista de uma das pequenas "lanchonetes" internas, que de fato funcionam bem mais como botecos que vendem prato feito. Trata-se de mais uma paisagem informal da malha citadina que evoluiu sem planejamento urbano - assim como mais de 80% dessa cidade: lajes em processo de construção, casas sem reboco, pintura com cores diversas, fiação exposta e com "gatos" de energia elétrica e de canais de tv por "assinatura", beberrões se equilibrando, algazarras de feirantes, inúmeros pombos sujos à espreita dos restos de produtos.

Tomo duas cervejas durante o breve almoço. Traço e aquarelo as imagens que se seguem.

Na parede, um banner plástico engordurado e patinado pelo tempo diz:

"TABELA DE PREÇOS"
. Skol - R$7,00.
. Schin e Itapava - R$6,00.
. Assado de boi - sem valor (este tipo de assado é comumente oferecido no almoço de rua).
. Ensopado de frango - R$10,00 (idem).
. Bisteca e bife - sem valor (ibidem).
. Cuscuz e aipim - R$8,00 (o primeiro de tradição baiana, de milho, o segundo, menos comum no almoço).
. Feijoada - R$17,00 (ibidem).
. Moqueca de fato - R$13,00 (mais difícil de encontrar, mas comuns aos baianos. O fato é o bucho do bovino. A receita leva cebola, alho, tomate, coentro, camarão seco, leite de coco e azeite de dendê - leva uma duas horas para o preparo).
. Rabada - R$17,00
. Refr - R$4,00 (geralmente adquirido o litro).
. Filé de frango - sem valor (ibidem).
. Mocofato com pirão -  R$17,00 (é o bucho e o mocotó bovino, podendo vir outras carnes acompanhando - leva quase duas horas para o preparo).
. Mocotó com pirão - (aos domingos somente).
. Galinha caipira com pirão - sem valor.




Para abrir o apetite, uma cachaça de cambuí (o "whiskey de bolinha").

"Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha
E com o olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda a rodar

É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã".

Abraços da Bahia!

        

12.10.15

Notas sobre um Curso de Croquis Urbanos em Encontros USk Salvador

Por André Lissonger e Nei Barreto


Flyer de divulgação da disciplina
Este post corresponde à síntese dos resultados e principais registros referentes à Disciplina Optativa de CROQUIS URBANOS da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia no semestre letivo de 2015_2. A disciplina foi ministrada pelos docentes Arq. André Lissonger e Eng. Eletr. Nei Sousa Barreto, efetivos do quadro da FAUFBA. Bem como foi oferecida aos Cursos Diurno e Noturno da mesma, acontecendo sempre em sábados alternados, das 08:00 às 12:00h.

INTRO
Mesmo após alguns “atropelos” em tempo de matrícula, com 30 vagas disputadas + 10% preenchidas na sua totalidade e pequenos problemas de divulgação das datas e conteúdo das aulas, e ao final, com “outros atropelos” por conta da Greve dos Professores da FAUFBA, a disciplina correu seu curso com uma trajetória tranquila e surpreendente. 

A estrutura do curso foi distribuída da seguinte forma: 

· 2 aulas teóricas em sala de aula;
· 7 aulas práticas coincidindo com Encontros USk Salvador e;
· 1 Seminário Final.

Essa estrutura foi divulgada e (re) divulgada nas duas primeiras aulas, enviada por email aos inscritos e continuou mantida até o final.

Quanto ao esquema prévio montado acreditamos em uma hipótese pedagógica baseada em três princípios: 1. Insistir muito mais em um aprendizado empírico do Croquis Urbano em campo, do que através de repetidas sessões de teóricas de Desenho de Observação em sala de aula; 2. Associar uma nova disciplina acadêmica eminentemente prática com uma prática de Desenho de Rua (Urban Sketchers Salvador) não institucionalizada, e que tem se tornado comum na nossa cidade - uma espécie de retroalimentação; 3. Tornar, através de um seminário coletivo final, a própria produção dos estudantes, professores e urban sketchers um dos motes de discussão envolvendo participação total, aprendizado e avaliação – incluindo da própria disciplina e seus conteúdos.

