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4.5.17

Largo de Santana


#68 Encontro Urban Sketchers Salvador


Croquizeiros: Leandro, Augusto, Alejandra, André, Nei e Pedro.


Fim de tarde no bairro do Rio Vermelho. Acarajé da Dinha, feira de artesanato, sorveteria Mondo, tradicionais bares, o movimento começa aumentar no Largo. Em um clima super agradável, os croquizeiros de Salvador avançam pela noite e desenham o movimento constante do bairro. 

Presença especial do sketcher Peu Melo!



Croqui da Igreja de Santana. Testando marcadores da Sinoart.



Sketchers no Rio Vermelho                                                                                                        Sorvete artesanal Mondo. Delicioso!



Croqui e aquarela André Lissonger


Nesse mesmo dia fui presenteada pelo André com um kit da Sinoart Marker, marcadores em tons de cinza. Acabei resolvendo testar no croqui e gostei do resultado. Os marcadores são bem leves e as duas pontas em uma única caneta facilita muito croquis em escalas distintas, sendo um lado mais fino com a ponta redonda para desenhos detalhados e o outro lado chanfrado para preenchimento de grandes áreas.


Marcadores Sinoart tons de cinza.

8.7.14

Do Edifício de Eduardo ao "Edifício" de Eisner

Domingo, dia 29 de Junho de 2014. Manhã invernal fria, ventosa, chuvosa, tipicamente curitibana. Fomos desenhar em frente ao edifício Eduardo VII, próximo à Praça Tiradentes. Para saber mais sobre o prédio propriamente dito visite esta matéria da Gazeta do Povo.

Os croquiseiros timidamente foram surgindo, abrigando-se sob as mais frondosas árvores e pontos de ônibus para desenhar. Tanto outros croquizeiros também começaram. Sueli Bmp, Raro de Oliveira, Rubens Gennaro, Simon Taylor, Fernando Popp, Reinoldo Klein, Lia Rossi, Wagner Polak, André Coelho, Thiago Salcedo, Paco Steinberg, Emiliano França... entre outros.


Foto de Lia Rossi

Simon Taylor apareceu com a clássica graphic novel “O Edifício” de Will Eisner e pudemos comparar in loco a semelhança como nosso tema. Incrível. Depois apareceu o escritor Eduardo Capistrano (que prometeu fazer uma crônica sobre o encontro), revelou que seu nome foi dado porque sua mãe trabalhou durante muito tempo no edifício ao lado (no Banco do Brasil) e lia todos os dias o nome “Eduardo” na fachada em frente.

 Foto de Susan Blum.


Na noite anterior Marconi já havia montado um cavalete com um grande formato na posição vertical capaz de conter o longilineo prédio Eisneriano. A composição partiu do desejo de enfatizar a verticalidade, pois ele já havia estudado o prédio e sabia de cor o número de andares e a importância de registrar com certa coerência a imposição dos dramáticos pontos de fuga.

E os personagens típicos do centro foram brotando em volta da cabeça do Fabiano. Senhores elegantes armados com cachimbos fumacentos, incomensuráveis guarda-chuvas, paletós quadriculados, celulares fotografáveis. Indo em direção à Boca Maldita. Mãe e filha abrigando-se nas marquises (algumas vindo da missa na Catedral, outras da feirinha do Largo da Ordem), putinhas da Cruz Machado (com indefectíveis shorts ainda mais miniaturizados), vira-latas úmidos aventureiros de grandes avenidas... Alguém contou uma história de fantasma sobre o prédio. O clima estava propício para isto. Folhas secas voavam contra nossas faces.


Foto de Washington Takeuchi.



Sempre que fazemos desenhos em grupo, nos sentimos parte de uma banda de rock em plena "jam session". "Eu que nunca tive uma banda. A sensação é muito boa. Fazer parte de algo e se aproximar dos comparsas croquiseiros." - disse Fabiano.

Na construção deste tipo de desenho é preciso exercitar algumas qualidades criativas pouco usuais ao desenho solitário, pois exige que os colegas consultem uns aos outros, troquem sugestões, improvisem e "criem" em cima da criação dos colegas, porém buscando valorizá-las (uma verdadeira arte).

Dividir o traço e as impressões da mesma cena observada. Isso é revigorante e energizante pacas! Matamos a pau no nosso show.

Foto de Washington Takeuchi.

Foto de Francisco Camargo.

A formação da banda deste domingo foi: José Marconi Bezerra de Souza (composição, direção, técnica, texturas, aplicação das folhas), Fabiano Vianna (personagens, animais, crônica), João Paulo de Carvalho (paleta e aplicação de cores), Cassio Shimizu (texturas adicionais) e Doralice Araújo (detalhe de brilho no guarda chuva esquerdo e escritos nas placas).


Técnica mista: nanquim colorido, aquarela, caneta posca, marcadores, folhas de árvores, colagem e muita alegria sobre papel tipo Canson "c a grain".


* *

Mais uma surpresa: Ivan Anzuategui espichou seu papel craft tamanho "quase" 1:1 sobre o piso da Praça. Fixou-o com latas de laquê para não voar com o vento que estava forte. E mandou ver em seu traço selvagem e visceral.

Foto de Washington Takeuchi

No final fizemos nossa tradicional exposição dos desenhos no canteiro da Tiradentes. Marco Zero curitibano. Sob os olhares das estátuas e dos turistas da Copa, que aproveitavam seus últimos dias na cidade, cruzando o centro em direção à feirinha do Largo da Ordem.

 Foto de Lia Rossi

Finalmente, fizemos o sorteio de uma cópia da Graphic Novel de Will Eisner "O Edifício", a qual foi doada pelo generoso Wagner Polak. O ganhador foi nosso querido arquiteto Emiliano França, o destino desta vez fez justiça.

  Foto de Lia Rossi


(Texto de Fabiano Vianna e José Marconi, 01/07/14)

31.12.13

Encontro em Paranapiacaba - São Paulo


Neste último domingo realizamos mais um encontro de Urban Sketchers em São Paulo, em Paranapiacaba. Essa pequena vila tem um charme especial...aquele que só o passado traz, estampado nas paredes desgastadas, na ferrugem da chapa metálica, no relógio da torre. Paranapiacaba ainda tem um sabor extra: o "fog", em inglês mesmo, afinal esse deve ser o mais britânico vilarejo do Brasil...

E com pontualidade britânica deixamos a Estação Tamaduatei, embarcando em um vazio trem da CPTM com destino final à Rio Grande da Serra, que ostenta uma bela estação ferroviária, e uma coleção de simpáticos cachorros de rua. A partir de lá, mais alguns minutos de ônibus, a máquina do tempo que te leva à Paranapiacaba.

A paisagem em Paranapiacaba muda a cada instante. A aquarela tem que ser rápida...os olhos também, buscando uma sombra ou tentando selecionar algum, entre quase-infinitas possibilidades de temas.


Paredes pintadas de vermelho (se é possível dar nome a tantas nuances tingidas pelo tempo), vidros quebrados, telhados esverdeados, trens que parecem desmanchar de ferrugem...ladeiras suaves, encostas de mata.
Turistas, fotográfos, bikers, hikers, e agora SKETCHERS!

Enfim, adeus 2013 e bem vindo 2014!!

O Ano do Simpósio no Brasil!!
Será um ano inesquecível para nós, urban sketchers brasileiros!




Abraços!

30.7.13

Barcelona Pré-Simpósio

Antes de começar o simpósio fiz alguns estudos com marcadores, no local do meu workshop, de forma a estudar melhor as paradas e os temas....



E dois desenhos feitos durante o sketchcrawl da véspera do inicio do simpósio:

Mais histórias sobre esses desenhos em meu blog:
http://www.ebbilustracoes.blogspot.com.br/
Passem por lá!

3.6.13

Interior de Minas Gerais

Fui viajar neste feriado para Itamonte, cidade mineira próxima à divisa de Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde fica o Parque Nacional de Itatiaia. Começando a postar os desenhos de trás pra frente, fiz este desenho com marcadores na pousada, no último dia. Um belo lugar, um belo dia.
























Abraços!

24.5.13

Ruínas de Alcântara/Ma








Ruína da Igreja Matriz de São Matias. Construída em 1648, ano de fundação da cidade, sobraram dela somente a fachada e uma das torres.
Técnica de desenho e pintuta feitas só com marcadores.