AULA 1 – Aula Expositiva e Prática na FAUFBA.

Na primeira aula foi apresentada a disciplina, as datas e os locais de Encontros com os Urban Sketchers Salvador. Bem como ainda as primeiras noções fundamentais para a prática do Croquis Urbanos: enquadramento; ponto de vista; perspectiva; materiais; técnicas; hachura. Essas aulas foram ministradas com o uso de projetor multimídia, data-show e lousa branca. Os exercícios em sala de aula foram desenvolvidos com orientação prática tipo “siga o Mestre”... através de diretrizes demonstradas no quadro. Ao final, riscou-se algumas possíveis vistas a serem desenvolvidas na próxima aula de campo.

AULA 2 - 26º ENCONTRO USK SALVADOR: na Barroquinha e Baixa dos Sapateiros (Avenida J. J. Seabra).

Nessa aula, como também no restante das aulas em campo, os estudantes foram deixados livres para a sua interpretação individual dos lugares desenhados, tirando suas dúvidas com os professores e desenhistas mais experientes. Ao final da aula comentou-se sobre os registros e a produção de modo geral.

Flyer de divulgação e fotos do evento . Instagram USk_Salvador

A estrutura de uma aula de campo nessa disciplina, o que se seguiu como base para as outras aulas, foi feita da seguinte forma:

Croquis de um espaço público enquadrado
08:00h às 08:30h – Preleção da Aula: se configurando com uma mini palestra ministrada pelo Prof. André Lissonger e complementada pelo Prof. Nei Barreto e outros professores que participam das atividades dos USK Salvador, bem como outros desenhistas mais experientes. Os conteúdos versam em duas direções: 1. Um breve histórico do contexto físico e cultural dos lugares visitados (composição do tecido urbano; morfologia urbana; aspectos socioeconômicos; índice de violência e marginalidade; dinâmica das funções urbanas e dos usuários; trocas e manutenção de escalas; espacialidades, e o que mais ocorrer, e; 2. Breves comentários sobre as principais dificuldades a serem enfrentadas em termos de enquadramento e visadas, bem como as principais noções e técnicas a serem empregadas.

08:30h até 11:30h – As baterias de desenhos propriamente ditas. Com trocas de tempos e nível de complexidade e dificuldades.

11:30h às 12:00h – Encerramento Geral com comentários dos professores, desenhistas e estudantes sobre o lugar, os exercícios, os conceitos, e a produção propriamente realizada.

Croquis do exercício envolvendo espaço público em panorama aberto . André Lissonger

AULA 3 – Aula Expositiva e Prática na FAUFBA.

Croquis de escala, feitos na Preleção da Aula 4
Nessa, que foi a segunda e última aula na FAUFBA, comentou-se os desenhos realizados na Aula de Campo anterior e concentrou-se a abordagem didática em corrigir os primeiros erros.

Os exercícios em sala de aula foram novamente desenvolvidos com orientação prática tipo “siga o Mestre”... através de diretrizes demonstradas no quadro.

Após isso, ocorreu uma breve demonstração prática de outros materiais além do lápis grafite e das hidrográficas solicitadas – em especial o uso do pastel seco e à óleo e a aquarela.

Ao final, riscou-se algumas possíveis vistas a serem desenvolvidas na próxima aula de campo.

AULA 4 - 28º ENCONTRO USK SALVADOR: na Praça da Sé.

Flyer de divulgação e fotos do evento . Instagram USk_Salvador

Esquerda: croquis com espaço enquadrado e 1 P.F. Direita: croquis com perspectiva de 2 PFs. André Lissonger

AULA 5 - 29º ENCONTRO USK SALVADOR: na Conceição da Praia.