Alcântara é uma  pequena cidade do Maranhão  onde ficam algumas das ruínas mais recentes do mundo, de um palácio que nunca existiu, num lugar onde faltou tempo para que a história fosse de grandes glórias. A cidade de Alcântara é a casa de belezas abandonadas, já teve grandes riquezas e poderia ter sediado festas imperiais, mas terminou em ruínas que hoje servem apenas para encher os olhos,os blocos  de desenhos  e as máquinas fotográficas de curiosos visitantes.

30.3.13

Centrão

Encontrei hoje no centro da cidade o amigo Beto Candia, que estava de passagem por aqui. Tomamos um café, atualizamos a conversa e fizamos um rápido sketch juntos, na Praça da República.
Beto seguiu seu rumo e eu fiquei ali, terminando o desenho do coreto, junto a alguns malucos do pedaço.
Mais tarde fui até o Salve Jorge, onde degustei (literalmente) um ótimo chopp e um churrasquinho com queijo...ô delicia...
Abraços!

15.1.13

iPad na Praça Luiza Távora

Oi pessoal! Neste último sábado, 12/01, resolvi sair para desenhar e tentar uma técnica nova. Vou mostrar minha primeira experiência de desenho de rua usando o iPad e um programa que descobri recentemente chamado Procreate. Pela primeira vez fui para um ambiente externo desenhar com esses recursos e o resultado me surpreendeu. O iPad se comportou muito bem embora tenha tido alguma dificuldade por causa da luminosidade provocada pelo sol na tela. O software deu um show de leveza, naturalidade de traço e na simulação dos instrumentos reais.

Como de costume fiz uma base usando a ferramenta HB Pencil que, a propósito, é extremamente eficaz e dá um resultado bem realista. Depois fiz o acabamento linear com a ferramenta Technical Pen. Em seguida fiz a pintura com a ferramenta Maker Brush que, para mim, foi o melhor do processo pois simulou muito bem os marcadores reais. O local escolhido foi a praça Luiza Távora.


7.1.13

USK com iPad

Pintura com "marcadores"
Oi pessoal! Nessa postagem vou mostrar o meu primeiro desenho feito em 2013 baseado no manifesto do USK. Enquanto minha esposa fazia seus trabalhos da pós-graduação na sala da estudos da Unifor eu capturei o desenho mostrado acima. A grande diferença, como alguns já podem ter percebido, é que usei recursos digitais. Nesse caso um iPad 4 e o programa Sketchbook Pro que já venho testando desde o ano passado.

Estou realmente gostando da experiência e aos poucos me adaptando à ferramenta. Já fiz outros desenhos com um iPad 1, mas esses não seguiram a filosofia do USK uma vez que não foi desenho de locação. Abaixo vocês podem ver algumas etapas do processo.


Esboço inicial "à lápis"

Acabamento com linhas "à caneta"

6.12.12

Paisagem em azul

Neste desenho resolvi brecar o processo de camadas antes de mudar de cor de marcador. Vista do bairro de Perdizes, a partir de uma colina no Sumaré.

20.6.12

Instituto Inhotim - Brumadinho/MG

Mais um sketch em Inhotim...acredito que este seja o último da série.
Lá, foi o lugar onde passeava aos Sábados e/ou Domingos...onde eu recarregava as energias para encarar a semana que iria começar, durante minha estada em Minas Gerais.

Para quem não sabe, estive na grande BH por um período de 4 meses, a trabalho.
Foi um período bastante intenso. Foi do trivial (fazer levantamentos, desenhos e projetos...coisas que sempre fizeram parte da minha vida) ao êxtase (de ser promovido...e de sentir prazer no que estava fazendo, acreditando que poderia ter uma boa gestão de recursos, sem sacrificar o lado humano da coisa). Mas também foi do êxtase a decepção (pois a vida me mostrou que existem pessoas de muito mau caráter...com boca grande e mente pequena...e essas pessoas acreditam que é preciso ter "mão-de-ferro" para fazer as coisas acontecerem e se fazer respeitado).
Se uma "promoção" deve vir às custas de meus princípios, prefiro voltar pra casa. Serei sempre o mesmo, seja "peão", "chefe" ou "patrão". Não mudo meus princípios de acordo com as minhas conveniências, muito menos das dos outros.
Nunca entenderão que o respeito se conquista...e não se impõe.