Flyer de divulgação e fotos do evento, incluindo a Oficina Urban Sketch Project . Instagram USk_salvador 

Croquis informativo de um exercício envolvendo desenho de fachada e perspectiva . André Lissonger

AULA 6 - 30º ENCONTRO USK SALVADOR: no Pelourinho.

Esta Aula e Encontro, em particular, foram bastante problemáticas em função das fortes chuvas. Este Encontro acabou por se encerrar no Mercado do Peixe, no Rio Vermelho.

Flyer de divulgação do evento

AULA 7 - 31º ENCONTRO USK SALVADOR: no Santo Antônio Além do Carmo.

Esta Aula e Encontro também coincidiram com uma Aula da Disciplina Obrigatória DESENHO DE OBSERVAÇÃO (também da FAUFBA), ministrada, além do Prof. André Lissonger, pelo parceiro e excelente desenhista Prof. Daniel Paz. Infelizmente esta teria sido a primeira e última aula de campo desta disciplina neste semestre, em função da Greve dos Professores da FAUFBA. Os estudantes da disciplina decidiram entrar em greve, contudo, a disciplina de Croquis Urbanos seguiu seu curso normal até o seu encerramento. Decisões estas acordadas entre os professores e estudantes presentes e matriculados em ambas as disciplinas.

Flyer de divulgação e fotos do evento . Instagram USk_Salvador

Croquis panorâmico envolvendo três exercícios: desenho frontal e dois cantos em ângulo . André Lissonger

AULA 8 - 32º ENCONTRO USK SALVADOR: na Rua da Ajuda.

Nesta Aula, em particular, foi adotado o método de registro da visão serial de Gordon Cullen, através de rápidos registros de 5 a 10 minutos da sequência urbana apresentada. Esta estratégia de mudança no tempo de execução dos croquis já havia sido abordada em nossas disciplinas de Desenho de Observação. E, como já comentado anteriormente em posts gerais, também pela nossa Oficina de Croquis Urbanos no VII PROJETAR 2015, juntamente com o meritoso desenhista Prof. Jota Clewton do Nascimento (USk Natal/RN) e Profa. Ruth Ataíde, recentemente em Natal/RN.


Flyer de divulgação e fotos do evento . Instagram USk_Salvador

Esse Encontro ainda coincidiu com o Evento internacional SKETCHCRAWL TORRES VEDRAS, com a participação de sketchers de Brasil, Portugal e Espanha.

Sequência de rápidos croquis envolvendo o exercício da visão serial . André Lissonger

AULA 9 - 33º ENCONTRO USK SALVADOR: no Passeio Público.

Esta Aula e Encontro, em particular, foram bastante problemáticas em função das fortes chuvas. Este Encontro acabou por se encerrar na Pastelaria Houang, no bairro do São Pedro.

Flyer de divulgação e fotos do evento . Instagram USk_Salvador

Croquis de espaço interno com croquizeiros desenhando na Pastelaria Houang . André Lissonger

AULA 10 – SEMINÁRIO FINAL no 34º ENCONTRO USK SALVADOR: na Ceasinha do Rio Vermelho.

Essa Aula-Encontro-Seminário foi fundamental! Mais do que o Encerramento da referida disciplina, um aprendizado para todos os envolvidos. Nos limitamos, nesse momento, a uma pequena síntese do ocorrido.

Precisávamos de um lugar suficientemente grande e com mesas e cadeiras flexíveis suficiente para uma miniexposição, dos sketchbooks e fólios de croquis, para todos os participantes. Ao mesmo tempo que diante da citada greve universitária em andamamento, foi uma decisão não realizar este Evento “dentro” da Academia, mas em um espaço citadino público – naturalmente em concordância com os princípios dos Croquizeiros Urbanos. Todavia realizar um pequeno seminário desses exige um mínimo de Conforto Ambiental Urbano (lumínico; ventilado; abrigado das intempéries, acústico, etc). Após algumas sugestões, decidiu-se a Ceasinha do Rio Vermelho. E funcionou muito bem, para nossa surpresa.
Flyer de divulgação e fotos do evento . Instagram USk_Salvador

A segunda demanda era a abordagem do seminário, que foi conduzido com uma breve apresentação informativa, parecida a este texto que o leitor interessado ainda se sente confortável em ler. 

Aquela base informativa abriu a terceira diretriz de condução. Aula após aula (de campo) os estudantes e os professores levantavam os desenhos, uns para os outros, como numa espécie de “galeria humana de sketchbooks” e passava-se aos comentários envolvendo comparações, técnicas, tempos, acidentes de percurso, dificuldades, acertos, evolução pessoal, etc. De vez em quando juntavam-se desenhos com técnicas ou abordagens semelhantes em aulas diversas. A apresentação foi muito proveitosa em vários sentidos, com a participação de todos os presentes.

Encerramento do Curso com Seminário Final

Para encerrar o Seminário Final, solicitamos a opinião crítica dos próprios estudantes acerca de todo o percurso pedagógico, informativo, logístico da disciplina. Essa foi mais uma das nossas surpresas diante às contribuições, que hoje nos ajudam a revisar o percurso e/ou consolidar nossas hipóteses para esta disciplina no ano vindouro.

Espero que tenham gostado... estamos à disposição para eventuais dúvidas.

Abraços fraternais, Profs. André Lissonger (USk Brasil) e Nei Barreto (Usk Salvador).

8.10.15

Registros feitos durante as aulas da disciplina de "croquis urbanos"

Bom dia pessoal,

Seguem alguns registros realizados por mim durante os - até então - encontros realizados com a turma de discentes do Curso de arquitetura e Urbanismo da UFRN, matriculados na disciplina optativa de "Croquis Urbanos".

A ideia da disciplina é fomentar o desenho in loco de determinados trechos da cidade do Natal, a partir de temáticas pré-estabelecidas. Antes da atividade propriamente dita, é realizada uma discussão acerca da temática e da área em que serão realizados os registros.

Até o presente momento foram realizadas duas atividades: a primeira teve como área a praça André de Albuquerque, e teve como temática a presença do espaço barroco no bairro da Cidade Alta; a segunda teve como temática o modernismo e os registros foram realizados na Capela do Campus da UFRN.

Em breve, farei uma postagem mais ampla, inserindo os desenhos do alunos, bem como os registros a serem realizados na outras áreas, abordando as temáticas da "cidade e o rio", e do "cotidiano".







27.9.15

CURITIBA/PR sediará o I ENCONTRO NACIONAL USK BRASIL em 2016

CONFIRMADO!!!



CURITIBA/PR sediará o I ENCONTRO NACIONAL USK BRASIL

Após alguns meses de debates e consultas, on line, no Forum Nacional Urban Sketchers Brasil e, por mais duas semanas, através de Enquete aberta ao Grupo Nacional, a cidade de Curitiba foi considerada vencedora.

Print Screen do resultado final da Enquete no Facebook

A Comissão proponente do Grupo USk Curitiba torna-se, a a partir de agora, a responsável pelo Encontro Nacional dos Urban Sketchers Brasil em 2016. Parabéns aos amigos Fabiano Vianna, Thiago Bueno Salcedo, Raro de Oliveira , Simon Taylor e Antonio Dias. Desejo um grande sucesso ao grupo! E convido a todos a participarem desse Evento. Datas ainda a serem confirmadas.

Parabéns ainda às Comissões de USk Salvador, USk Rio e USk São Paulo. E agradecimentos aos que se colocam à disposição para ajudar, em especial, todos os Representantes de Grupos locais.

Abraços a Todos os Sketchers e admiradores.
Nos vemos em Curitiba ano que vem!