Mas agradeço muito a Deus pela dura lição: a de não mudar o foco das coisas...de não deixar em segundo plano meus verdadeiros objetivos e sonhos. De não abandonar o que realmente quero fazer...
Aprendi também, através da observação, diversas formas de como "não se fazer" muitas coisas...e a não ser como essas pessoas.
Por outro lado, conheci algumas pessoas incríveis! Na verdade, a quantidade de pessoas boas que conheci nesta jornada, superam em muito as não tão boas...

Enfim, águas passadas. E como se diz no popular: a fila anda!
Vida que segue...



Galeria Miguel Rio Branco - Inhotim
18/03/2012

Agora, vamos falar de coisas boas!
Esta "megaestrutura" (talvez não seja perceptível seu tamanho, devido a falta de escala...sem "menina", Edu!...rs), toda em aço Corten, é uma galeria de arte criada por Miguel Rio Branco.
Ela fica encravada em um pequeno morro, ao final de um caminho em aclive.
Em forma de proa de navio, ela avança em direção aos nossos olhos, com um balanço incrível!
Inhotim é assim! Vc vai seguindo o caminho e de repente aparece algo gigantesco!
Já disse isso antes e repito: quem tiver a oportunidade de conhecer Inhotim, não vai se arrepender!

Na verdade, o desenho ficou com um pequeno erro no seu ponto de fuga, do lado direito...mas tá valendo.
Outra coisa que me chamou a atenção, foi o fato da ausência de sombras. Realmente o dia estava bastante nublado...mas talvez eu não tenha conseguido captar bem isso...

Bem, agora de volta a Santos/SP, estou ansioso para poder a desenhar muito e mostrar mais um pouco da minha cidade para vocês!

Grande abraço a todos e até a próxima!


11.6.12

Azul e cinzas

Apesar da chuva e do tempo horroroso eu consegui sair um pouco para desenhar no feriado. Na verdade, já no sábado, quando a chuva deu uma trégua.
Fiz dois sketches. O primeiro de um caminhão de feira parado perto de casa. A pitoresca cena me chamou a atenção: o caminhão e as casinhas estranhamente arranjadas no fundo.


Decidi, por alguns motivos, fazer o sketch praticamente sem cores, embora eu tenha começado com um pale indigo no fundo, somente para organizar as massas. Sorte ter levado a banqueta, pois desenhei o " danado" por mais de uma hora e meia. O banco também me isolou do chão gelado, ainda húmido depois de tanta chuva.
Para variar, algumas pessoas pararam para conversar, especulando curiosamente sobre os motivos da empreitada. "Porque desenhar um caminhão de feira?", devem pensar.
Depois caminhei mais um pouco e achei essa interessante esquina.
Já cansado, com fome e ainda mais frio, me coloquei um limite de tempo - 30 minutos, que se estenderam por mais uns 10.
Voltei pra casa feliz por ter aproveitado minha manhã de sábado.
Aqui vao algumas fotos feitas no local, mostrando um pouco do passo a passo.



7.6.12

Instituto Inhotim - Brumadinho/MG

Mais um em Inhotim...
Um pouco antigo, pois o tempo anda correndo mais depressa do que consigo dar conta...


Chris Burden
18/03/2012

Abraço a todos!

12.5.12

Igreja da Consolação - SP

Olá a todos!
Ultimamente venho pensando em desenhar locais em que a atmosfera sugere algum tipo de pensamento ou comportamento, como o exemplo do hospital da Santa Casa (alguns links abaixo). Igrejas e templos são os locais em que o homem na sua história dispendeu mais tempo pensando nesses aspectos. A que visitei traz no seu DNA construções as abobadadas que são tão vívidas na nossa mente, como a Basílica de São Pedro.
Independente de convicções religiosas, esses são locais muito agradáveis para se sentar e interagir um pouco com o silêncio.
Acabei até assistindo a uma missa. Na saída (um pouco mais tranquilo), desenhei um grupo de trabalhadores que aproveitavam sua hora do almoço na frente do antigo prédio do Estadão, centro de sp.
Abraços!
Hugo